Ao ler no blogue “Café Mondego”, de Américo Rodrigues - exemplar director do Teatro Municipal da Guarda-, a notícia incrível de que a Papelaria do Sr. Casimiro fechou a porta, a amargura trouxe-me de volta o poético “Good bye, Mr. Chips”, de James Hilton. Precisamente, na loja do Sr. Casimiro comprei o livrinho cuja lembrança me dói, nostalgia da adolescência perdida. Nesse mesmo lugar das mil maravilhas, espaço aberto a todos quantos vinham, generoso, singelo, descobri Dostoievski, Proust, Steinbeck, Manuel da Fonseca, Thomas Mann e completei aquilo a que chamava Máximo Gorki, também lá encontrado, “as minhas universidades”. Serei um de milhares, porque a Papelaria do Sr. Casimiro viu passar gerações. Autodidacta, altruísta e sonhador, proporcionou-nos muito do que nos não deu nenhuma escola. E, agora? Ponto final? Um facto irremediável? Não. Inaceitável. A identidade duma cidade assenta na sua história e a sua história é a sua Cultura. E a Papelaria do Sr. Casimiro é um pilar da Cultura egitaniense.
A Câmara da Guarda tem cuidado a imagem da cidade, especialmente através do incremento cultural. O TMG, em apenas três anos e meio, transformou-se em pólo respeitadíssimo, com prestígio que ultrapassa fronteiras. Deve-se o TMG à inspiração de Maria do Carmo Borges, ao tempo Presidente da Câmara: soube querê-lo e deixá-lo em óptimas mãos. Mudaram os presidentes, o espírito não mudou. E a quem, hoje, preside à Câmara Municipal e ao responsável pelo pelouro da cultura não pode escapar a obrigação de salvarem o recanto mágico -histórico- do Largo da Misericórdia. Se o não fizerem, será imperdoável.
A Câmara da Guarda tem cuidado a imagem da cidade, especialmente através do incremento cultural. O TMG, em apenas três anos e meio, transformou-se em pólo respeitadíssimo, com prestígio que ultrapassa fronteiras. Deve-se o TMG à inspiração de Maria do Carmo Borges, ao tempo Presidente da Câmara: soube querê-lo e deixá-lo em óptimas mãos. Mudaram os presidentes, o espírito não mudou. E a quem, hoje, preside à Câmara Municipal e ao responsável pelo pelouro da cultura não pode escapar a obrigação de salvarem o recanto mágico -histórico- do Largo da Misericórdia. Se o não fizerem, será imperdoável.
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