quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013
domingo, 24 de fevereiro de 2013
sábado, 23 de fevereiro de 2013
Umberto Boccioni
sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013
A derrocada cultural
O implacável Eça
A ler A Correspondência de Fradique Mendes, e
a ler, encantado, Memórias e Notas,
em que Eça apresenta o seu alter-ego, o milionário diletante e culto, topei uma
frase que me regalou.
Informa e engorda o autor a posição de Fradique diante da
nossa imprensa:
“Lia (…) com cuidado os jornais portuguese (que chama algures ”fenómenos
picarescos de decomposição social”), sempre característicos, mas superiormente
interessantes para quem como ele se comprazia em analisar “a obra genuína e
sincera da mediocridade” e considerava Calino tão digno de estudo como
Voltaire.”
Passados mais de cem
anos sobre o transcrito, vejo-me obrigado a reconhecer sabedoria e olho clínico
no Fradique e no Eça, ou no Eça-Fradique: nada mudou –se é que não se agravou…
quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013
quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013
terça-feira, 19 de fevereiro de 2013
segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013
O homem e o artista: notícia de Tiziano Vecellio
"Anunciação", 1559-1564, Igreja de San Salvatore, Veneza, obra de Tiziano Vecellio
domingo, 17 de fevereiro de 2013
Brevíssimo perfil de Giorgione o revolucionário que morreu jovem
"Os três filósofos", 1508, óleo de Giorgione
Foi Aldo Zari quem, no mês
de Julho de 1976, me aconselhou a obra preciosa: Venezia e il suo estuário, Guida Storico Artistica, de Giulio
Lorenzetti –meu livro de cabeceira, desde essa data.
Transcrevo poucas
palavras do Lorenzetti, sobre Giorgione:
“A
arte de Giorgione, primeiro pintor essencialmente moderno, tornou-se arte
universal.
(…)
Com íntimo fervor contemplativo, que o levava a procurar inspiração e matéria em
plenos campos, exaltando a beleza de quanto o circundava, sentindo viver em
cada ser criado, homem ou planta, sentindo em tudo uma alma própria,
compartilhou o apaixonado movimento espiritual que se desenvolvia, especialmente
em Veneza.
(…)
Giorgione,
foi, além de pintor, poeta e músico.
(…)
A
figura histórica de Giorgione chegou até nós ao modo de um mito: escapam-nos elementos seguros acerca da sua curta vida. Nasceu em Castelfranco por volta de
1478 e, jovem, com pouco mais de trinta anos, morreu em 1510, dizem que de peste
ou de um desgosto de amor.”
Antes de vos deixar
outras pistas, mais uma vez sublinho, aqui, o muito que devo a Aldo Zari: ele
me apontou, explicou, abriu o grande Giorgione.
sábado, 16 de fevereiro de 2013
Sotheby's dá bronca
O quadro em questão: avaliado e vendido por 60 000 euros, vale, afinal, 11, 6 milhões de euros
Notícia incrível mas verdadeira:
Quem era Cima da Conegliano
"Adoração dos pastores, pormenor", 1509-1510, óleo de Cima da Conegliano
Notícia:
Do mundo absurdo em que vivemos
Apocalipse caseira...
Diz Eça Fradique Mendes
de Queirós:
“O
homem do século XIX [o homem do século XX, digo eu], porque só ele é essencialmente do século
XIX (diz Fradique numa carta a Carlos Mayer), vive dentro de uma pálida e morna
infecção de banalidade (…).
Para
que um Europeu lograsse ainda hoje ter algumas ideias novas, de viçosa originalidade,
seria necessário que se internasse no deserto ou nos pampas; e aí esperasse
pacientemente que os sopros vivos da Natureza, batendo-lhe a inteligência e
dela pouco a pouco varrendo os detritos de vinte séculos de literatura, lhe
refizessem a virgindade. Por isso eu te afirmo, oh Carolus Mayerensis, que a
inteligência, que altivamente pretenda readquirir a divina potência de gerar,
deve ir curar-se da civilização literária por meio de uma residência tónica,
durante dois anos, entre os Hotentotes e os Patagónios.”
Eça de Queirós in A Correspondência de Fradique Mendes, Edição
«Livros do Brasil» Lisboa
sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013
A lição de Fradique
Eça Fradique Mendes de Queirós
Em tempo de
massificação; em pleno império virtual e banal, obra de Pavlov cujo cachorro amestrado
nos formatou a nós; quando, alarvemente, corremos atrás das ementas
publicitadas e engolimos congelados de vitela ou de cavalo estafado, sem
preocupações e com a alegria dos patetas –talvez nos sirva de vomitório ou antiparasitário
o perfil de Fradique, que nos deixou o Eça, descrevendo o próprio duplo real e
ideal
Quero eu dizer: talvez
ler e reler, meditar a passagem que aí vai abra janelas às nossas alminhas
atrofiadas e deixe entrar a luz maravilhosa do mundo que teimamos em destruir.
Ora oiçam lá...:
“Não
conheci jamais espírito tão impermeável à tirania ou à insinuação das ‘ideias
feitas’: e decerto nunca um homem traduziu o seu pensamento original e próprio
com mais calmo e soberbo desassombro. “Apesar de trinta séculos de geometria me
afirmarem (diz ele numa carta a J. Teixeira de Azevedo) que a
linha recta é mais curta distância entre dois pontos, se eu achasse que para subir do Hotel Universal à porta da Casa
Havaneza, me saía mais directo o breve rodear pelo bairro de S. Martinho e
pelos altos da Graça, declararia logo à secular geometria –que a distância mais
curta entre dois pontos é uma curva vadia e delirante!”
Eça de Queirós in A Correspondência de Fradique Mendes, Edições
«Livros do Brasil», Lisboa
quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013
São Valentino: o responsável
São Valentino e os
discípulos, no trabalho: eis os obreiros do mais belo sentimento do mundo…
e das suas complicadas consequências…
Dia dos Namorados -para a M.J.
"O passeio", 1917-1918, óleo de Marc Chagall
Amor
Amor
Amo-te muito, muito!
Reluz o paraíso
Num teu olhar furtuito,
Num teu fugaz sorriso
Quando em silêncio
finges
Que um beijo foi
furtado,
E o rosto desmaiado
De cor de rosa tinges,
Dir-se-á que a rosa
deve
Assim ficar com pejo
Quando a furtar-lhe um
beijo
O zéfiro se atreve!
E às vezes te assalta
Não sei que ideia,
jovem,
Que o rosto se te
esmalta
De lágrimas que chovem;
Que fogo é que em ti
lavra
E as forças te aniquila,
Que choras, mas
tranquila,
E nem uma palavra?...
Oh! Se essa mudez tua
É como a que eu
conservo
Lá quando à noite
observo
O que no céu flutua;
Ou quando à luz que
adoro,
Às horas do infinito,
Nas rochas de granito
Os braços cruzo e
choro,
Amamo-nos! Não cabe
Em nossa pobre língua
O que a alma sente, à
míngua
De voz… que só Deus
sabe!
João de Deus in Alma Minha Gentil, Antologia da Poesia de
Amor Portuguesa, Organizada por José Régio e Alberto de Serpa, Portugália
Editora, 1957
quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013
terça-feira, 12 de fevereiro de 2013
Sinais de Fogo
Um raio atingiu a Basílica de São Pedro, após a resignação de Benedito XVI
Ler:
http://www.guardian.co.uk/world/2013/feb/11/church-pope-departure
Ler:
http://www.guardian.co.uk/world/2013/feb/11/church-pope-departure
segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013
Amanhã é feriado por direito ancestral que um bando de regedores ridículos quer apagar
Ó Zé: ri-te deles!
Amanha é 3ª feira de Carnaval: não vás trabalhar! Eles que trabalhem, esses calões que nos roubam o dinheiro e vivem à nossa custa e do erário público!
Em tempo de mentira e incoerência, um Homem coerente
"Onde está o cristianismo?" -eis a pergunta que terá feito a si próprio e deixa em aberto.
O PAPA BENEDITO XVI RESIGNA
Abandona no dia 28 deste mês
Bom dia com Antonio Vivarini, pintor veneziano
"Virgem da Humildade", obra de António Vivarini
Quem era?:
domingo, 10 de fevereiro de 2013
Carnaval de Veneza
O responsável foi
Maurizio Scaparro, director da Bienal de Teatro, convidou-me a assistir à
grande festa.
As ruas encheram-se de
gente, abriram-se as salas de espectáculo, improvisou cada um o seu modo -e que
se quereria original e novo- de tocar a vida. Eram os artistas, a música e a
dança, o mimo, a caraça, o simples estar ali de outra maneira de quantos tinham
demandado Veneza e traziam consigo quase só a juventude e a imprevidência.
Pejavam-se, outra vez,
as praças e as calle de ruído,
angústias e esperanças. Cada qual transportava às costas um saco de ilusões.
Ombro a ombro com os viajantes de calças de ganga e blusões puídos que, além do
Sidharta, de Herman Hesse, escondiam
nos bolsos o desejo de capturar o cristalino encontro apto a resolver
incertezas, viam-se turistas de compra-e-venda, mais ou menos mascarados.
Mascarados ou não, de
ganga ou de olho feito à última moda insólita, aquelas pessoas iam entrando numa
luz esquisita. Do palco e dos camarins, dos projectores e das pinturas dos
comparsas, estendia-se à rua -aos bares e aos cafés- uma poeira fina que
alterava os contornos da realidade.
Parecíamos entrados
noutro mundo, ainda mais extraordinário do que o já de si extraordinário mundo
de Veneza.
A cidade era uma arena
gigantesca em que todos representavam a comédia do desassossego e onde aflorava
o contentamento. O Carnaval repetia-se, de facto, e repetia-se a oportunidade
de viver.
Quando se acendiam as
luzes e a noite se oferecia –a noite que é o manto dos pobres, dos poetas, dos doidos bons e dos doidos visionários- batia o coração de quem queria deixar “…as
farsas estafadas/ desse mundo de títeres cativos/ dessas mulheres ocas e
pintadas,/ desses homens astutos mortos-vivos” (José Régio in Mas Deus é Grande).
Íamos ver Carlo Gozzi,
Goldoni, íamos pasmar perante a sensualidade maravilhosa do teatro de Nápoles
e, inevitavelmente, correr, deixar correr os olhos atrás do circo que começa a
cavalo (Le cirque commence à cheval,
Circo Gruss, ali, a meio do Campo Sant’Angelo). Se quiséssemos, tínhamos o aguilarre, Tauromachia, qual missa negra
catalã, toca a andar (era em movimento) pelas estreitas calle venezinas.
E, porque não?, também
leituras espirituais de Giorgio Baffo, libertino setecentista… Assim, lidas com
as letras todas (T’ho pur trovà su letto/
Despoggiada, oh! Dio, che gusto,/ Poderte senza busto/ le tette bem palpar)
no Teatro all’Avogaria (vinte lugares, para os lados de San Barnaba).
Mas, no fim e ao cabo,
aquecíamo-nos pelos bares cheios de uma luz que cortava a humidade de
Fevereiro. Era ali que, do pinot ao traminer, inventávamos a vida. Ou seja:
tentávamos dizer uns aos outros que a solidão se podia destruir, que, da minha
mão à tua, vai menos de um salto de cobra.
Chegavam do profundo
Sul, da Lucânia, da Calábria, jovens toucados de escuro; do Norte, de Brescia e
do Friul, chegavam outros, com os cabelos loiros, olhos azuis e vestidos com
coisas de alpinos. A razão era a mesma: estar ali à espera de um milagre.
Entretanto abria o dono do bar as garrafas e enchia os copos. E, do outro lado
do balcão, abriam-se as almas.
Era, assim, Veneza,
naquele tempo.
O meu amigo Scaparro
continuava a inventar o Carnaval superando mil contrariedades; os navios
estavam dentro da cidade; o sonho insistia. Alguns sentavam-se nos cais de Le Zattere, frente à ilha da Giudecca, e, agarrando na palma da mão o
sol parco do Inverno, chegavam-no ao peito,.
Veneza cobria-se de
oiro e trazia-lhes o que lhes podia trazer: a vontade de ser uma cidade onde o
tempo se conta pelos passos dos homens. Eles compreendiam e, talvez por isso,
na maneira como se ofereciam ao sol, havia tanta inocência.
*
Scaparro quereria, para
mim, outra coisa, ou foi obra do acaso, o que aconteceu, na Piazza San Marco, deserta, gelada, às duas da manhã, dessa noite de
Carnaval?
Encostara-me à entrada
da basílica, a proteger-me do frio. Ao longe, vinda do extremo oposto, da ala
napoleónica, começou a desenhar-se uma figura vestida de preto e foi-se
revelando um corpo de mulher. O rosto claro era a máscara de um dominó. Parou à
minha frente e, quando lhe falei, disse-me que a única realidade era a solidão,
que nunca nos encontrávamos uns com os outros. E, como se eu já devesse
sabê-lo, lembrou-me:
-Sou a Matilde…a menina de Verona…
Tirou a máscara e
apareceu-me cheia de seiva, os olhos em amêndoa, a boca vermelha. Fitou-me,
irónica, e acrescentou:
-Vinte anos, estudante de medicina, em Pádua… Já não te lembras? Não te
lembras de estarmos juntos a beber e a conversar, na “Vedova”? Anda! Puxa pela
memória, faz lá um esforço!
E, depois, dizia-me
aquilo, que preferia estar só, que era a maneira de se chegar a si, que não
valia a pena procurar os outros. Sem tirar os olhos de mim, a espreitar a minha
reacção.
-Gosto de estar só. É a maneira de possuir qualquer coisa e de iludir a
infelicidade -continuou.
Vinte anos, os olhos em
amêndoa, a boca vermelha. Ali, em Veneza, no Carnaval, quando as pessoas
voltavam a acreditar que a solidão não é inevitável, ela desprezava o encontro
com os outros. Enquanto as linhas do seu corpo se afirmavam harmoniosas,
frescas, atraentes.
Batia-lhe o vento de
Fevereiro na capa negra que ia bem com o tricórnio da mesma cor. Em Veneza, o
silêncio é especial: ouve-se. San Marco, àquela
hora, as poucas luzes, o nevoeiro discreto a envolver as arcadas e a diluir as
formas da basílica, era um palco onde o nosso desconcerto pareceria caricato, nada.
E, como se me lesse nos olhos, Matilde murmurou:
-Sim, nada… O nada que somos.
“Grotesco”, "ridículo", pensei-me, em frente dela, a ver-lhe a juventude e a desolação. Veneza era outra
coisa, não era aquela criança envelhecida.
Incomodava-me o frio,
incomodava-me Matilde. Hesitei, não a beijei, ao separarmo-nos, toquei-lhe
apenas um dos ombros.
-Procuro chegar até mim, através dos outros –disse-lhe.
-Essa é a maneira mais fácil –respondeu.
Parecia enviada do
diabo, alguém destinado a destruir a quimera que nos trouxera. Uma pessoa cheia
de morte. Jovem, falava do desespero, tranquilamente. Veneza era outra coisa.
Deveria ser outra coisa. Isso eu tinha de pensar.
*
Nunca mais a vi. Mas acompanhou-me
durante aqueles dias. E quando, do lado de cá do balcão, aceitava o gesto do
homem do bar e, ao pegar no copo, lhe abria a alma, Matilde ia, com o vinho,
pela minha garganta, e acidulava-o. Rasgava-me a sua monstruosa segurança. Ali,
no meio do fumo, das vozes, do calor da gente sentada em redor, que continuava
a esperar.
Roma, Julho de 1981
(publicado in Crónicas Italianas, retocado, neste Carnaval porque a saudade é para sempre)
(publicado in Crónicas Italianas, retocado, neste Carnaval porque a saudade é para sempre)
Sobre Gentile Bellini
"Milagre da Cruz, ponte di San Lorenzo, Venezia", s.d., obra de Gentile Bellini
Quem era?:
sábado, 9 de fevereiro de 2013
Um frenesim de mortos-vivos
A multidão é um monstro sem nome...
Em 1981, o Director da
Bienal de Teatro, Maurizio Scaparro, decidiu recuperar uma tradição: o Carnaval
de Veneza.
Foi um sucesso, de que
participei, a convite de Scaparro.
Essa euforia, pura e
espontânea, durou três anos.
Todos sabemos: o
Carnaval de Veneza continuou e continua, transformou-se num acontecimento
internacional –num acontecimento
turístico.
Da última vez que lá
estive, nos idos de 1983, a cidade acrescentara, aos setenta mil habitantes, 200
000 turistas.
200 000 abomináveis
turistas!
Era o começo do fim –perdia-se
a verdade, a identidade, a genuinidade, referidas no contarelo que amanhã
publicarei, aqui.
Voltei a Veneza, muitas
vezes –mas de preferência no Inverno, quando não seduz os turistas, praga
homicida do nosso tempo…
***
p.s. amanhã publicarei, aqui, uma espécie de contarelo, memória desse ano já tão longe, 1981, e o retomar do Carnaval de Veneza... que se perdeu, comercializado e só isso...
***
p.s. amanhã publicarei, aqui, uma espécie de contarelo, memória desse ano já tão longe, 1981, e o retomar do Carnaval de Veneza... que se perdeu, comercializado e só isso...
sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013
quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013
quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013
O grande Puccini "roubado" a uma amiga...
Giacomo Puccini, provavelmente a acender uma cigarrilha "Toscano", que fazia as delícias de Ângelo de Sousa e que eu lhe enviava de Itália...
Abre e ouve:
O cinismo também não paga imposto?
Uma questão de dentadura?
O sr. Relvas falou. E
disse. Não sabe o que diz. Mas diz. Sai-lhe da boca. O povo acha que são palavras
perdoáveis, saem da boca. Serão. Mas quando Relvas, sem jardineiro, diz que choram os avós e
as mães, saudosos dos filhos emigrantes –e maridos- que fogem, diz que tem pena deles, o que quer dizer a
boca aberta do Relvas não aparado? Quer dizer que é uma pena, uma grande pena –mas,
assim, o país fica aliviado? Sem greves, sem contestações, sem pancadaria? E
etc.? E tudo tranquilo, o imposto em força, o roubo organizado em paz. Mas do que é que vai comer o sr. Relvas, quando já cá não houver gente
nem ninguém a quem ir arrancar os cêntimos -os últimos cêntimos!-, com taxas, impostos, e etc., porque o sr. Relvas e a companhia alcapoteana tem sempre
mais uma no bolso. Até que já lá não haja nada e tenha de pedir a quem lhe pagou um
lugarinho no capital, que lhe agradeça o esforço, lhe perdoe a estupidez e lhe
dê a esmola de continuar a coçar os tomates, de olho na criada do snack.
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