terça-feira, 30 de junho de 2015

Tempo para pensar




Amigos, a partir de hoje, à meia-noite, retiro-me. Não para sempre!, mas para uns bons dois meses.

É o momento de pensar e aprofundar tudo quanto me vai pela cabeça e ferve nas mãos.


Um grande abraço e... até já.

segunda-feira, 29 de junho de 2015

Quais são as razões dos carrascos que perseguem a Grécia?



GRÉCIA: PERGUNTAS SIMPLES…
1.Que governo atirou a Grécia para o estado deplorável, de desemprego, vencimentos paupérrimos, pensões miseráveis, serviço nacional de saúde à beira da impotência?
2. Qual foi o sistema a que esses governos recorreram?
3.Qual foi o papel do Partido Syriza durante esse longo período?

RESPOSTAS:
1.    Os governos que atiraram a Grécia para a situação actual nunca compreenderam a participação do Partido Syrisa.
2.    O sistema a que recorreram foi a austeridade.
3.    O Partido Syriza não tem nenhuma responsabilidade em quanto aconteceu.

EM SUMA:
 
Por que se acusa Syrisa, e de quê?

Só se o Syrisa desencadeia ódio, ao querer arrancar a Grécia às unhas do capitalismo financeiro.

  





Albert Cohen, um grande romancista



Albert Cohen na companhia da mulher, Bella Cohen

“Partindo de dois dados e de um detalhe, analisava exactamente (…) uma personagem que nunca vira, e traçava dela um retrato tão exacto que se diria feiticeiro. Como todos os verdadeiros romancistas que, graças à varinha mágica se instalam no lugar dos outros, no seu coração e na sua cabeça, e se transformam em Ana Karenine, Natacha Philipovna*… na “bela do Senhor”.

Claude Roy in Les rencontres des jours, 1992-1993, Éditions Gallimard, 1995


*protagonista do romance de Dostoievski, O Idiota


 A sua obra de fundo

domingo, 28 de junho de 2015

Mozart

Dia de São Pedro e... do Manjericão...


Manjericão bem vindo






São Pedro agradece a chegada do manjericão

Bom dia!

sábado, 27 de junho de 2015

quinta-feira, 25 de junho de 2015

A poesia, a dor e a aventura da adolescência


Sinto meu dever aconselhar-vos este belíssimo livro de Isaac Bashevis Singer: Um dia de felicidade, histórias de um rapaz crescendo em Varsóvia, publicado, pela primeira vez, em 1963.

Confesso que o li na tradução italiana -as traduções italianas são excelentes- e vejo que o comprei, na Piazza Navona, em 1977, meu segundo ano dos quinze que vivi em Itália. O meu inglês era, à data, pobrezinho e, no italiano, sentia-me já como peixe dentro de água.

Singer recorda a adolescência no pequeno gueto da rua Krochmalna, ao longo da vida, tantas vezes evocada pelo autor.

É, realmente, um livro de poesia e de dor, pungente memória dos anos que vão e levam consigo a flor da alma.

Singer recorda os companheiros da descoberta da vida, da paixão e do abandono, perdidos para sempre.

Escreve:

“Só o tempo nos separou. O resto fizeram-no os assassinos alemães.”

À sua volta, movem-se fantasmas.

Em Telavive, no jardinzinho da Rehov Lassalle, frente a nossa casa, há uma escultura, obra de Siona Shimsi, em cuja peanha se lê:


“Shadows are memories.”


Bom dia...

Aquilo que os homens subestimam: os seus deveres humanos



“A minha gata fica espantada quando ouve falar dos direitos dos animais que lhe parecem, muito pelo contrário, os deveres dos homens”.


Claude Roy in Caminhos Cruzados, Éditions Gallimard, 1997

quarta-feira, 24 de junho de 2015

Zoran Music um admirável pintor esloveno

"Veneza, Piazza San Marco", obra de Zoran Music



Notícia:

https://fr.wikipedia.org/wiki/Zoran_Mu%C5%A1i%C4%8D



"Memória de Dachau", obra de Zoran Music

Desejo a todos os meus amigos e especialmente aos amigos do Porto um muito feliz dia de São João

E continue a festa!

A infeliz ignorância

Cão da rua

“Uma das superioridades dos animais sobre “as pessoas” é não compreendermos tudo aquilo que eles dizem.”

Claude Roy in Les rencontres des jours”, Éditions Gallimard, 1995

terça-feira, 23 de junho de 2015

segunda-feira, 22 de junho de 2015

domingo, 21 de junho de 2015

Dia Mundial da Música II: do grande artista de Burano

A ilha de Burano in memoriam de Aldo Zari

Dia Mundial da Música

Verão



Obra de Claude Monet


Escondido en los muros
Este jardín me brinda
Sus ramas y sus aguas
De secreta delicia.

Qué silencio. Es así
El mundo?Cruza el cielo
Desfilando paisajes,
Risueño hacia los lejos.

Tierra indolente. En vano
Resplandece el destino.
Junto a las aguas quietas
Sueño y pienso que vivo.

Mas el tiempo ya tasa
El poder de esta hora;
Madura su medida
Escapa entre sus rosas.

Y el aire fresco vuelve
Com la noche cercana,
Su tersura olvidando
Las ramas y las aguas.


Luis Cernuda (Sevilha, 1902-México,1963) in Perfil del aire, Málaga, 1927

 Luis Cernuda


sábado, 20 de junho de 2015

sexta-feira, 19 de junho de 2015

São Tomé

Escrever o (seu) livro...



Isaac Bashevis Singer, esse fabuloso romancista, novelista, contista, quase ignorado em Portugal, e por razões várias, ignorância, desinformação e, também, o preconceito: Singer é um judeu cuja obra foi integralmente escrita em yiddish, língua dos judeus ashkenazi da Europa central, e, por cá, há séculos, perdura, infelizmente, o antisemitismo; Singer tinha a sua ideia do que é -ou não é- a obra de um escritor.

Há muitos anos, apaixonado leitor de Isaac Bashevis Singer, topei um princípio que nunca mais esqueci:

o autor deve estar certo de que só ele seria capaz de contar a história que conta.

Diz o genial autor de Shosha:


“Excepto Tolstoi, nenhum escritor, em nenhum lugar, poderia escrever A morte d’ Ivan Ilitch. Se, por um só instante que fosse, eu pensasse que um das minhas histórias poderia ser escrita por outro, deitá-la-ia fora, imediatamente.”


      

quinta-feira, 18 de junho de 2015

Com medo de não o conhecerem


A escada da fama

“Não te queixes da solidão. Queixares-te é lisonjeares o mundo (se reconheces que precisas dele para viver, rebaixas-te à frente de todos). “Se lutas por agradar, diz Epíteto, eis-te desacreditado”. E eu acrescento: se precisas dos outros é porque que és igual a eles. Isso não deve acontecer! A mim, a solidão só me pesa quando vêm incomodar-me ou quando o meu trabalho encrava.”

Gustave Flaubert in Lettre à Louise Colet, datada de 13 de Setembro de 1852      

quarta-feira, 17 de junho de 2015

A fuga


in Público de hoje

terça-feira, 16 de junho de 2015

Portugal ameaçado


in Público de ontem

segunda-feira, 15 de junho de 2015

domingo, 14 de junho de 2015

sábado, 13 de junho de 2015

Marcel Janco





Notícia: 

https://pt.wikipedia.org/wiki/Marcel_Janco

Bom dia com um pintor israelita

terça-feira, 9 de junho de 2015

O poeta Camões aprende a filosofia coelhal


in Público hoje

A mulher adormecida


Fui buscar, hoje, à nossa biblioteca, o Doctor Faustus, de Christopher Marlowe (1564-1593), o admirável dramaturgo inglês, assassinado jovem, aos 29 anos.

E eis que, das páginas adormecidas, saltou esta belíssima figura de Jean-Honoré Fragonard.

Comprei a obra, em Roma, no dia 5 de Setembro de 1986 (os anos d’oiro). 

Não recordo haver guardado a imagem, mas alguém a guardou. Quem? 

Uma dessas fadas ambíguas, do bem e do mal, que nos batem à porta, a horas mortas, agora a arranhar, outra vez, a madeira cansada?   





"A leitora", 1970-1972, de Jean-Honoré Fragonard

Em plena campanha eleitoral a vigarice é a bóia de salvação dos homens postos a nu


in Público de hoje

Bom dia!

segunda-feira, 8 de junho de 2015

domingo, 7 de junho de 2015

Nota de música...




Rosamond Lehmann, escolheu para epígrafe do seu romance A Note in Music (1930), estas poucas palavras do poeta inglês do século XVIII, W. S. Landor, que definem, brevemente, o instante:


“…o presente tal qual a nota de música, não é mais do que a ligação entre o Passado e o Presente.”


Rosamond Lehmann


W. S. Landor




Notícias:

http://en.wikipedia.org/wiki/Walter_Savage_Landor

http://en.wikipedia.org/wiki/Rosamond_Lehmann

Um domingo com Isaac Bashevis Singer


IsaacBashevis Singer com os seus bem amados pombos de Nova-Iorque


Do interessantíssimo livro de Florence Noiville, Isaac Bashevis Singer, Éditions Stock, Paris, 2003, já referido, deixo-vos duas intervenções do extraordinário ficcionista, precisamente em Estocolmo, 1978, quando ali foi receber o Prémio Nobel de Literatura:

À pergunta “´É vegetariano por razões religiosas ou de saúde?”,
Singer respondeu:

O que me preocupa é a saúde dos frangos, não a minha.”

E, farto de ser interrogado sobre a sua vida:


“Por que me fazem tantas perguntas sobre a minha vida privada? Só os meus livros contam. Quando temos fome, estamos nas tintas para a biografia do padeiro.”

sábado, 6 de junho de 2015

Barça vencedor da Taça de Campeões Europeus: honra ao vencedor!


Brasão da Catalunha

Emblema do Futebol Club de Barcelona

A Taça do Campeões a quem de direito: Itália!


Eis a equipa que eu espero leve a Taça dos Campeões para onde é justo: o Juventus de Torino

Bom fim de semana!

sexta-feira, 5 de junho de 2015

Aventura


"Noite no mar", obra de Paul Delvaux. s.d.

O Amor e a Morte 

Corpo de ânsia.
 
Eu sonhei que te prostrava,
 
E te enleava
 
Aos meus músculos!
 

Olhos de êxtase,
 
Eu sonhei que em vós bebia
 
Melancolia
 
De há séculos!
 

Boca sôfrega,
 
Rosa brava
 
Eu sonhei que te esfolhava
 
Pétala a pétala!
 

Seios rígidos,
 
Eu sonhei que vos mordia
 
Até que sentia
 
Vómitos!
 

Ventre de mármore,
 
Eu sonhei que te sugava,
 
E esgotava
 
Como a um cálice!
 

Pernas de estátua,
 
Eu sonhei que vos abria,
 
Na fantasia,
 
Como pórticos!
 

Pés de sílfide,
 
Eu sonhei que vos queimava
 
Na lava
 
Destas mãos ávidas!
 

Corpo de ânsia,
 
Flor de volúpia sem lei!
 
Não te apagues, sonho! mata-me
 
Como eu sonhei.
 


José Régio, in 'Poemas de Deus e do Diabo'
 

quinta-feira, 4 de junho de 2015

quarta-feira, 3 de junho de 2015

Presença da fabulosa África

Um grande pintor português contemporâneo


Quadro de Noronha da Costa, s.d.


Durante a minha longa estadia em Roma, especialmente nos anos 80, convivi com Giulio Carlo Argan, considerado um dos maiores crítico de Arte. Era um homem aberto e generoso, ainda que rigoroso e exigente. Visitei-o na sua casa do Gianicolo, repleta de quadros e livros. Uma das vezes, foi ali que lhe apresentei Noronha da Costa. Encontrámo-nos, também, na inevitável Veneza. E falámos, ao correr dos dias, do grande pintor português contemporâneo, hoje quase ignorado. Argan considerava Noronha da Costa um dos maiores pintores modernos. Escrevi, sobre isso, já não me lembra exactamente quando, no Jornal de Notícias, onde colaborei 33 anos. Volto a assinalá-lo no blogue para salvaguardar as palavras de Argan, porque tudo se perde, se esquece, ou é maleficamente sufocado. A maravilhosa obra de Noronha da Costa está aí: procurai-a, admirai-a.


    
 Luís Noronha da Costa (1942-)

terça-feira, 2 de junho de 2015

O Céu perdido



“O mar rugia, coberto de espuma. Ao longe, desenhava-se um cargueiro. Um avião cortou o céu. Uma única estrela surgiu bem alto, e nem os anúncios em néon, nem as luzes da rua conseguiam escondê-la. É bom podermos contemplar pelo menos uma estrela, ou de outro modo, acabaríamos por esquecer que o céu existe.”


Isaac Bashevis Singer in Old Love, Collected Stories, Panguin Books, 1984