de Thomas Moran (1837-1926), em Creshem Glen, 1864
quarta-feira, 30 de novembro de 2016
terça-feira, 29 de novembro de 2016
segunda-feira, 28 de novembro de 2016
domingo, 27 de novembro de 2016
O crime quotidiano
O que é a nossa TV oficial e a sua pobreza, infelizmente, sabemos
muito bem.
Há dias, topei no “Corriere della Sera”, de Walter Veltroni,
homem de cultura, um artigo sobre a Rai (a televisão oficial italiana); escolhi
as seguintes frases:
“O dever da Rai é
oferecer qualidade”
“…e, no entanto
ficou-se pela cultura de massa”
“cada proposta deverá
ser avaliada segundo a qualidade e não segundo o número [o número de espectadores que possa
atrair]”
E deixo-vos com elas: frases que denunciam o desprezo pela
Cultura, crescente neste nosso tempo: agora e aqui.
Estamos condenados a uma comunicação social medíocre –ou mais
que medíocre? Os donos de canais televisivos ou jornais e revistas podem
abandalhar os “produtos” como lhes convier, lhes renda mais –mas o governo não
deve nem pode.
Analfabetizar um povo é criminoso.
sábado, 26 de novembro de 2016
sexta-feira, 25 de novembro de 2016
quinta-feira, 24 de novembro de 2016
quarta-feira, 23 de novembro de 2016
A criança que vive em nós ou ai daqueles que a afogam dentro de si -porque se afogam...
Na Libreria Antiquaria
Umberto Saba, Via San Nicola, 30, Trieste, encontrei um livrinho da autoria de David
Rossi, Umberto Saba Trieste (Mimesis
Edizioni, Milano-Udine, 2013).
E a páginas tantas, dei com este auto-retrato do poeta:
“[Sou] a amalgama de uma criança e de um homem reunidos em uma só pessoa: a
criança que se maravilha com as coisas que lhe acontecem a ele tornado adulto.”
Assim foi a sua vida, assim é a sua obra, pura e apaixonada.
Pormenor de um quadro de Michelangelo Merisi, dito o Caravaggio
terça-feira, 22 de novembro de 2016
segunda-feira, 21 de novembro de 2016
UM GRANDE ESCRITOR LEMBRADO POR UMA GRANDE REALIZADORA
Tomaz de Figueiredo: é esse Mestre da Literatura Portuguesa
que Catarina Mourão, uma realizadora de génio, nos arranca ao silêncio.
Pouco se fala de Tomaz de Figueiredo, por razões desonestas –considerá-lo
um homem de extrema direita, o que é absolutamente falso-, e por ignorância e
sistemático enterro dos nossos artistas a fim de os “novos” lhes ocuparem os
lugares.
Exigem-se duas coisas:
-ir ver o filme
-procurar, comprar e ler a obra de Tomaz de Figueiredo,
romancista, novelista e poeta dos maiores da nossa Literatura.
domingo, 20 de novembro de 2016
sábado, 19 de novembro de 2016
Bom dia, em Trieste, através de Umberto Saba, à data, jovem mas a confirmar o génio...
TRIESTE
Ho attraversata tutta la città.
Poi ho salito un’erta,
popolosa in principio,
in là deserta,
chiusa da um
muricciolo:
un cantuccio in cui
solo
siedo; e mi pare che
dove esso termina
termini la città.
Trieste há una
scontrosa
grazia. Se piace,
è come un rapazzaccio
aspro e vorace,
com gli occhi azzurri e
mani troppo grandi
per regalare un fiore;
come un amore
con gelosia.
Da quest’erta ogni
chiesa, ogni sua via
scopro, se mena all’ingombrata
spiaggia,
o alla collina cui,
sulla sassosa
cima, una casa, l’ultima,
s’aggrappa.
Intorno
circola da ogni cosa,
un’aria tormentosa,
l’aria natia.
La mia citta che in
ogni parte è viva,
há il cantuccio a me
fatto, alla mia vita
pensosa e schiva.
(1912)
(obra de Guido Marussig, Trieste, 1885-Milão, 1972)
quinta-feira, 17 de novembro de 2016
Tudo depende de nós
Durante 24 dias, algures em Itália, segui dois jornais, La Repubblica e La Stampa, jornais não criados
dos poderes, ou seja, dos dinheiros, e, há pouco, tocaram-me fundo estes versos, breves
mas filhos do coração, acordados pelo sangue:
Passoni
Sono fatte di lacrime e
di sangue
e di altro ancora.
Il cuore batte a
sinistra.
(Umberto Saba, 1947)
(obra de Albin Egger Lienz, Austria, 1868-1926)
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