terça-feira, 30 de setembro de 2014

Portugal uma casa abatida


O Portugal a que chegámos em três anos e meio... e já hoje piorou e continuará a piorar até corrermos com quem nos (des)governa


Quando este governo terminar o seu tempo de exercício -o que todos nós ansiamos, cansados de ser espoliados, humilhados e ofendidos-, o governo que lhe sucederá, após eleições, muito possivelmente ganhas pelo PS, liderado por António Costa, encontrará uma casa abatida.

Até Outubro de 2015, este governo alargará a destruição do Estado, procurando aproveitar em benefício próprio o que ainda resta de valioso e rendoso.

Depois de múltiplas privatizações de bens do Estado, aponta para concretizar a venda dos CTT, da TAP, da CP.

Incrivelmente, propõe-se, agora -notícia fresca e, o mais certo, a concretizar-, ceder a terceiros a exploração dos comboios da linha de Cascais, em condições degradantes… 

Eis a notícia mais recente das muitas que iremos ouvir e nos hão-de pôr os cabelos em pé.


Será extremamente difícil recuperar um país que, pouco a pouco, se vem transformando num sítio, numa coisa, num lugar terceiromundista, inabitável, castrada e desertificada.     

Um alívio


Hoje, no Público

Um artista português


Manuel Botelho, técnica mista sobre papel

É tempo de acabar com este roubo descarado que há mais de três anos e meio nos atira para a miséria

segunda-feira, 29 de setembro de 2014

Mudança de vida, renascer da esperança


A verdadeira bandeira do PS que estava escondida numa arca, felizmente com naftalina... Agora é só içá-la e segui-la!


A retumbante vitória de António Costa e, a muito curto prazo, a sua liderança efectiva do PS, tal qual a possibilidade de assumir o lugar de 1º Ministro, daqui a um ano, significa o retorno do PS… ao socialismo, infelizmente, há muito escondido na gaveta.

Por isso o nervozinho grande e pequenino -mas sempre desgastante…- que atacou o PSD, o CDS-PP e o PCP.

O socialismo verdadeiro, assente em liberdade, igualdade e solidariedade social assusta que se farta…


Mete medo!  

terça-feira, 23 de setembro de 2014

O status cú do candidato



Fez muita falta a menina dos cinco olhos para corrigir as asneiras verrinosas  de Seguro, no fim e ao cabo um medíocre aprendiz de político...


Acabo de assistir ao debate entre António Costa e António José Seguro, na RTP1.

Se tivesse dúvidas, que nunca as tive -inscrevi-me e votarei em António Costa-, deixaria hoje de as ter.

É inimaginável eleger como Secretário Geral do PS e, muito provavelmente, como Primeiro Ministro da República Portuguesa, um homem que não sabe falar.

E deixo-vos esta pérola -saltando por cima dos saltinhos na cadeira, das interrupções da intervenção do adversário, do nervosismo que enerva o espectador, do acumular de lugares comuns, dos insultos pessoais a camaradas ausentes e indefesos, do vomitar da cartilha de um aluno aplicado de uma escola primária, etc, etc.-, deixo-vos esta jóia de analfabetismo de ignorância cultural básica.

Seguro, porque a ele me refiro, tal qual todos vocês já tinham percebido, queria acrescentar mais uma canivetada (de canivete, porque Seguro não tem estofo para armas mais pesadas) de menino atrevido, chico esperto, mais um arranhãozinho que quis dar em António Costa, e enriqueceu o seu papaguear com latim.

E deste modo:

-“Tu (dirigia-se a Costa) queres é permanecer no status cú!”

Todos nós sabemos que a expressão latina é status quo

Dispensa-se comentário: a bestialidade fala por si. 

Boa noite!

Insultos à língua portuguesa


Não há dúvida que Astérix nos venceu...

O português desistiu de falar e de escrever português e tende a usar palavras que não existem… em português…

E enche-se a salsicha, como luminosamente lhe chama o iluminado Passos Coelho… com asneira sobre asneira.

Apaixonado por uma língua que deixou de saber falar e quase não enche as salsichas das nossas escolas –o francês, país dos gauleses, do Asterix…-, ei-lo a insistir em chamar:

palestiniano (100% galicismo: vem do palestinien constante da língua francesa)

a um ser que se chama, em português e assim se deve escrever:

palestino.

Nada a fazer?

Não desesperemos…

Não desesperemos!

Certo que também descobriram -e os deslumbrou- a expressão francesa “champion en titre”, e logo substituíram o português correcto e em vez de escreverem actual campeão agarraram-se com unhas e dentes ao galicismo campeão em título

No estado em que o país está, é pena, mais do que nunca, a estupidez não pagar imposto…


O mistério do Outono

Dente-de-leão

Saudade e presença

Chegou o Outono que se diz levar, com as folhas mortas, algumas almas já à beira do fim.

A árvore de que vos falei há dias ei-la ali, plena de seiva, verde, ainda jovem.

Em breve, pouco a pouco, a sua euforia apagar-se-á e hão-de restar-lhe os braços nus.

Depois, tudo volta.

Lá para Abril, Maio…

Guarda dentro -e nós não vemos, às vezes, se a tocamos, sentimos- o gérmen, que nunca morre.

Ou morre?

Há árvores que morrem.

Tal qual nós morremos.

E o que acontece?

É verdade que morremos?

Mas… por que tenho presente a minha tia Doroteia? Por que mexe ela comigo -e tantos outros dos meus mortos!

Ando a ler mais uma esplêndida obra de Yasunari Kawabata***, a última, que ele deixou incompleta, antes de se suicidar: Les Pissenlits (Os dente-de leão), e encontrei o dizer de uma das três personagens, no longo diálogo que vai construindo o romance:

“Os mortos protegem os vivos. O seu pai [o pai de Inéko, a jovem mulher ausente do diálogo] não se encontra no túmulo nem no altar budista. Ele está presente em Inéko. Iluminado e incansável.”


***Éditions Albin Michel, Paris, 1972, in Le Livre de Poche, 2014



  


segunda-feira, 22 de setembro de 2014

Leonard Cohen chegou, lúcido e genial, aos 80 anos! Parabéns! Mazal Tov!

A crítica



“Em Arte, a crítica só serve para ajudar um Artista a descobrir-se -e a possuir-se até contra a crítica.”


José Régio, pensamento não assinado no número 5 da presença, de 4 de Junho de 1927

in Páginas de doutrina e crítica da “presença”, Brasília Editora, 1977, Porto

Aquilo que a crítica não é: uma peixeirada...


O nosso futuro

Erlich in El País de hoje

"Eis a nova carteira!

Não tem sítio par guardar dinheiro: não vai precisar.

Não tem sítio para a carta de crédito: não vai precisar.

Perguntará para o que serve.

Olhe, é uma recordação."





domingo, 21 de setembro de 2014

A árvore




"Margem de um rio", 1876, óleo de Illya Repin (1844-1930)

Deixei o gabinete trabalho e instalei-me na sala de onde vejo a árvore, um enorme salgueiro velhinho, que atinge os trinta metros e se alimenta do ribeirinho condenado à morte.

Este lugar, onde vivo agora, chamou-se Quinta da Carreira e era, na infância de minha mãe, há quantos anos?, cem?, um paraíso, repleto de flores, de árvores e arbustos, um cheiro especial, delicioso, que minha mãe recordava, com a melancolia dos seus olhos, certas vezes…

E vejo a árvore -a árvore de Raúl Brandão e o seu mistério- a árvore, indiferente à morte, grito de vida, serena, silenciosa, se o vento a não a agita, bela.

Mas, o que esconde a sua beleza?

Meu Amor, o segredo da vida não desponta por aí, à nossa volta,  ao  querer dos nossos desejos.

Não me perguntes o que ele é, não sei responder-te. Mas se me disseres que está realmente em nós, deixas-me com a certeza de que a certeza desse segredo fica aumentada.

E apetece-me logo -imenso- falar-te em Amor, e, mal lá chego, nem posso já dizer-te aquilo que eu julgava saber. Também, nem me importo. É que o segredo da vida se mistura -imenso- àquilo que me apetece chamar-lhe logo Amor.

E para os segredo adivinhados não nos bastam -porquê?...- as palavras aprendidas.”

Carlos Tinoco in Correspondência Frustrada, Livraria Bertrand, 1942 (póstumo e único livro do autor)

*******

Já por diversas vezes aqui trouxe Carlos Tinoco. Quem se lembra dele (se ainda vivem aqueles que o conheceram)? Quem o leu? Quem se recorda dessa promessa, em muitas páginas muito mais que promessa?

E é o horror a esse esquecimento que me leva a tentar arrancá-lo ao silêncio, à indiferença.

Carlos Tinoco é um dos muitos que o galope dos canibalistas, que se sucedem e se devoram, uns aos outros, apaga.

Pois, aqui vos deixo essa alma que nasceu, cresceu, cedo partiu e buscava o sentido da vida –que a árvore, o salgueiro ali em frente, sabe, esconde… ou ilustra.

Isto é, a árvore que diz, na majestade delicada, na maravilha dos seus braços acolhedores: “A vida é isto. E é já tanto! Por que perguntas?”



  

Um bom dia diferente

sábado, 20 de setembro de 2014

Amanhã, o Outono...


"Dia de Outono", óleo de Isaac Levitan


“(…)
Sons.
Som do vento, reboado, manso, grave, continuo.
Passos lentos, leves…
Com passos lentos, leves, meditativos atravesso eu a mata.
O vento cimeiro, sem me tocar, acompanha-me, repete-se monocórdico.
Quem o imitaria?
Um músico só.”

Irene Lisboa (assina João Falco) in Outono havias de vir latente triste, Seara Nova (?), 1937, Lisboa 

Bom dia... que se pode dizer mais diante de um gingante como este?...

sexta-feira, 19 de setembro de 2014

E, no entanto, é a viver de costas viradas para a natureza que nos impuseram os nossos dias...



"Outono", 1890, óleo de Isaac Levitan (1860-1900)

“Penso que é preciso ser capaz de usufruir da Natureza e do lazer para sermos felizes; sem isso, é impossível…”

Anton Tchekov, citado por Katherine Mansfield in Journal, Éditions Stock, 1956


Bom fim de semana!

quarta-feira, 17 de setembro de 2014

segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Memória



A minha tia Doroteia...


“Ora, às ocultas eu trazia
No seio, um livro e lia, lia,
Garrett da minha paixão…
Daí a pouco a mesma reza:
-Não vás dormir de luz acesa,
Apaga a luz!... (E eu ainda… não!)

E continuava lendo, lendo…
O dia vinha já rompendo,
De novo: -Já dormes, diz?
-Bff!... e dormia com a ideia
Naquela tia Doroteia,
De que fala Júlio Dinis.”

António Nobre in

Quis Deus ou o Destino que, nos idos de 1948, deixasse a casa de meus pais e fosse viver com Beatriz, a minha ama, num andar de uma casinha, hoje prestes a desfazer-se, no antigo Largo 5 de Outubro, em pleno “alto monte da sagrada Beira”: a Guarda.

Acompanhou-nos o primeiro dos meus dois cães, o Vick, assim chamado porque nascera a 7 de Maio de 1945, dia da vitória dos aliados. Cocker spaniel pacífico cuja morte, dez anos depois, abriu, um vazio, preenchido, trinta anos mais tarde, pelo rafeiro Zack, italiano de gema, príncipe e poeta eternamente apaixonado.

Foi então que conheci a minha tia Doroteia: Maria Angélica de Sá Osório Lopes, viúva de um primo de meu avô paterno, menina criada em Coimbra, prendada e de alma sã.

Vivia numa das suas duas casas, a “de campo”, a dois passos da Guarda, em Celorico da Beira, junto ao Castelo.

A casa-mãe era em Torre de Moncorvo, origem da família de meu pai.

E contou-me que, bem novinha, casada de fresco, ao chegar a Trás-os-Montes a sege que a trazia de Coimbra, onde nascera, julgo, deparara-se-lhe a imensa e infindável paisagem e tivera um flato, precisou de sais.

Era uma mulher extraordinária, católica praticante e muito inteligente e sensível; como veremos, uma mulher livre e muito avançada para o tempo.

Ela me levou à primeira comunhão, na Sé da Guarda, contrariando o ambiente agnóstico em que nascera e crescera até despontar a segunda infância.

Bem recordo e me emociona ao lembrá-lo, os serões da casa de Celorico, em que todos os que lá vivíamos nos juntávamos a rezar o terço –senhoras e servas, parafraseando, no feminino, Tolstoi. 

Eu era o primo intruso e tratado como um anjo.

Bem recordo as idas com a minha tia Doroteia, à igreja da vila, a preparar a comunhão.

E que entusiástico católico (ou, talvez melhor, cristão) eu fui!

Não importa, agora, deter-me nas razões que me afastaram, poucos anos depois, da Igreja.

Quero, apenas, fixar um gesto inesperado -um dos muitos!- da minha tia Doroteia.

Nas sextas-feiras à tarde, eu apanhava a camioneta e ia passar o fim de semana à Casa do Castelo –assim lhe chamavam, na vila.

Crescera, entrara na adolescência e dei-me a vasculhar os poucos livros que por lá havia, topando Germinal, de Émile Zola, traduzido para o português, em dois volumes que se perderam, nas minhas bolandas de voador holandês ou judeu errante, mundo fora. 

Obviamente, meu primo António, o marido da minha tia Doroteia, que já partira há muito, não partilhava as convicções da mulher –ou não as partilhava com o mesmo fervor…

Perguntei a minha prima -à tia Doroteia- se podia levá-lo, se me oferecia.

E vejo -vejo-o agora mesmo- o sorriso de quem se não surpreende, compreende e aceita, ela a dizer:

-Pois não! Ora essa! Leva-o Manelico, é teu!

A verdade é que muito mexera em mim e ela já me surpreendera a ler Nietzche -felizmente desconhecia a minha convivência com Ernest Renan e Blasco Ibáñez..-; estava a par das minhas rebeldias e paixões.

Quando vinha à Guarda, cedia-me o imponente Dodge, sabendo muito bem que, instalado no banco de trás, com o chauffeur fardado, eu ia namoriscar um primeiro amor, raiana morena e bem cortada, olhos vivos e espertos, adolescente de vontade de ferro e aventura escondida.

E, para que conste, eis outra singularidade de minha tia Doroteia: apareci-lhe com um livro de Georges Simenon, ou, melhor, do inspector Maigret, dessa maravilhosa Colecção Vampiro, e ela a pedir-me:

-Quando o acabares  de ler, deixa-mo aí, que depois te devolvo…

E devorou-o! Reclamou mais obras de Simenon, que lá comprei na desaparecida e saudosa Papelaria do Sr. Casimiro, todas quantas apareceram.

… Minha prima andaria pelos oitenta anos…

Há dias, eis que descubro, num alfarrabista ambulante de Cascais, um estafado Germinal, edição de Le Livre de Poche, e toca de o comprar, o coração a bater e a saudade a sangrar, a lágrima que disfarcei mal -a ferida da memória indelével, da saudade de minha minha tia Doroteia.


Castelo de Celorico da Beira

Bom dia num dia que não sabemos como vai acabar...

domingo, 14 de setembro de 2014

sábado, 13 de setembro de 2014

quinta-feira, 11 de setembro de 2014

Os nossos locutores desportivos e o amor ao vernáculo...

Boloirar


Os nossos locutores de futebol são um delícia! Usam um português refinado, escolhido, clássico -e lembro, entre muitas outros vernaculismos, esta poderosa expressão: “e atingiu o adversário naquela parte da perna chamada canela…

Agora, estão na moda os advérbios de modo: claramente, certamente, obviamente, e por aí fora… tudo em mente!

Ao ponto de ouvir a um deles, há dias: “claramente, quis rematar à baliza e com ganas, é claro…!

Pois aqui lhe deixo, claro locutor, um regionalismo que fará a inveja dos seus colegas:

boloirar

Topei-o a reler Camilo e o conto Aquela casa triste, capítulo de Noites de Insónia.

Explica o Mestre, claramente, pertencer a palavra “à linguagem popular do clássico povo do Minho e Trás-os-Montes. Lá, fazer rolar uma bola é boloirar.”


Amar a vida


Óleo de Joshua Reynolds (1723-1792)


Notícia:

http://dc250.4shared.com/doc/5-a3xNJV/preview.html

E, já gora, a propósito do "tal amor"...

Bom dia com a Beira Baixa e Castelo Branco

quarta-feira, 10 de setembro de 2014

terça-feira, 9 de setembro de 2014

Que utilidade tem querer saber o sentido da Vida?



"De onde vimos, quem somos e para onde vamos?", obra de Paul Gauguin

Leio, em tradução italiana da rigorosa e inteligente Lavinia Mazzuchetti, a última e póstuma obra de Stefan Zweig, Il Mondo Di Ieri -O Mundo De Ontem-, edições Oscar Mondadori,  1994 e deparo com o seguinte:

na juventude de Zweig, finais do século XIX, estudava-se, na Austria –e cito- “cultura geral”, ou seja as língua vivas, francês, inglês, italiano, além do grego e do latim”.

Onde isso vai, por cá? Francês. Latim, grego, para referir só essas línguas que, ainda ontem se estudavam?

Que eu estudei, nos anos 50 e muitos outros estudaram até bem pouco tempo!

Hoje, nem pensar nisso.

Hoje, estuda-se o prático, um inglês mais ou menos inglês e matérias que sirvam.

Que sirvam a quem e para quê?

Para enriquecer empresas e empresários, para fazer dinheiro…

Cultura geral?

Que disparate!

Perda de tempo…

Estudava-se para perceber, para tentar perceber o sentido da vida, de estarmos aqui, de haver vida e morte…

A frase que Gauguin eternizou em arte: “de onde vimos, quem somos, e para onde vamos?”

Tolo, o Gauguin…

Hoje, dá ideia que sentido é uma palavra tão absurda e gratuita como cultura… Andar à volta dessas coisas é perder tempo, jogar ao berlinde…

Que dinheiro dá? 

Obra dos últimos anos


"Noram Castle sunrise", c. 1835-1840, obra de William Turner

Uma exposição preciosa: os últimos trabalhos de William Turner


De 10 de Setembro de 2014 a 25 de Janeiro de 2015

Bom dia, na Beira Alta, com este genial António Menano, nascido em Fornos de Algodres, a dois passos de Celorico da Beira

segunda-feira, 8 de setembro de 2014

Hoje é o Dia da Alfabetização


E o governo português? Prefere o eterno dia da analfabetitazão?

A "independência" da comunicação social


Erlich in El País de hoje

"-Está disposto a responder a qualquer pergunta?

"-Com certeza. Sobretudo porque o senhor deverá conformar-se com qualquer resposta.

Trás-os-Montes terra cujo sangue me corre nas veias

sábado, 6 de setembro de 2014

Justiça

in Público de ontem

A criminosa Najat Vallaud-Belkacem e a sua culpa: nascida em Marrocos (e naturalizada francesa) atreve-.se a ser ministra da educação do governo francês










Imagens de Najat Vallaud-Belkacem

Christian Delporte, historiador, definiu quanto se passa com a ministra da educação do governo francês, tal qual encontrarás no artigo de ontem que transcrevi, no FB,

 de Libération:

Para a extrema direita e para uma parte da direita, o muçulmano substituiu o judeu de ontem.”

Daqui poderás concluir muita coisa, entender muita coisa.


Entre outras: a alterofobia, o ódio ao outro, o ódio ao diferente, o ódio racial, eis o que se reinstalou no nosso tempo –nesta “civilização” decadente, egoísta, amoral.