"De onde vimos, quem somos e para onde vamos?", obra de Paul Gauguin
Leio, em tradução italiana
da rigorosa e inteligente Lavinia Mazzuchetti, a última e póstuma obra de
Stefan Zweig, Il Mondo Di Ieri -O Mundo De Ontem-, edições Oscar
Mondadori, 1994 e deparo com o seguinte:
na juventude de Zweig,
finais do século XIX, estudava-se, na Austria –e cito- “cultura geral”, ou seja as língua vivas, francês, inglês, italiano,
além do grego e do latim”.
Onde isso vai, por cá?
Francês. Latim, grego, para referir só essas línguas que, ainda ontem se
estudavam?
Que eu estudei, nos anos 50 e muitos outros estudaram até bem pouco tempo!
Hoje, nem pensar nisso.
Hoje, estuda-se o prático, um inglês mais ou menos inglês
e matérias que sirvam.
Que sirvam a quem e
para quê?
Para enriquecer
empresas e empresários, para fazer dinheiro…
Cultura
geral?
Que disparate!
Perda de tempo…
Estudava-se para
perceber, para tentar perceber o sentido da vida, de estarmos aqui, de haver
vida e morte…
A frase que Gauguin
eternizou em arte: “de onde vimos, quem somos, e para onde vamos?”
Tolo, o Gauguin…
Hoje, dá ideia que sentido é uma palavra tão absurda e
gratuita como cultura… Andar à volta
dessas coisas é perder tempo, jogar ao berlinde…
Que dinheiro dá?

É a única coisa que parece importar, hoje em dia : fazer dinheiro, fazer dinheiro, fazer dinheiro!
ResponderEliminarO dinheiro não é tudo...felizmente!
Um beijinho :)
A frase de Gauguin é muito forte. Gostei muito.
ResponderEliminarUm beijinho. :))
Isabel, agora, tantos dias depois, venho agradecer-lhe as suas palavras e... a sua indignação! Hoje, 1/11/14, subscrevo aquilo que escrevi então. O nosso tempo é assassino.
ResponderEliminarAna, mais vale tarde do que nunca! Tudo é hoje como então. Um beijo.
ResponderEliminar