terça-feira, 9 de setembro de 2014

Que utilidade tem querer saber o sentido da Vida?



"De onde vimos, quem somos e para onde vamos?", obra de Paul Gauguin

Leio, em tradução italiana da rigorosa e inteligente Lavinia Mazzuchetti, a última e póstuma obra de Stefan Zweig, Il Mondo Di Ieri -O Mundo De Ontem-, edições Oscar Mondadori,  1994 e deparo com o seguinte:

na juventude de Zweig, finais do século XIX, estudava-se, na Austria –e cito- “cultura geral”, ou seja as língua vivas, francês, inglês, italiano, além do grego e do latim”.

Onde isso vai, por cá? Francês. Latim, grego, para referir só essas línguas que, ainda ontem se estudavam?

Que eu estudei, nos anos 50 e muitos outros estudaram até bem pouco tempo!

Hoje, nem pensar nisso.

Hoje, estuda-se o prático, um inglês mais ou menos inglês e matérias que sirvam.

Que sirvam a quem e para quê?

Para enriquecer empresas e empresários, para fazer dinheiro…

Cultura geral?

Que disparate!

Perda de tempo…

Estudava-se para perceber, para tentar perceber o sentido da vida, de estarmos aqui, de haver vida e morte…

A frase que Gauguin eternizou em arte: “de onde vimos, quem somos, e para onde vamos?”

Tolo, o Gauguin…

Hoje, dá ideia que sentido é uma palavra tão absurda e gratuita como cultura… Andar à volta dessas coisas é perder tempo, jogar ao berlinde…

Que dinheiro dá? 

4 comentários:

  1. É a única coisa que parece importar, hoje em dia : fazer dinheiro, fazer dinheiro, fazer dinheiro!
    O dinheiro não é tudo...felizmente!

    Um beijinho :)

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  2. A frase de Gauguin é muito forte. Gostei muito.
    Um beijinho. :))

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  3. Isabel, agora, tantos dias depois, venho agradecer-lhe as suas palavras e... a sua indignação! Hoje, 1/11/14, subscrevo aquilo que escrevi então. O nosso tempo é assassino.

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  4. Ana, mais vale tarde do que nunca! Tudo é hoje como então. Um beijo.

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