Durante a minha longa
estadia em Roma, especialmente nos anos 80, convivi com Giulio Carlo Argan, considerado
um dos maiores crítico de Arte. Era um homem aberto e generoso, ainda que
rigoroso e exigente. Visitei-o na sua casa do Gianicolo, repleta de quadros e livros.
Uma das vezes, foi ali que lhe apresentei Noronha da Costa. Encontrámo-nos,
também, na inevitável Veneza. E falámos, ao correr dos dias, do grande pintor português
contemporâneo, hoje quase ignorado. Argan considerava Noronha da Costa um dos maiores pintores
modernos. Escrevi, sobre isso, já não me lembra exactamente quando, no Jornal de Notícias, onde colaborei 33
anos. Volto a assinalá-lo no blogue para salvaguardar as palavras de Argan,
porque tudo se perde, se esquece, ou é maleficamente sufocado. A maravilhosa obra de Noronha da Costa está aí: procurai-a, admirai-a.
Luís Noronha da Costa (1942-)
Luís Noronha da Costa (1942-)


Boa ideia falar do trabalho que vale a pena olhar. Que se perde se não é olhado. Desconheço tal personagem.
ResponderEliminarPor acaso há uma obra dele na exposição que está agora, aqui no Centro Cultural de Castelo Branco.
ResponderEliminarContinuação de um bom dia:)