sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

A derrocada cultural



O implacável Eça

A ler A Correspondência de Fradique Mendes, e a ler, encantado, Memórias e Notas, em que Eça apresenta o seu alter-ego, o milionário diletante e culto, topei uma frase que me regalou.

Informa e engorda o autor a posição de Fradique diante da nossa imprensa:

Lia (…) com cuidado os jornais portuguese (que chama algures ”fenómenos picarescos de decomposição social”), sempre característicos, mas superiormente interessantes para quem como ele se comprazia em analisar “a obra genuína e sincera da mediocridade” e considerava Calino tão digno de estudo como Voltaire.”

Passados mais de cem anos sobre o transcrito, vejo-me obrigado a reconhecer sabedoria e olho clínico no Fradique e no Eça, ou no Eça-Fradique: nada mudou –se é que não se agravou…     

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