O implacável Eça
A ler A Correspondência de Fradique Mendes, e
a ler, encantado, Memórias e Notas,
em que Eça apresenta o seu alter-ego, o milionário diletante e culto, topei uma
frase que me regalou.
Informa e engorda o autor a posição de Fradique diante da
nossa imprensa:
“Lia (…) com cuidado os jornais portuguese (que chama algures ”fenómenos
picarescos de decomposição social”), sempre característicos, mas superiormente
interessantes para quem como ele se comprazia em analisar “a obra genuína e
sincera da mediocridade” e considerava Calino tão digno de estudo como
Voltaire.”
Passados mais de cem
anos sobre o transcrito, vejo-me obrigado a reconhecer sabedoria e olho clínico
no Fradique e no Eça, ou no Eça-Fradique: nada mudou –se é que não se agravou…

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