É tragicamente simples: a actividade cultural -cinema, televisão, livros, teatro, etc-, na maioria dos casos não se afirma como é mas, sim, como deverá ser, para agradar ao público. Impõem-no produtores e editores –e os “artistas” aceitam e praticam de acordo com esses. Ora o grande público, inculto ou insuficientemente culto, busca o superficial e o que diverte –a exigência não vai mais longe. Assim, as obras medíocres encontram vasto público –vendem-se. E que aprende com as obras o público? Nada ou nada que já não saiba. Quer dizer que não se debatem ideias nem existe nenhuma preocupação pedagógica? É claro que não há debate nem pedagogia. Os produtores, editores limitam-se a apontar ao lucro e os “artistas” também. Justificada, pelos resultados comerciais, a “arte” vazia, insiste-se nela e já lançou raízes. É uma realidade trágica: satisfaz-se a ignorância, recorrendo ao medíocre, e a ignorância passa a reclamá-lo e consumi-lo. E esse círculo vicioso põe as sociedades a andar para trás.
terça-feira, 26 de maio de 2009
O dia de hoje: um círculo vicioso
É tragicamente simples: a actividade cultural -cinema, televisão, livros, teatro, etc-, na maioria dos casos não se afirma como é mas, sim, como deverá ser, para agradar ao público. Impõem-no produtores e editores –e os “artistas” aceitam e praticam de acordo com esses. Ora o grande público, inculto ou insuficientemente culto, busca o superficial e o que diverte –a exigência não vai mais longe. Assim, as obras medíocres encontram vasto público –vendem-se. E que aprende com as obras o público? Nada ou nada que já não saiba. Quer dizer que não se debatem ideias nem existe nenhuma preocupação pedagógica? É claro que não há debate nem pedagogia. Os produtores, editores limitam-se a apontar ao lucro e os “artistas” também. Justificada, pelos resultados comerciais, a “arte” vazia, insiste-se nela e já lançou raízes. É uma realidade trágica: satisfaz-se a ignorância, recorrendo ao medíocre, e a ignorância passa a reclamá-lo e consumi-lo. E esse círculo vicioso põe as sociedades a andar para trás.
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