
Aqui venho arrancar à sombra esse grande poeta do século XX português: Reinaldo Ferreira. Nasceu em Barcelona, em 1922, viveu, desde o 19 anos, em Moçambique, onde amou, poetou e se suicidou, em 1959. É um poema sem título, provavelmente, dos últimos que escreveu:
No princípio só a vida existia;
O mundo era o que havia
Ao alcance da vida...
E mais nada.
Tudo era certo, simples, claro.
Quando o passado passar
(E passará, porque o passado é hoje)
E o futuro vier
(E há-de vir, porque o futuro é hoje),
Então, sim; há-de saber-se tudo
E tudo será certo, simples, claro.
Eu, porém, não sei nada.
É bom trazer os poetas e os nomes esquecidos...
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