segunda-feira, 11 de maio de 2009

O dia de hoje: abrir com uma poesia de Irene Lisboa...


Ir, vir


Ir, vir...
Ir. Manhã, ar fresco, paisagem nova.
Vir. Tarde. Hora dos poetas, dos que não can-
tam e passam pelas coisas apenas gozando, sur-
preendidos e ternos.


Se em cada lugar da terra eu perdesse a minha
humana essência, aquilo que me iguala ao que é
e ao que foi!
Nesta hora divina, nesta formosa tarde como ser?
Que me tentava?
Não sei.
Terra, luz, ar, amenidade indizível


in Outono havias de Vir, 1937, ainda assinado com o pseudónimo João Falco

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