André Gide (1869-1951)No tempo da confusão e da incerteza, quando evitamos as escolhas ou desistimos delas, desorientados e subjugados pelo frenesi do espectáculo, do breve, imediato e incompleto prazer –aqui te deixo as palavras que Gide, o de L’Imoraliste, de Les Nourritures Terrestres, de Thésée, escreveu, à beira da morte, em Ainsi soit-il ou Les jeux sont faits:
‘Não trago nenhuma doutrina; recuso-me a dar conselhos, e, apanhado numa discussão, afasto-me. Mas sei que, hoje, alguns procuram, tenteando, e não sabem em que se fiar; a esses venho dizer: acreditai naqueles que procuram a verdade, duvidai dos que a encontram; duvidai de todos, mas não duvideis de vós próprios.”
‘Não trago nenhuma doutrina; recuso-me a dar conselhos, e, apanhado numa discussão, afasto-me. Mas sei que, hoje, alguns procuram, tenteando, e não sabem em que se fiar; a esses venho dizer: acreditai naqueles que procuram a verdade, duvidai dos que a encontram; duvidai de todos, mas não duvideis de vós próprios.”
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