terça-feira, 29 de setembro de 2015
Ora bem…: não vá o diabo tece-las, fui buscar essa grande Mulher: a Padeira de Aljubarrota. E conversámos: pedi-lhe que despertasse a alma portuguesa e nos ajudasse a varrer do palco o governo que, em 4 anos, deitou o país abaixo e nos atirou para a angústia, para a incerteza do dia-a-dia, para a miséria. Ela aí está; ela ouviu e exclamou: “Que pouca vergonha é essa de engolir e calar?”. Gritou-nos a nós todos. No dia 4 de Outubro, vamos mostrar-lhe que AINDA somos gente? De pé, português! Ou de pá, se for caso disso…
segunda-feira, 28 de setembro de 2015
domingo, 27 de setembro de 2015
sábado, 26 de setembro de 2015
As palavras justas cuja actualidade dói
António Lopes Cardoso, "a cara lavada do 25 de Abril", Artur Portela escreveu
“…a insidiosa campanha contra as instituições democráticas que vai encontrando terreno fértil numa sociedade em crise, em crise social, de esperança de valores, estão aí. Basta olharmos à nossa volta para disso nos darmos conta. Não é o momento, se é que alguma vez pode ser o momento, de cruzarmos os braços. Os tempos que vivemos não são os de 1975, mas os valores e princípios que então nos serviram de norte não mudaram e são esses mesmos valores e princípios que exigem a procura de novos caminhos. Para nós, a busca desses caminhos, que não será nunca alibi para se ignorarem os problemas imediatos, do imediato quotidiano, continua a ser a matriz da nossa identidade de democratas e socialistas. Para com Portugal, para com os portugueses, para com as mulheres, para com os homens, onde quer que estejam, onde quer que vivam, o nosso compromisso resta o de sempre: a construção de um mundo mais livre, mais fraterno, mais solidário.”
Excerto de intervenção
de António Lopes Cardoso, publicado no Diário
da Assembleia da República, nº 92 de 24 de Junho de 1995
sexta-feira, 25 de setembro de 2015
SONDAGENS PAGAS A BOM PREÇO E FALTA DE CARÁCTER
Com a velocidade que a
nossa “honestíssima” comunicação social vai aumentando a diferença entre a
coligação e o PS e restantes partidos, nas diárias sondagens –no dia 4 de
Outubro a coligação terá entre 30% a 40% de vantagem sobre o PS e outros…
Francamente! A vergonha apagou-se neste país!
quinta-feira, 24 de setembro de 2015
quarta-feira, 23 de setembro de 2015
As palavras desejadas para a sua lápide...
Umberto Saba olha o mar de Trieste
Non quello che di te scrivono sotto.
Pianse e capí per tutti era il tuo motto.
Umberto Saba in Il Canzoniere, Einaudi, 4ª edição, 1974
terça-feira, 22 de setembro de 2015
HONRA A TUA BANDEIRA!
De quê? Da miséria em que vivemos, há quatro anos.
Da decadência social que se traduziu na decadência do ensino,
na decadência da assistência à saúde, no aumento veloz do desemprego, da
miséria, da fome.
Este governo -único, em 41 anos, por tão ferozmente
destruidor de Portugal- começou o seu trabalho aconselhando… a emigração.
Essa verificou-se, e por força da pobreza crescente.
Centenas de milhares, um milhão?, de portugueses preparados para contribuir ao desenvolvimento de Portugal abandonaram o país.
Distinguiram-se onde chegaram pelas qualidades; fixaram-se -muito provavelmente
uma vasta maioria- para sempre, onde encontraram trabalho, cama e comida. E
respeito. E honra. E a possibilidade de se realizarem.
Diz o povo: “A pátria
está onde nos tratam bem”.
Os portugueses têm sido tratados como animais acéfalos e sem
vontade própria.
Hoje somos um país cujo número de população existe em papéis,
não na realidade.
Hoje, somos um país em quebra Cultural.
Hoje somos um país carregado de dívidas feitas pelo governo.
Antero escreveu desta pátria que nos angustia:
“Forças invencíveis,
históricas, políticas, morais, determinam este facto lúgubre do estado comatoso
de uma alma colectiva.”
Nós hoje e aqui, sabemos muito bem que forças são: um governo
amoral, associal, feroz pequeno exército dos grandes poderes financeiros
Forças de 3ª classe, mas suficientes para arrasarem, como
arrasaram, a economia portuguesa e meteram dentro de milhões de casas a desgraça:
a humilhação e a ofensa.
Mas não são
invencíveis. Basta expulsá-los, através do legítimo voto de 4 de Outubro
próximo.
Se votarmos neste governo, enganados e vítimas da acultura que ela impôs, optamos pelo suicídio; mais: colaboramos no PAPC organizado por Coelho e os seus: colaboramos no Processo de Assassínio de Portugal em Curso.
segunda-feira, 21 de setembro de 2015
domingo, 20 de setembro de 2015
BOM DIA! LUTA POR UM PORTUGAL LIVRE, DEMOCRÁTICO, HUMANO! DAQUI A 14 DIAS ACABARÁ O ASSALTO INFAME DE UM GOVERNO AMORAL! ISSO DEPENDE DE NÓS: VAMOS A ELES!
Vamos acabar com a miséria!, Obra de Diego Rivera (1886-1957)
É tempo de acabar com a nova escravatura imposta pela direita, imposta pelo neoliberalismo que rouba e mata para se salvar do fim que lhe bate à porta!
sábado, 19 de setembro de 2015
Humanismo
De Michelangelo Buonarroti, pormenor, Capela Sistina, Vaticano
“O humanismo é antes um
espírito, uma disposição intelectual,
um estado de alma humana que subentende justiça, liberdade, compreensão e
tolerância, brandura e serenidade. Dúvida também, não como fim, mas somente
como meio de procurar a verdade.”
Thomas Mann, citado in ÓPUSCULOS HISTÓRICOS, de Damião de Gòis,
Prefácio de Câmara Reys, Livraria Civilização-Editora, s.d.
sexta-feira, 18 de setembro de 2015
quarta-feira, 16 de setembro de 2015
domingo, 13 de setembro de 2015
"Rabi the last day", o filme que narra um assassínio que mudou destinos
Yitzhak Rabin (1922-1995)
O realizador do filme, Amos Gitaï
O realizador do filme, Amos Gitaï
Le Monde publicou, com a data de 10 do corrente mês, uma importante
entrevista com o realizador israelita Amos Gitaï, a propósito do seu filme Rabin, the Last Day.
O filme estreará no Monde Festival, dia 25 do corrente mês,
em Paris, no cinema Gaumont.
O assunto é o assassinato de
Yitzhak Rabin, em Telavive, há 20 anos.
Da referida entrevista, retiro
esta frase de Amos Gitaï, que me parece significativa e oportuna, em tempo de dogmatismos.
Entrevistador: “Numerosos actores israelitas famosos surgem no seu filme, como se tivessem querido
participar”
Amos Gitaï: “É verdade. Mesmo se alguns, no fundo, hajam entrado em desacordo
comigo, divergências que ultrapassámos, durante a realização do filme. Fazia
questão nessa diversidade de pontos de vista. Detesto a uniformidade, seja
política ou ideológica. A Arte deve estabelecer um diálogo com a sociedade. Um
diálogo não apenas político mas também estético.”
Hoje, um dos maiores escritores de Língua Portuguesa faria 130 anos
Aquilino Ribeiro (13 de Setembro de 1885-27 de Maio de 1963), por Vasco
A LIBERDADE DO ESCRITOR
A LIBERDADE DO ESCRITOR
“Muito
divago sobre a minha missão de escritor. Como tudo nesta Mundo é, na minha
opinião, desprovido de finalidade e talvez até de senso, não é fácil assinalar
um fim ao escritor. Que realize o mundo de beleza que traz, em si, e é já
alguma coisa. Quanto ao mais que seja o que lhe apetecer, desde que não arme em
fariseu, e não esteja nunca contra os simples, de braço dado com os trafulhas,
nem contra os fracos de brçao dado com os poderosos. Nada me fará sacrificar
aos gostos nem aos caprichos do público.”
texto de Aquilino
Ribeiro, citado por Manuel Mendes in a
Obra e o Homem, Aquilino, Editora Arcádia, Lisboa, Maio de 1960
sábado, 12 de setembro de 2015
sexta-feira, 11 de setembro de 2015
quinta-feira, 10 de setembro de 2015
quarta-feira, 9 de setembro de 2015
Os amantes
Caro luogo
Vagammo
tutto il pomerigio in cerca
d’un
luogo a fare di due vite una.
Rumorosa
la vita, adulta, ostile,
Minacciava
la nostra giovanezza.
Ma
qui giunti ove ancor cantano i grilli,
quanto
silenzio sotto questa luna.
Umberto Saba in Il Canzoniere, Ultime Cose, Einaudi,
Torino, 5ª edição, 1965
Naufrágio de um navio [de um país]
"Naufrágio", William Turner, 1793
Eis como deixa Portugal
este governo de incompetentes e oportunistas sem escrúpulos…
terça-feira, 8 de setembro de 2015
QUEM FAZ A CAMPANHA DA COLIGAÇÃO PSD-CDS? A COMUNICAÇÃO SOCIAL! IMPRENSA, RÁDIOS, TELEVISÕES.
Toda a campanha em
defesa da coligação PSD-CDS tem sido o trabalho da comunicação social, através
da imprensa, das rádios e das várias televisões.
Há muitos meses que
esse apoio vergonhoso, que desacredita a liberdade da comunicação social, ocupa
todo o espaço e faz pela referida “coligação” muito e muito mais que essa tem
feito por si.
Mentem melhor, deformam
melhor a verdade, subtraem e escondem os crimes de 4 anos de governo letal.
Letal, sim, porque o
governo e os meios de comunicação que o protegem despedaçaram Portugal.
Ao Estado foram roubadas
as fontes de receita, vendendo a torto e a direito e metendo no bolso as “luvas”,
destruíram as PME, atiraram para a fome todo um povo.
Se o governo tem uma
grande responsabilidade nesse crime, a comunicação social partilha -e de que
maneira!- dele.
EM PLENA CAMPANHA, A COLIGAÇÃO INFORMA: PAU NELA OU NELE, SE QUISERES COMER!
in Diário de Notícias de hoje
Eis a campanha da
coligação PSD-CDS: oferta de dois mil euros a cada esposa que seja espancada
pelo esposo.
Todos sabemos a miséria
que por aí vai –miséria de desemprego, pobreza, fome, e por aí fora.
Eis a grande
oportunidade dos milhares de casais que não têm onde cair mortos e emagrecem a
olhos vistos, e gemem e choram!
Pau nela! Ou nele!... Na esposa e no esposo, de comum acordo porque isto piora de dia para dia e o governo paga a paulada.
É de aproveitar!
Que está a chegar o dia
4 de Outubro.
E nunca se sabe.
Se a Coligção vencer, mais útil será a
paulada na esposa ou vice-versa, porque o roubo ao povo aumentará vertiginosamente; e se não
vencer, aproveitem-se estes 24 dias!
ESTA COLIGAÇÃO É UMA
ANEDOTA IMPROVISADA POR UM BANDO DE GATOS-CARTEIRISTAS QUE SE JULGAM ESCONDIDOS
E TÊM O RABO DE FORA…
segunda-feira, 7 de setembro de 2015
domingo, 6 de setembro de 2015
Os fantasmas que levamos dentro
Óleo de Aldo Zari
Anton Tchekov in Verochka
“Às
vezes acontece que, durante instantes, apareçam no horizonte os grous e um vento
discreto traga os seus gritos, dolorosos, emocionantes; passado um minuto, por
mais que, avidamente, os procures no distante azul, não divisas nem um mínimo ponto
nem voltas a ouvir nenhum som. Do mesmo modo, os rostos e as palavras dos
homens bruxuleiam na vida e afundam-se no passado, sem que nos deixem mais que
um inconsistente traço na memória.”
Anton Tchekov in Verochka
sábado, 5 de setembro de 2015
Não há um minuto a perder se quisermos salvar o país e a nossa vida!
“Está na hora do tudo por tudo”, diz António Costa
E PERDER ESTA HORA TEM
DUAS EXPLICAÇÕES: OU SOMOS UM POVO DE SUICIDAS OU JÁ DESISTIMOS E ESTAMOS A
FAZER AS MALAS PARA NOS PORMOS A MILHAS. (HÁ, TAMBÉM UM “SUICÍDIO MANSO”: DESISTIR O CIDADÃO DE TER UMA VIDA DIGNA E DEIXAR-SE ARRASTAR PARA A MISÉRIA E COM HONRA HIPOTECADA)
sexta-feira, 4 de setembro de 2015
Portugal abandonado
Aqui, viveram portugueses
Em quatro anos de mau
governo, um país foi estripado e atirado às feras. Falamos de um governo de bestas
que se alimentam devorando o povo. Obrigando-o a entregar tudo e a fugir;
castrando-o; analfabetizando-o; proibindo-lhe o Ensino e a Cultura; atirando-o
às ortigas, isto é, ao desemprego e à fome; abandonando-o às doenças e à morte.
De hoje a um mês, irás
votar.
Não faltes!
Não te encostes à
inércia –não te abstenhas.
Escolhe de acordo com a
tua consciência.
Ajuda Portugal a sair
do fosso para onde o atiraram –e vota CONTRA a coligação que nos enterrou,
espoliou, humilhou e ofendeu.
Se não tens vergonha ou
se ignoras o que é democracia ou se desconheces o que são direitos cívicos,
empurra ainda mais o nosso desgraçado país para o apagamento.
À velocidade que este
governo destruiu -e ainda anda a destruir- o nosso país, não há dúvida,
caminhamos para que, Europa fora, se diga:
-Portugal?
Ah, isso já não existe. Desapareceu. É um sítio bonito, um deserto curioso. Era
um país, mas já não é.
quinta-feira, 3 de setembro de 2015
quarta-feira, 2 de setembro de 2015
terça-feira, 1 de setembro de 2015
Pobre Portugal em que nem os ladrões merecem um romance...
"José do Telhado, de barbas, com o seu irmão Joaquim. É a única fotografia conhecida do salteador."
“[…] a história de José
Teixeira da Silva do Telhado, o mais afamado salteador deste século. Vulto de
romance não o tem, porque neste país não se completam ladrões para o romance.”
Camilo Castelo Branco
in Memórias do Cárcere
**********
A Fotografia tal qual o comentário de Camilo a José do Telhado, fui buscá-los à excelente e
imprescindível obra de José Viale Moutinho, Camilo Castelo
Branco Memórias Fotográficas, Editorial Caminho, 2009
Camilo e os seus amores
"Nascimento de Vénus", pormenor, de Sandro Botticelli
Camilo Castelo Branco
foi um poeta menor, não foi esse o sentido escolhido pelo seu génio. No
entanto, deixou romances fabulosos, o mais rico da nossa Literatura, obra
imortal de tabelião da alma portuguesa cujo emblema é o amor.
Cedo revisitou a sua
aventura e a reviveu e sofreu.
Um
livro (1854) é
feito de nostalgia –dolorosa lembrança das paixões vividas e já longe, irrecuperáveis,
presentes na saudade.
Aqui dele trago uns
poucos de versos, que muito dizem, julgo, do Torturado de Seide, da sarça
ardente que sempre o perseguiu:
“E
eu recordo-as todas, sinto-as,
Porque
a saudade é só essa,
Tem
sido o doce maná
No
meu deserto de vida.
Embora
a alma arrefeça,
A
minha vida foi lá,
Vivo,
acordado, dos sonhos,
Vejo
as imagens que vivi…
Umas
pálidas, sombrias,
Mortas
na alma, já frias,
Como
eu sinto a alma aqui.
Outras,
mal pôde a memória
Tributar-lhes
vassalagem
D’uma
pálida lembrança…
Esquecê-las
foi coragem…
Calco
aos pés a ignóbil glória…
Nem
eu tenho outra vingança.
Outras…
vejo-as, ondulantes
Sombras
lívidas, errantes,
Como
nuvens laceradas,
Que,
no espaço, o norte espalha.
Ei-las
vão… além… passando,
Envolvidas
na mortalha,
E
nas auras suspirando,
Como
a saudade suspira.”
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