quinta-feira, 30 de junho de 2016

segunda-feira, 20 de junho de 2016

O computador vai ao Hospital... até breve se o enfermeiro tiver unhas...


E CHEGOU O VERÃO...


Viver

"...o Sacrifício supremo é, por vezes, sobreviver."

Jean-René Huguenin in Une autre jeunesse, obra póstuma, Éditions du Seuil, Paris 1965


"Piéta", pormenor, Miguel Ângelo 

domingo, 19 de junho de 2016

...a luta ou a pseudovida dos resignados...


Jean-René Huguenin


E é do seu Journal, publicado póstumo, que vou buscar a Jean-René Huguenin (1.Março.1936-22.Setembro.1962), autor de uma breve obra-prima, La cote sauvage (1960), certamente um dos grandes da literatura francesa se um automóvel desfeito não o houvesse silenciado, estas palavras:


“Não conheço nenhuma vida que não seja uma vida de combate.”

sábado, 18 de junho de 2016

Jo Cox: esta era um MULHER

Assassinada no dia 16 deste mês

sexta-feira, 17 de junho de 2016

quinta-feira, 16 de junho de 2016

quarta-feira, 15 de junho de 2016

Com o grande Umberto Saba



Max Ernst, 1891-1096


Preludio

Oh, ritornate a me voci d’un tempo,
care você discordi!
Chi sa che in nuovi dolcissimi accordi
io non vi faccia risuonare ancora?

L’aurora
è lontana da me, la notte viene.
Poche ore serene
il dolore mi lascia; il mio e di quanti
esseri ho intorno.
Oh, fate a me ritorno
voci quasi obliate!

Forse è l’ultima volta che in un cuore
-nel mio- voi v’inseguite.
Come i parenti m’han dato due vite,
e di fonderle in una io fui capace,

in pace
vi componete negli estremi accordi,
voci invano discordi.
La luce e l’ombra, la gioia e il dolore
s’amano in voi.
Oh, ritornate a noi
care voci d’un tempo!


Umberto Saba in Preludio e fughe, Il Canzoniere, Einuadi, 1961

Um café de Telavive que tem um lugar muito especial na minha vida...


"Segafredo", em Dizengoff Street, Tel Aviv

Bom dia... a vida espera-nos...

segunda-feira, 13 de junho de 2016

O nosso tempo



Obra de Hieronymus Bosch


…E, no entanto, esta pagina de Raúl Brandão data de 1901… Depois, terá vindo o progresso… Mas que progresso? Maquinas, aviões, turismos…? E o homem… o novo escravo? Oram leiam… se quiserem…, se tiverem coragem, se atreverem….

“A época é de tragédia. O que domina é o oiro. Só existe um Deus –o Gozo. Inteiro descalabro nas consciências. Eu que quero? tu que queres? Gozar. Visto que depois da morte só o nada existe e a terra tudo traga -um buraco e alguns punhados de desprezível cisco- o mundo divide-se logicamente em dois largos campos: nos que, sépticos, sem preconceitos, frios como lâminas, secos como pedras, conquistam, mandam e dominam, com o código por consciência, e a quem em tudo na terra é permitido -calcar, mentir, triunfar enfim- contanto que se fique dentro dos limites d’uma coisa honrosa a que por convenção se chama a honra, isto é fora da cadeia; e nos pobres, explorados e simples, ainda ignorantes, crendo n’uma vida eterna, que lhes pague a dor de virem ao mundo só para chorar, fartos de miséria e gritos, fartos de miséria e gritos, fartos de fome e ilusão, caminhando como um rebanho, gasto e suado, por este vale de lágrimas e de quem os outros se riem as escondidas.”

in O Padre, Livraria Central de Gomes de Carvalho –Editor, Lisboa, 1901

Bom dia com Amedeo Modigliani

domingo, 12 de junho de 2016

sábado, 11 de junho de 2016

Bom dia...


Obra de Domingues Alvarez


Humana Condição
Um sonhar-me distante, um longe incrível
É agora o meu estado: Eu sonho o Espaço
Que se fixa no mundo ao invisível
Como se o mundo andasse por meu braço,

Existo além: Sou o animal temível
De Jesus com o mundo-Deus na mão.
Sou para além do mundo concebível
Onde morre e começa a criação.

Eu, homem, sondo e meço o Infinito;
Sou corpo e espírito, esse corpo oculto,
E é só na mão de Deus que ressuscito.

E chamam a isto humana condição ...
Um nada, e tudo: — Vivo e me sepulto
Dentro e fora do próprio coração.

Afonso Duarte, in "Ossadas"
 

sexta-feira, 10 de junho de 2016

PORTUGAL: HÁ SÉCULOS EM BUSCA DA LIBERDADE


de Mário Eloy

Os nossos dias...

Umberto Saba e os seus canários...


Hoje, abri, ao acaso, Il Canzoniere, do grande Umberto Saba, e deparei com Dieci poesie per un canarino.

De Quasi una moralità, deixo-vos estas palavras terrivelmente actuais:

“…-TUTTO IL MONDO- há bisogno d’amicizia”

Terríveis, sim, porque disso é a fome do tempo em que vivemos: desgraçada viagem de indiferença, egocentrismo e… solidão.

quarta-feira, 8 de junho de 2016

FAUSTO CASACA (8.Outubro.1917-5.Junho.2016)





Saudade de um HOMEM bom, inteligente e amante de tudo quanto de belo dá a vida.

Partiu depois de muitos anos ricos de coisas simples e de respeito e luta inabalável pela igualdade dos homens.


Certamente, hoje, na mão de Deus, na sua mão direita.