...será preciso consultar Freud para entender o confusionismo mental de Cavaco?... (na fotografia, é o Freud... mas não confundiram, pois não?)quarta-feira, 30 de setembro de 2009
Manuel A. Pina escreve sobre o discurso retorcido de Cavaco (mas foi desastre ou voluntária embrulhada do homem de Boliqueime?)...
...será preciso consultar Freud para entender o confusionismo mental de Cavaco?... (na fotografia, é o Freud... mas não confundiram, pois não?)Seguindo a luta extraordinária e difícil de Barack Obama...

Editorial do Le Monde
Le 22 janvier, au deuxième jour de sa présidence, Barack Obama signait solennellement le décret de fermeture du centre de Guantanamo, ce symbole accablant, depuis 2002, de la présidence de George Bush. "L'exemple moral de l'Amérique doit de nouveau être le fondement de notre leadership mondial", lançait alors le président américain, avant de préciser que cette fermeture serait effective dans un délai d'un an.
A retoma: a máquina de fazer dinheiro está pronta a recomeçar a trabalhar...
terça-feira, 29 de setembro de 2009
O dia de hoje: Portugal e as dificuldades que tem um reino velho para emendar-se...
...o lugar onde a intellighenzia esperneia e luta e quer escapar ao laço dos medíocres que tudo fazem para lhe chuparem o cérebro e lhe matarem os sonhos os ideais a esperança e uma vida digna... uma vida de Homem...A noite de hoje às 20 horas: ouvi Cavaco durante quase 12 minutos e fiquei a saber o que sabia: nada...

...afinal houve escutas e gravações e orelhudos?... ou não houve?!
O dia de hoje: logo às 20 h finalmente o parto verbal: mistério adiado ou que terá para dizer o homem de Boliqueime?...
...com esta alegria das praias...
...aos costumes e como de costume dirá nada?...segunda-feira, 28 de setembro de 2009
Vale a pena ler a Editorial do 'El Pais'... caso livres (?) da Brites de Almeida ressuscitada já não se sofra de anti-espanholite aguda...
...que governo sairá desta assembleia e como vai navegar em mar revolto?...Portugal ha reelegido al primer ministro socialista José Sócrates, pero la pérdida por su partido de la mayoría absoluta que ostentaba va a complicar sobremanera el escenario político del país vecino, en el que la abstención ha llegado al 40%. Van a ser los partidos pequeños -que van desde el derechista CDS-PP, la revelación de los comicios, hasta el marxista Bloque de Izquierda y la coalición de comunistas y verdes- los que marquen el paso al próximo Gobierno si, como parece darse por descontado, los socialistas no entran en coalición formal con ninguno de ellos.
A lucidez de Manuel A. Pina e o que está a acontecer e o que poderá vir a acontecer...
...desta vez só a faca é que está está na mão... e então...
... qual será o tipo de queijo que vai escolher José Sócrates?...por Manuel A. Pina
Aviso: vira à direita a Alemanha cansada da coligação em que o SPD deixara de se manter fiel à esquerda e cada vez era menos carne e menos peixe...

O dia de hoje: ontem prevaleceram o lúcido civismo e a esquerda majoritária...

o PS venceu as eleições, com 36,56 % dos votos, perdeu 8,47% e a maioria absoluta (-25 deputados)
o PSD teve 29,09 % e ganhou 0,32 % (+3 deputados)
o CDS teve 10,46% e ganhou 3,22 % (+9 deputados)
o BE teve 9,85 % e ganhou 3,5% (+ 8 deputados)
o PCP teve 7,88% e ganhou 0,34% (+1 deputado)
quando ainda se desconhecem os votos da emigração’
A direita junta 39,55 % e 99 deputados
A esquerda é amplamente majoritária na Assembleia da República.
O PS fará uma coligação à esquerda, aquela que seria mais lógica, dado que o PS é um partido de esquerda?
Mas o BE e o PCP estarão interessados em coligar-se com o PS?
E, se estiverem, em que condições aceitarão coligar-se?
Não pensará o BE que pode valer a pena ao BE esperar os tais dois anos de vida que profetas e agoirentos já decidiram serem os da nova legislatura –e beneficiar, assim, de mais uma quase segura descida do PS?,
ou beneficiar de uma eventual coligação do PS, quer com o PSD, quer com o CDS, de um PS a governar necessariamente chegado à direita –porque todos sabemos que o PSD não é um partido socialdemocrata, é um partido liberal, e nem se discute se o CDS é ou não um partido da direita tradicionalista, porque o é.
Não poderá pensar o PCP da mesma maneira?
A meu ver:
a coligação PS/PSD seria uma espécie de suicídio a dois e é muito difícil adivinhar qual dos dois sairia menos debilitado...
a coligação PS/CDS seria igualmente desastrosa para o PS e confirmaria o reformismo direitista dos governos de Sócrates.
De onde concluo o que até já o meu barbeiro concluiu: Sócrates tem pela frente um mar de dificuldades.
E todos, à uma e de boa e má fé, perguntamos: afoga-se ou não se afoga?
O que irá passar-se com José Sócrates, primeiro-ministro cessante, certamente em vias de ser convidado a formar governo, pelo PR; o que irá fazer o actual secretário-geral do PS?
Actual, porque, bem o disse Ian Fleming, ‘só os diamantes são para sempre”...
Certamente, não recusará Sócrates o convite do PR nem abandonará a liderança do PS.
Ainda que isso possa vir a acontecer, abandonar Sócrates a liderança do PS –mas não para dar razão ao que o atrabiliário Vasco Pulido Valente, sempre amargo, megalómano e leviano na esperteza oscilante, escreve no Público de hoje:
‘Quanto a Sócrates, coitado, começou o caminho para o fim’.
Sócrates, quando sair, nunca sairá como um coitado.
...Além do mais, nunca se deve considerar um político findo, acabado. São expressões erradas... impossíveis, em política.
Sócrates não sairá à maneira triste, manhosa, de Cavaco, quando passou a bola a Fernando Nogueira, nem à maneira irresponsável de Guterres, nem à maneira oportunista de Durão Barroso.
Sócrates tem a sua ideia de governar e, se não conseguir levá-la avante -como ela é: como a sua ideia é-, afastar-se-à, dignamente, e dirá porquê.
Porque acredito no Estado Social e no socialismo, desde o princípio, segui, atenta e criticamente, a governação de Sócrate. Revoltei-me, indignei-me, discordei e concordei –porque se errou, em minha opinião, outras vezes acertou.
Tenho, para mim, sinceramente, que José Sócrates é um homem inteligente e culto e coerente com o que pensa.
Que eu não esteja, muitas vezes, de acordo com ele, isso é outra história.
Depois das eleições: vai formar-se um governo capaz de parar a sangria que denuncia El Roto?...
domingo, 27 de setembro de 2009
Com muito gosto corrijo a legenda...
... Mário Sacramento um intelectual admirável condicionado pela ditadura salazarista...Julgava eu ser fácil de perceber o que queria dizer: Mário Sacramento foi um dos muitos intelectuais vítimas do regime salazarista e impedido de se realizar e expressar plenamente. Bastaria, talvez, integrá-la -a ela, legenda- no texto subsequente.
(Aliás, ele próprio denuncia em muitas páginas apaixonadas e amarguradas do seu belíssimo Diário, a sufocação em que todos viviam.)
Infelizmente, não terei sido suficientemente claro.
Evidentemente, a vida de Mário Sacramento foi uma luta admirável, um exemplar sacrifício, marcados por uma extraordinária honestidade.
Se não pensasse assim e não o respeitasse, obviamente não teria escrito sobre ele.
Mas, essa luta e esse sacrifício, que deixou sementes preciosas, sofreu da asfixia imposta pela PIDE e pela censura, pelo regime salazarista, em suma, que o impediram de falar como desejaria.
A maioria dos intelectuais portugueses que viveram e morreram, em Portugal durante o salazarismo, foram intelectuais que não se realizaram totalmente. Foram intelectuais sufocados. Ou, se preferirem, foram intelectuais condicionados.
sábado, 26 de setembro de 2009
O dia de hoje: ainda sobre Mário Sacramento e sobre a masmorra inquisitorial de que saímos...
..Mário Sacramento, algures em França, longe do Reino Cadaveroso, a respirar...Como teria sido Portugal, como seria hoje, se os portugueses pudessem ter pensado e expressado aquilo que pensavam? Sim, como seria hoje, porque ainda hoje andamos a pagar a obscuridade imposta pelo reino da estupidez salazarista –e muito continua a custar sair dele, construir outro país, de alto a baixo. O “cordão sanitário salazaresco” atrasou este país, devolveu-o ao atraso em que ele viveu, desde o Séc. XVI, e separou-o do movimento da Terra: do avanço cultural e, por isso, obviamente, científico, obviamente social, que, além fronteiras, acontecia.
Reli, há dias, o estudo de Mário Sacramento, Eça de Queirós, Uma Estética da Ironia. É uma obra fundamental, onde a inteligência, a sensibilidade e a independência nos empolgam. E tenho presente o excelente longo ensaio, também incontornável, Fernando Pessoa, Poeta da Hora Absurda. Foi, ontem, apresentada, no “Museu do Neo-Realismo”, a obra referida acima, que homenageia um homem de diálogo, em tempo de peste onde muitos se viram forçados a andar de costas uns para os outros.
Homenagem justíssima a Mário Sacramento
A coordenação da obra coube a João Sarabando, Joaquim Correia e a Cecília Sacramento. O prefácio é de Jorge Sarabando. A apresentação é de António Pedro Pita.
Trata-se da homenagem a um escritor excelente, exemplarmente independente, que deixou obra admirável, mas ferida pela brutalidade da ditadura em que viveu.
Aqueles que cresceram e nasceram depois do 25 de Abril não podem imaginar que tempo foi nem a que inferno escaparam.
A tragédia da inteligência, a mordaça, a anquilose, a castração que o salazarismo representou –evoca-o, Mário Sacramento, nestas linhas do seu Diário dolorido:
Vamos morrendo num charco de espantos. Do que estivemos para ser ninguém saberá! Esperámos 10, 20, 30, 40 anos... E que queríamos? Apenas o direito de interrogar e acertar a vida, de sermos homens na companhia de homens. Uma chuva de escórias tudo cobriu e crestou. É crime viver. É crime pensar. Porque só se vive e só se pensa ‘de’ e ‘com’ –e esses foram bloqueados.
(...)
O que custa são os sonhos mortos –o não faço hoje, o fica para amanhã, o amanhã de nunca.’
Era nas escolas que se deveria contar essas coisas. Urgentemente. Antes que consigam que deixemos de as saber. Como se nunca tivessem existido.
Mais um crime possível...
Pobre do nosso planeta e de nós poluídos e diluídos no BLA. BLA,BLA...
Um artigo que sai no dia certo...
...o futuro...por Alice Vieira
O dia de hoje: vou passá-lo a reler o maravilhoso Antero...
...monumento a Antero de Quental um homem que era deste e de outros mundos...Aqui deixo quatro breves apontamentos de Antero de Quental, o Santo Antero, assim lhe chamava Eça, o homem que não veio à procura do sossego de pantufeiro e da reforma excelente, excelentemente antecipada, porque seria, como é para tantos, tantíssimos, reformar-se, logo à partida, de si próprio e da própria dignidade, da própria responsabilidade... e pôr-se, como tantos, tantíssimos, a acariciar o seu cuzinho...
[em Ponta Delgada] ‘O que há hoje sobretudo não é tanto a ignorância ou o erro, a infâmia ou a loucura: é a atrofia do coração junta à futilidade do ânimo. Quem cura da justiça? Cada qual quer viver, gozar! Nós somos uns pobres doidos, maus e cruéis para nós mesmos, que nos comprazemos em destruir e soterrar todas as fontes dos nossos bens’.
[em Paris] ‘Este trabalho é triste como todo o trabalho moderno, forçado, partido e dividido, desnatural e injusto. Para sofrer é necessário ter em vista outra coisa, essa justa, ou as afeições de família ou o fanatismo nobre das ideias de que se é apóstolo.’
[em Ponta Delgada] ‘Tenho assentado definitivamente entrar de novo na comunhão dos destinos portugueses. Em toda a parte se pode ser homem.’
[em Causas da Decadência dos Povos Peninsulares] ‘O nosso génio é criador e individualista: precisa rever-se nas suas criações’.
O que continua a haver -passado mais de um século- e a haver mais agudamente, é a alterofobia, a indiferença, o egoísmo, a resignação e a aceitação de sermos sub-fetos (como dizia Tomaz de Figueiredo)...
O que há, sempre mais e mais, é a nova escravatura: o trabalho despersonalizado, que nos leva a sacrificar-lhe todo o nosso tempo vital, a sacrificar-lhe a própria alma –trabalho de homem que se transformou em peça da grande máquina neoliberalista... o trabalho injusto...
Em toda a parte se pode ser homem... Em toda a parte e a todo o momento, se pode e deve lutar pela reconquista da condição de Homem...
O nosso individualismo não o entendo -nem Antero o entenderia- como egoísmo: é a vontade de dar, de nós, o mais verdadeiro e o melhor, dentro de uma sociedade justa... Quando nos deixam trabalhar e aprender a trabalhar...
sexta-feira, 25 de setembro de 2009
O dia de hoje: Domingo, à esquerda, virar!
...'Bandeiras vermelhas', pintura de Maria Helena Vieira da Silva...
Não tenho medo do futuro -não quero é que reconstruam o passado: o reino cadaveroso, em que os pobres são legião e os ricos uma quadrilha protegida por um poder servil.
Vou votar, em consciência.
É o que deverá fazer cada um de nós, não acham?
Bento XVI em Portugal, anunciaram... Uma 'Anunciação' a chegar de TGV?... Não, a chegar a jacto!...
...Bento XVI, notícia de campanha?...quinta-feira, 24 de setembro de 2009
O G20 na cimeira de Pittsburgh...
Sondagens: eu não disse que ia haver mais?...

...a última das últimas?...Agora, é da Universidade Católica, para o Jornal de Notícias, Antena 1 e RTP.
Estamos a 24 h do silêncio e da meditação.
Até amanhã (presumindo que se respeite o intervalo para o eleitor pesar os prós e os contras deste partido e daquele...), ainda aparecem mais?
Quem sabe? As campanhas são máquinas infernais...
A sondagem apresentada há pouco pelo jornal 'Público'

Quais os efeitos dessa sondagem sobre o eleitorado em geral?
Assusta os leitores ou alegra-os?
Traz mais votos ao PS ou leva mais votos a outros partidos?
É inofensiva ou... prejudicial?
É desinteressada ou oportunista?
Eis perguntas impossíveis de responder, se quisermos responder honestamente...
Outra questão: quantas sondagens vão aparecer ainda, até Domingo, 27?
Sida: descoberta uma vacina que diminui as probabilidades de contágio...

El virus del sida ha infectado a 33 millones de personas y matado a 25 millones en todo el mundo desde que se identificó en los años ochenta del siglo pasado. Los cócteles de medicamentos pueden mantener el virus bajo control, pero no existe una cura.
Não, não tocámos o grau zero da democracia, muito pelo contrário...

Conclui mal.
A nossa democracia atingiu o ponto de ruptura com maneiras de governar que nada tinham de transparentemnete democrático.
A ruptura com o rotativismo serôdio e a inanidade de dois grandes partidos, que começavam a identificar-se cada vez mais um com o outro: o PSD e o PS.
Os nossos eleitores -os nossos cidadãos- interrogaram-se e parecem avançar para novas soluções, novos caminhos.
Parecem exigir um PS... socialista.
Em princípio -mas, em política (e com os políticos em exercício ainda mais), nada é como parece ser ou deveria ser...-, a maioria do eleitorado inclina-se para uma coligação de esquerda.
É uma mudança. Traduz dinamismo. Também, traduz maturidade.
Não a democracia portuguesa, 35 anos depois do 25 de Abril, não tocou o ponto zero; tocou a reunir e a corrigir o que estiver errado.
O dia de hoje: o (s) estranho (s) caso (s) de Manuela Ferreira Leite...
...Sherlock Holmes e o doutor Watson trocam impressões sobre o caso Ferreira Leite...Esta ponta final de campanha é comicamente deplorável!
Nós já sabíamos que a peixeirada política ultrapassava, sempre, as expectativas e ia muito além da gestualidade (boa, esta palavra, não acham?) e da tragicidade (e esta?) da Ribeira de Lisboa ou do Bolhão, no Porto. Manguitos, palavrões, mentiras, calúnias etc. & tal, coisa assim, só em Portugal! No Portugal do Calisto Elói, de Camilo, e da Campanha Alegre, de Eça.
Brites de Almeida, a padeira de aljubarrota, reincarnada na líder do PSD, Manuela Ferreira Leite, conseguiu o que se diria impossível: do nada fazer um ‘tudão’.
logo que tocaram para a corrida ao tacho, perdão, às urnas, Manuela Ferreira Leite avisou-nos da iminente invasão castelhana e de estarmos à beira de nos tornarmos sub-província espanhola... E pôs-se a ver o que dava.
Como não deu nada, agarrou-se, às fantasmagóricas escutas de Belém (do Belém, ali para os lados dos pastéis, bem entendido ...). E pôs-se a ver o que dava
E como começou a dar para o tortoe a virar-se o feitiço contra a feiticeira, desatou a queixar-se e a ‘vitimizar-se’: ‘Dizem os socialistas que eu sou uma ‘salazarenta’! É uma ofensa!’, protestou. E está a ver se desta vez pega.
O maralhal da comunicação social, como não há mais nada, ainda não perdemos com a Suécia, o Queirós ainda não se demitiu, o Ronaldo ainda não foi apanhado fora de horas com nenhuma madrilena -acham que sim, que este é que é um caso de alto lá, e agarram-se ao caso, gravíssimo, tremendo, decisivo para as nossas futuras escolhas.
Será depois de pesarem todos esses incidentes -a invasão castelhana, a orelha a ouvir, sem autorização, o que se passa e diz na presidência e a senhora a quem insultaram (salazarenta, vejam lá logo salazarenta!)- que os eleitores decidirão em quem votar... não acham?...
A sondagem de hoje (cf. por exemplo o Público online), que vale o que valem as sondagens, agora à pressão e a aproveitar as últimas 48 horas (no sábado deveremos meditar, eventualmente nos tais 3 casos...), aponta o PS com 40%...
Para Brites de Almeida, perdão, para Manuela Ferreira Leite, é urgente descobrir mais um caso!
quarta-feira, 23 de setembro de 2009
Em Espanha o caso das escutas que por cá não se sabe ainda se alguém escutou foi ouvido assim...
...será verdade que alguém ouviu e quem é que ouviu quem ouviu?...por Fancesc Relea
Irina Bokova socialista búlgara é a primeira mulher que preside à UNESCO
...uma escolha feliz que afasta ameaças fundamentalistas...por Piotr Smolar
Ses premiers mots ont été conciliants à l'égard du vaincu, Farouk Hosni – avec lequel elle se dit "très amie" –, afin de tenter de surmonter les divisions. "Je n'ai jamais considéré que la compétition, c'est une guerre, une bataille des uns contre les autres, a-t-elle dit. Les Egyptiens ont proposé de très bonnes idées, et je compte bien en reprendre parce que j'espère que nous allons pouvoir travailler tous ensemble à l'Unesco. Je n'ai jamais cru au conflit des civilisations, je crois plutôt au dialogue et à la tolérance. Je pense qu'il faut construire ensemble un nouvel humanisme."
Mme Bokova a été premier vice-ministre des affaires étrangères et coordinateur des relations de la Bulgarie avec l'Union européenne (UE) de 1995 à 1997, avant de devenir brièvement chef de la diplomatie bulgare, de novembre 1996 à février 1997. En 1996, elle s'est porté candidate au poste de vice-président de la République. Députée entre 2001 à 2005, elle a été vice-présidente de la commission des affaires étrangères.
transcrito, com a devida vénia, de Le Monde, online,23/09/09









