domingo, 30 de setembro de 2012

Fried Thieler: através de Manuel D'Assumpção

Óleo de Fred Theller (1916-1999)


“Amanhã vou conhecer pessoalmente o pintor Fred Thieller. Espero gostar dele, pois a sua pintura agrada-me muito.”

in Carta de Manuel D’Assumpção a João Pinto de Figueiredo, Berlim, 19/07/1968


Sobre o pintor:

http://www.kettererkunst.com/bio/FredThieler-1916-1999.shtml

Claude Monet


"Sol de inverno, Lavacour", 1879-80, óleo de Claude Monet

E, na ressaca, ri...

in Público de hoje

sábado, 29 de setembro de 2012

Portugal ainda está vivo!

Hoje, Terreiro do Paço: o povo recusa um governo incompetente e irresponsável

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Assim e assado... pobre mexilhão...

in Público de hoje

Antes da Mona Lisa nossa conhecida, já havia outra...

À esquerda, a Mona Lisa, exposta no Museu do Louvre, Paris. À direita a Mona Lisa "anterior", apresentada, em Genebra pela Mona Lisa Fondation

Notícia:

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

As contas de Gaspar

in Público de hoje

Roma... e quem sabe




Roma é uma cidade espectacular. A Itália é um país extrovertido. Arquitectura, pintura, música, atitude dos que lá vivem –tudo aponta isso.

Lembro-me de pouco depois de chegar a Roma, nos idos de 1975, ter pensado: “Os italianos têm uma grande qualidade: não levam a vida demasiado a sério”. Eu vinha de um país tradicionalmente triste, de gente fechada, insegura: Portugal…

Woody Allen, em “To Rome with love”, não retrata nem os romanos, nem a Itália –ainda que os romanos pesem bastante, como veremos.

Aproveita a natural abertura e extroversão italiana -a esmagadora maioria de actores é italiana- e caricatura o nosso quotidiano; a farsa do dia-a-dia.

Não por acaso, a ópera de Ruggero Leoncavallo, Pagliacci, se torna o pivô, ou chave, desse intermezzo, que poderá considerar-se o filme de Woody Allen.

(E sublinhe-se a excelente interpretação de Fabio Armiliato, tenor de fama, actor notável…)

Nem por acaso o drama -a tragédia- de Leopoldo Pisanello, bem representado por Roberto Benigni, ocupa o espaço que ocupa, sobretudo, dentro dos espectadores.

… Pisanello, cittadino qualunque, homem comum, que o carrossel vazio do mundo em que vivemos transforma em senhor nº1, e, com a mesma velocidade e indiferença, atira-o para o nada, para a inexistência, para a insignificância onde o fora buscar…

Qual nada, qual inexistência, qual abismo?

O abismo que suporta -porque é no nada que assenta- a palhaçada das nossas vidas.

Correctamente: a mascarada social.

Se quiseres, chama-lhe, porque chamas bem, a sociedade do capitalismo financeiro, do consumo frenético, da superficialidade, da aparência, do assassínio das almas –dos homens transformados em produtos.

Palhaços –eis o que somos.

Não escapa ninguém, no filme?

Escapa, antes de mais, Anna, a call girl, que a genial Penélope Cruz encarna, sem ilusões, nem máscara; depois, os jovens, à beira do abismo.

E os outros?

Há que perdoar-lhes: não passam de vítimas da máquina infernal.

Sim, amigo, exactamente, a máquina que precipitou a crise –a que te rouba e escraviza.

Aqui, ali e acolá.

Voltemos à gente de Roma, e à sua importância:  redimem a ironia pessimista de Woody Allen.

Ele viu-os e animou-os, com a humanidade e a simpatia que os romanos, os italianos, suscitam.

O romano -o italiano- não leva a vida -a vida convencionada- demasiado a sério: dá-lhe a importância que reconhece, e dá-lhe a volta: obriga-a a dobrar-se diante da alegria e do prazer de viver.

Reinventa a esperança.

Amanhã é outro dia... e quem sabe?

          

terça-feira, 25 de setembro de 2012

Ao menos, adormece a rir... Boa noite!

in Público de hoje

Cultura & Inteligência & Pensamento & Criação: NA FORCA



Para saber:

Este é o filme que eu vou ver hoje... por três razões...



A saber:

Porque é um filme de Woody Allen e os filmes de Woody Allen têm coisas dentro: interrogam, sugerem, ilustram: criam mundos que nos inquietam e nos obrigam a pensar;

porque o filme acontece em Roma, cidade onde eu vivi os anos mais felizes da minha vida;

porque, necessariamente, o génio e o filme de Woody Allen irão afastar o pesadelo em que vivo e todos vivemos, hoje e aqui: uma austera, apagada e vil tristeza (Camões dixit, há mais de quatrocentos anos… e acertou…).


O filme a ver urgentemente!

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Os crimes renovados

Imagem da Capela Sistina, pintura de Miguel Ângelo


Bíblia


Alcorão


Trouxe-me a vida um destino feliz: viajar e dividir os dias com culturas diversas.

Por exemplo, esta a que chamam cristã, e a judaica e a islâmica.

Também, parte da africana.

Hoje, quando vejo, nas tvs, e leio, nos jornais, aquilo que se diz, é-me impossível não sentir amargura e impaciência: tanta hipocrisia!

Ao correr da pena: releio, nos livros da especialidade, páginas sobre as perseguições aos judeus, península ibérica fora –e releio que preocupou os cristãos puros, a Igreja e a Inquisição, afastar os judeus de certos cargos: ordens militares, magistratura, universidades, etc.

Para lhes aceder, exigia-se sangue limpo –a conhecida limpeza de sangue:

que nenhum antepassado tivesse sido judeu.

O que levou a milhares de autos-de-fé, que puseram a arder em fogueiras milhares de homens e mulheres e crianças sem... sangue limpo...

Mas, ATENÇÃO!, amigo, essa exigência criminosa, que um chamado Hitler retomou, há décadas, num país chamado Alemanha, era extensível aos mouros: aos árabes: aos muçulmanos.

Lei que durou História fora, pelo visto –e se estendeu a ciganos, homossexuais, diminuídos físicos…

Lei que se arrastou, com a Inquisição à proa, na nossa Península Ibérica, até ao século XIX.

Lei que se desenterra todos os dias, pronta a servir para impedir, perseguir e humilhar a imigração, os imigrantes; que serve para cortar as águas: deste lado, eu, o puro; do outro lado, eles, os impuros.

Os quais são todos: judeus, árabes, negros, amarelos, e etc.

Conforme convenha.

Miguel Ângelo, na Capela Sistina, tentou juntar o homem a Deus: que dessem um aperto de mão.

Quimera?  

Um governo radical...

in Público de hoje

Bom dia!

domingo, 23 de setembro de 2012

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Outros mundos:os Amish



Colcha amish

Eu conheço essa saudade! Ouve, faz bem!

O governo que temos e as bestialidades consequentes



Abre:

O voo cego ao nada



“Senhor, onde viemos parar? Choramos a perda provisória, corremos e cansamo-nos atrás de um mísero ganho, e esquecemos a perda d’alma ou só disso nos lembramos tarde de mais.

Atentamos no que pouco serve ou nada e esquecemos, com negligência, o que é soberanamente necessário –porque o homem entrega-se inteiro ao exterior e, se não torna a si, fica enterrado nas coisas superficiais.”

Imitação de Cristo, Livro III, capítulo XLIV, 2      

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Memória de Teresinha de Almeida

"Mulher no jardim", óleo de Claude Monet, 1867



Pérola de Orvalho

Não se perde uma lágrima de amor
Se de uns e outros olhos vem chorada:
Há-de haver sempre o colo de uma flor
Aonde caia a pérola orvalhada.

Sem o sol da manhã não há sol-pôr;
Ri a pálida luz anuviada…
Como de um bem se espera outro maior,
Real coisa será coisa sonhada.

Tem o imenso Mar os seus escolhos,
Tem a Alma o sonho, tem a flor os frutos.
A alma não se reduz a cinza e pó!

A lágrima sustenta-se nos olhos.
Pior choro é chorar de olhos enxutos!
Porém, nunca na vida eu chorei só.

Afonso Duarte in Ritual do Amor, Obra Poética, IN/CM, 2008

Em memória de Teresinha de Almeida, companheira do coração, Paris, 1958

Bom dia com boas notícias: o governo rejeitado pelo eleitorado


Notícia:


terça-feira, 18 de setembro de 2012

Na morte de um Artista (Luiz Goes, 1933-2012)

A não perder de maneira nenhuma!


Coligação

in Público de hoje

Um grande poeta

Natan Zach (1930-)


Be Careful

Be careful. Open your life
only to the wind that has touched distance.
Suffer the absent. Speak up
only in the nights of solitude. Know the day,
the fixed season, the moment,
and don’t beg. Pay attention to what is still. Learn to bless
the shadow just beneath the skin. Don’t
hide in words. Sit with the counsel of worms,
the wisdom of the maggot. Don’t expect.

in The Static Element, Seleção de Poemas  de Natan Zach, traduzidos para o inglês por Peter Everwine e Shulamit Yasny-Starkman, Ateneum, Nova Iorque, 1982

p.s. transcrevo a versão original, certo de que traduzir do traduzido, e ainda por cima obra de um grande poeta, diminuiria a peça. Abaixo, nota sobre Natan Zach:

http://www.poetryinternationalweb.net/pi/site/poet/item/3173/12/Natan-Zach

domingo, 16 de setembro de 2012

Nós!


De Bernardim Ribeiro a Camões, de Camilo a António Nobre, de ti a mim, este coração aberto e oferecido é que nos vai salvar porque não somos um povo de bandidos! Temos honra! E somos capazes de rasgar a camisa pelo outro! Acredita! Luta comigo porque é ao pé de ti que estou!

Os números: 660 000


"Números de participação de norte a sul estimado em mais de 660 mil"

in Expresso online de hoje

Coelhadas ou a falta de sentido do ridículo

in Público de hoje

Foto da manifestação de ontem que diz o que eu penso: e basta! (Rita Cordeiro, Leiria, em Público de hoje)

Bom dia porque o dia hoje é um dia diferente, nasceu de outro maravilhoso: o de ontem: o da verdade e da coragem e da coerência!


Cartaz de Maria Helena Vieira da Silva: na hora certa!

sábado, 15 de setembro de 2012

15 de Setembro de 2012: Por todo o país, centenas de milhares de pessoas manifestaram-se contra o governo


E agora? Vai continuar a destruição de um país? O genocídio? O destroçar da pátria? O Presidente da República irá assumir as responsabilidades que tem -ou, quando, ontem, na Fundação Champalimaud, evocou "o humanismo e a solidariedade", estava a encanar a perna à rã ou a tocar cavaquinho?...   

Gasparadas

in Público de hoje

O medo na noite que cresce


Todos os dias uma notícia má... e o dia de amanhã será mais outra ameaça..., se nos resignarmos...

“Na luta que actualmente se trava em Portugal entre duas formas de pensar e sentir, de governar e de ser, -um poderoso elemento há com que jogam os nossos antagoniastas: o medo. “O medo é que guarda a vinha” –diz-se.

(…) Inimigo da alma, digo: Porque é o medo que tolhe os impulsos mais generosos, faz desistir até das aspirações mais justas, afoga até o grito mais espontâneo, e, em suma, corrompe e assombra até a mais clara visão da vida.”

José Régio in Recurso ao Medo, texto publicado in Depoimento Contra o Depoimento, Serviços Centrais da Candidatura de Norton de Matos à Presidência da República, 1949


p.s. hoje, tantos anos passados, e 40 sobre o 25 de Abril, perante um governo, uma situação que destroça Portugal e assenta no ultraliberalismo, executado por incompetentes a empobrecerem, galopantemente, o nosso país, reagimos com medo da perseguição política, e do pior depois o mau.

Certo, o nosso país sofre a ignorância dos direitos e deveres cívicos.

Sofre a emigração de centenas de milhares de portugueses qualificados.

Sobre o deserto cultural crescente.

E este governo faz tudo para que isso aumente.

É sobre tal trágico vazio que o governo pensa poder continuar a governar em paz sempre mais firme… porque, como o país, a oposição à injustiça também se vai desfazendo, numa noite do espírito, cada vez mais negra…

José Régio -simples professor do liceu, funcionário público, no regime salazarista, que nunca hesitou em atirar para a miséria ou para o calabouço os dissidentes-, há 63 anos, Régio tinha a admirável coragem de avisar: o medo é inimigo da alma; é inimigo do espírito; é inimigo da inteligência; é inimigo do amor à liberdade.

E, sem liberdade, a sociedade colapsa.  

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Agora, mais do que nunca, não esqueças o outro!

Recusa a indiferença, quando, especial e dramaticamente hoje, os outros precisam de ti


“Sabemos que passámos da morte à vida porque amamos os nossos irmãos, mas aquele que não ama permanece na morte.”

in Primeira Epístola de João, III, 14

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Tu nem sabes o que era, a polícia privada de um criminoso: o Salazar. Defende a tua liberdade.

A PI)DE

Não dá para roubar





“Simplesmente reduzir os salários não vai resultar”

Chefe da missão do FMI in Público

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Esta tragédia

Por que é que terás de ser infeliz?


A razão é evidente: não há razão nenhuma para respeitar um governo que nos destrói, que dá cabo da vida de 90% dos portugueses.

É urgente correr com eles.

Ou será que ele, este governo, sobrevive por que nos considera um povo de castrados?

Depende de ti: ou és ou não és. 

E aceitas esta infâmia?



Aí tens os bárbaros! Eles não querem saber de ti: querem saber deles, querem saber de quem lhe paga, por baixo da mesa. TU NÃO EXISTES, ELES ROUBAM!


“Cortes nas pensões afectam mais de 200 mil reformados do público e do privado”

in Público de  hoje

"Eles" pensam que o português é burro?...

in Público de hoje

Um povo no patíbulo

Até onde irá -se nós deixarmos- este governo?

“Gaspar pediu seis vezes mais do que precisa cortar para a nova meta do défice”

in Diário de Notícias de hoje


Notícia:

terça-feira, 11 de setembro de 2012

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

domingo, 9 de setembro de 2012

Ontem na RTP o que se viu: um coelho a fugir por onde pode

O que disse D. Januário é verdade: "o medo é mau conselheiro"... mas quem as paga somos nós...

Qual dos dois és tu?


El Roto in El País de hoje