sábado, 28 de setembro de 2013

E, agora, o amor -o amor português (agarra-o, que andam a esmagá-lo!), que vai mais fundo do que todos os outros... Camilo dixit...

Para que se saiba e porque sempre disse alto e bom som o que penso, aqui fica: é no Partido Socialista que vou votar amanhã


No Partido Socialista que luta pelo Estado Social, pela igualdade, fraternidade e liberdade e que não trairá esta bandeira –pelo contrário: a voltará a hastear.

No Partido Socialista que recupere a coerência dos anos 70.

Há, nele, quem é capaz de lhe impor o rumo certo, de deitar para trás das costas a água morna das “terceiras vias”, das falinhas mansinhas, do bláblá.


É nesses que eu espero e nesses que vou votar. 

sexta-feira, 27 de setembro de 2013

quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Domingo, 29 de Setembro: é tempo de correr com os metralhas!

Eles já dormem mal: pressentem o fim do roubo à tripa forra...

terça-feira, 24 de setembro de 2013

Homenagem a um poeta-artesão que deixa marca no seu tempo

António Ramos Rosa

1

O grito que não chama, a chama verde
submersa  ou não, é a não-leitura
do corpo calado que o poema lê.

E o silêncio, o silêncio do grito
é sempre outro, além, nos muros, sobre a sebe
nunca a serpente ou serpentina mas
o grito na neve, o grito sob a neve.

Quem pára sobre a nuvem sobre a boca
dá o sinal do grito se aqui o grito
não clama o clamor mas incendeia

a não-leitura –leitura das trevas verdes
em que boca sobrenada sobre nada
grita o silêncio do grito o grito do silêncio.

António Ramos Rosa in O Incêndio dos Aspectos, Na Regra do Jogo, 1980



Se queres defender os teus direitos: VOTA! Seja em quem for, desde que te pareça o mais indicado para administrar a tua autarquia –MAS VOTA! A abstenção só beneficia o que tu não queres.


quinta-feira, 19 de setembro de 2013

quarta-feira, 18 de setembro de 2013

terça-feira, 17 de setembro de 2013

Jerusalém

"Às portas de Jerusalém", 1967, obra de Mordechai Ardon

Mais:

O maior escritor do nosso Séc. XX -José Régio- faria, hoje 112 anos

O que tu não sabes está à tua espera e se não o procurares és um cão vadio



“Ele sabe a verdade, disse Balak, ele sabe a verdade; mas que posso eu fazer se ele fugiu com ela? Balak estava ainda longe da verdade. Apesar disso, a procura consolara-o, tal qual diz o poeta-teólogo:

Bendita sejas procura que me consolaste
Quando o mar de sofrimento tocou a minha alma…"


S. J. Agnon in Ontem e Ante-ontem, na tradução francesa do hebraico com o título Le Chien Balak, Allbin Michel, Paris, 1971

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

sábado, 14 de setembro de 2013

Há mais mundos e recusá-los é empobrecer

Os caminhos que pisamos ou a indecente verdade

in Público de hoje

Esta é a situação para que chutou um governo-carrasco 8 milhões e mais 600 mil pessoas (números discutíveis, onde se afogam 2 milhões de velhos e outro tanto de crianças e adolescentes… mai-los imigrantes e os que constam da lista e já emigraram há muito tempo e continuam a emigrar, à média  de dezenas de milhares por mês).

O mar

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

Aquilino Ribeiro (Sernancelhe, Carregal, 13 de Setembro de 1885-Lisboa, 27 de Maio de 1963) faria hoje 128 anos

"Aqulino", por Artur Bual



“Tinha o seu passaporte de emigrante, foi a Lisboa revalidá-lo. Voltou à aldeia triste, em que agora, com a invasão da floresta, se ouviam todas as noites uivar os lobos, esperar que lhe chegasse a vez no barco negreiro. Não tardou que chegasse o aviso. Despediu-se, rosto iluminado por um clarão, que irradiava uma aurora.

-Aperta-me bem ao teu coração, meu filho, que não o tornas a ouvir bater! –gemeu o velho.

-Qual, em menos de seis meses estou de volta.

-Não te vejo mais! –e carpia-se e quase o estorcegava nos braços. Como era mais alto, regava-o ao mesmo tempo com lágrimas.

Embarcou na camioneta de carreira, com a malinha de fibra como viera, estranho, corajoso, possuído duma serenidade fora do seu lugar e do tempo.

-Desgraçado de quem é português! –exclamou o Jaime.

-Mil diabos te levem! –redarguiu o avô.- A vida fazemo-la nós! Quem diz vida diz nação. À morte os vendilhões!”

Aquilino Ribeiro in Quando os lobos uiva ***, Livraria Bertrand, Lisboa, 1958


***quando Mestre Aquilino faleceu, ainda pendia sobre ele um processo-crime: ter escrito e publicado esse romance

Se olhares em volta compreendes o que perdes num tempo de mero espectáculo em que se queima o coração da terra

quinta-feira, 12 de setembro de 2013

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Cortes nos aposentados e excepções hunanistas


Dos jornais:

“…o governo associa o valor da pensão à idade e excepciona os aposentados mais velhos com pensões até aos 1200 euros desde que tenham pelo menos 90 anos.

Livre, também, de corte:


Funcionário público aposentado, a caminho do cemitério

Outono havias de vir

"Anjo", de Fra Angelico, séc.XIV


Nova, nova, nova, nova!

Não era a minha alma que eu queria ter.
Esta alma já feita, com seu toque de sofrimento
e de resignação, sem pureza nem afoiteza.
Queria ter uma alma nova.
Decidida, capaz de tudo ousar.
Nunca esta que tanto conheço, compassiva, torturada, de trazer por casa.
A alma que eu queria e devia ter...
Era uma alma asselvajada, impoluta, nova, nova,
nova, nova!


Irene Lisboa [assina ainda João Falco] in Outono havias de vir, Seara Nova, 1937



domingo, 8 de setembro de 2013

Um pintor singular

"Aldeia palestina", quadro de Nahum Gutman

Quem foi?:

A frase do dia: o pintor e a obra

"Janela", 1915, Marc Chagal

“Pega no teu pincel e não poupes sacrifícios, porque tu não és essencial –essencial é a tua obra. E ela é essencial não por ser tua mas, sim, por ser uma obra.”

S. J. Agnon in Ontem e antes de ontem, traduzido do hebraico para o francês com o título Le chien Balak, por R. Leblanc e A. Zaoui, Albin Michel, Paris, 1971


Quem foi?:

http://en.wikipedia.org/wiki/Shmuel_Yosef_Agnon

Sempre o sinal de que o dia vale a pena

sábado, 7 de setembro de 2013

Chega ao Natal? Não, esse é do peru –vai embora mais cedo...

Coelho: pronto p'r'a esfola

Pensarás o que pensares; a meu ver, a intervenção ocidental na Síria seria um imenso disparate e não traria bem a ninguém: iria criar um caos incontrolável no Médio-Oriente

in Público de hoje

A frase do dia de hoje, aqui



A nossa memória não se dilui. O ser humano recorda-se daquilo que quer recordar.”

Aharon Applefeld in Les eaux tumultueuses [As águas Tumultuosas”], traduzido do hebraico por Valérie Zenatti, Éditions De L’Olivier, Paris, 2013



 Aharon Appelfeld

Bom dia!: parece que sim, que chega...

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

domingo, 1 de setembro de 2013

Uma obra-prima

"Debaixo do Vulcão", de Malcolm Lowry (Relígio d'Água)


Malcolm Lowry (Clarence Malcolm Lowry, 1909-1957), um dos grandes escritores do séc. XX: lê-o, antes que se vá o ano, e agradece à milagrosa Relógio DÁgua