sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

Admirar faz bem e cresci a admirar este SENHOR: o grande desportista moçambicano MÁRIO COLUNA


MÁRIO COLUNA


Morreu um grande homem do desporto. Um chefe. Vi-o jogar muitas vezes e encantar-me, não só na sua arte mas também na generosidade, no respeito pelo adversário que não existia, era um camarada que lutava pelo mesmo, do outro lado. Mário Coluna era um aristocrata. Sem brasão no dedinho mindinho da mão esquerda: com o brasão nos olhos. Com ele, vai a minha juventude. Com ele fica o SLB, meu clube, minha paixão… Fui um daqueles do 3º anel, com o garrafão de 5 litros e a malta à volta: a gente nossa!

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

Até um dia!

Voo sem fronteiras, destino desconhecido...

Caros amigos: por razões pessoais e por obrigações incontornáveis, vejo-me obrigado a suspender o blogue, por tempo ilimitado.

O futuro a Deus pertence.


Bem hajam por toda a vossa atenção e generosidade e… até um dia!

Ainda Tchekhov e agora Isaac Levitan

"Medas de feno ao Luar", 1899, Isaac Levitan (1860-1900)

Anton Tchekhov amava os impressionistas russos, a seu ver tão importantes como os franceses, se não mais. Deles, privilegiava o grande -e de vida tão breve!- Isaac Levitan, do qual era amigo íntimo. Penso que só admirando-os, na Gallerya Tetryakov, em Moscovo, ou no Ermitage, em São Petersburgo, se pode concluir (se é que essas coisas têm conclusão ou sequer exista bitola que permita julgá-los). Mas adiante.

É um testemunho de Olga Knipper (futura senhora Olga Knipper-Tchekhov), transcrito no livrinho Tchekov, tradução de Emília Rodrigues, Editora Arcádia, 1963, que me parece valer a pena ler:

“Foi num desses dias primaveris que fomos juntos à exposição do seu amigo, Levitan, e aí fomos testemunhas da incompreensão do público, que troçava do seu belo quadro Medas de Feno ao Luar. Tudo aquilo parecia novo e desconcertante.

Tchekhov, Levitan, Tchaikovsky: estes três nomes estão ligados. Foram, com efeito, os cantores do maravilhoso lirismo russo, os intérpretes de uma época inteira da vida russa.

(…) Não posso lembrar-me sem comoção da minha primeira e última visita ao ateliê de Levitan (morreu pouco depois), não posso esquecer-me dessas horas tranquilas e deliciosas, quando ele nos mostrava os seus quadros, a Maria [irmã de Tchekov] e a mim. Muito nervoso (era doente do coração), lívido, com os seus belos olhos ardentes, Levitan falou-nos dos tormentos por que passara durante seis anos a fio, antes de ter conseguido reproduzir o luar do centro da Rússia, a sua serenidade, a sua transparência, a sua leveza, o longe das colinas, com um par de bétulas aqui e além…” 

Isaac Levitan



Olga Knipper-Tchekova


Tchekhov e Olga

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

Memória para quem a tenha curta...

A nova escravatura segundo Tchekhov

Anton Tchekhov

Tchekhov e Tolstoi na casa deste, em Yasnaia Poliana

Tchekhov na sua casa de Kutchuk-Kói

Tchekhov e Maxim Gorki


Estas linhas tiradas de uma narrativa, quase uma long-short story, com 118 anos em cima, adaptam-se, completa e perfeitamente, à tragédia dos nossos dias. No entanto, uma ressalva: hoje -e aqui especialmente- não assistimos ao “desenvolvimento progressivo das ideias humanitárias”; assistimos ao contrário: à destruição do humanismo. Muito demora o homem a impor aquilo que lhe é devido e muito muitas as dificuldades “que tem um reino velho [Portugal] para emendar-se (Ribeiro Sanches)!…

Verifica-se, paralelamente ao desenvolvimento progressivo das ideias humanitárias, um desenvolvimento crescente de ideias de outra ordem. A servidão já não existe; em contrapartida o capitalismo desenvolve-se. E, em plena expansão das ideias emancipadoras (…), a maioria alimenta, veste e defende a minoria, continuando ela, maioria, esfomeada, sem roupa e sem defesas. Esta ordem de coisas acomoda-se muito bem a qualquer tendência ou corrente porque a arte da escravização desenvolve-se ao mesmo tempo. Já não chicoteamos os nossos criados mas escondemos a servidão de maneira refinada e sabemos encontrar, para ela, caso a caso, uma justificação.”


Anton Tchekhov in A minha vida, narrativa escrita e publicada em 1896  

domingo, 16 de fevereiro de 2014

André Lhôte: um artista que provavelmente não conheces

"Homenagem a George de la Tour"


Notícia:

http://en.wikipedia.org/wiki/Andr%C3%A9_Lhote

Outro Grande entre nós desconhecido




Isaac Bashevis Singer (1902-1991) em três fotografias

Da entrevista, conduzida por Richard Burning (Conversations with Isaac Bashevis Singer, Doubleday and Company, Inc., New York,, 1978), escolhi a seguinte passagem que me parece extremamente interessante e actualíssima, que revela a sua admirável liberdade de espírito:

“Burhing- Comentando o estado da literatura de hoje, falou de “grandes” e “pequenos” e definiu os “grandes” como minoria dotada de uma certa sensibilidade. Poderia explicar por que razão, a seu ver, tanta gente que tem um pequeno talento controla, em geral, o mercado literário?

Singer- Porque são esses e os seus leitores que constituem a maioria.

Burning- E como é que acontece?

Singer- Nasceram assim. O talento é inato. Não creio que o possam fabricar, que a sociedade ou as circunstâncias o façam aparecer. Os genes não produzem muitos grandes talentos, há poucos em cada geração. É quase um acidente da natureza. Só na cidade de Nova-Iorque existem cerca de duzentos editores que têm de publicar, todos os anos, um certo número de livros para que o seu negócio não vá à falência. Como encontrar bons autores suficientes? O número de leitores aumentou porque há mais gente que sabe ler. Ora podemos aprender a ler mas não a escrever.

(…)

Burning- Por que é necessário, a maior parte das vezes, tanto tempo para que os verdadeiros escritores sejam reconhecidos?

Singer- Porque, se tanta gente que não é absolutamente nada dotado passa por o ser, nem o leitor nem mesmo o crítico sabem o que é o verdadeiro talento. Além disso, as pessoas mentem. O tempo dos ídolos não acabou Declara-se um deus um pedaço de argila e impõe-se aos outros, através das mais variadas astúcias. No próprio século XIX, os verdadeiros talentos eram perseguidos e os falsos colocados nas nuvens. Perseguiram Byron, Wilde, e tantos outros. Um génio como Edgar Allan Poe morreu na miséria.”


p.s. pela biografia que poderás ler abaixo, Isaac Bashevis Singer -Prémio Nobel em 1978- não tinha de que se queixar nem ninguém que que invejasse…  


Nota:

http://en.wikipedia.org/wiki/Isaac_Bashevis_Singer

Bom Domingo!

sábado, 15 de fevereiro de 2014

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Da liberdade do espírito

Galileu e a polícia eclesiástica

Jean Grenier*** escreveu o ensaio de que citamos uma passagem ainda hoje actualíssima.

Nesses anos -e 1938 é a luz vermelha que se acende e alerta para a grande catástrofe e o monstruoso holocausto-, “espírito de ortodoxia” transformara-se em “culto do dogmatismo”: o fascismo, o nazismo, o comunismo estalinista, o catolicismo trentista (firme na linha do dogmático Concílio de Trento).

Hoje, à ortodoxia substitui-se o fanatismo; mas a ela também se substituiu a indiferença moral. 

O que se passa, hoje, aqui -e alastra pela Europa- ilustra-o.

Infelizmente essa amoralidade arrastou consigo a indiferença, o egoísmo, a injustiça social.

Não pensar é um crime: de facto quem não pensa não existe. No entanto, ninguém pensa sem o desenvolvimento da Cultura -de uma Cultura livre, de uma Investigação livre; de um pensamento livre. Tudo isso em movimento permanente e… livre.    

“Nada é mais natural e legitimo do que ser católico ou revolucionário; nada é mais contestável do que querer submeter todo o saber humano à justificação da sua fé. Aliás, nada é mais perigoso: a causa da ruína de uma crença não assenta nos seus agregados científicos e temporais? Por exemplo: poucas coisas fizeram tanto mal à Igreja do que a condenação de Galileu.”

in Essai sur l’esprit d’ortodoxie, Gallimard, 1938

***http://en.wikipedia.org/wiki/Jean_Grenier   

Um governo para a vida... em plena campanha de aldrabica eleitoral


in Público de hoje 

Bom dia apesar dos dias agrestes...

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

A história prometida...

Óleo de Reuven Rubin (1893-1974)


O CAVALO BRANCO

Pareceu-lhe ouvir bater à porta.

-Quem é?

Insistiam.

Foi abrir e apareceu uma mulher que o fitou com olhos cansados.

-Entre, não se sente bem?

-Tenho frio.

-Entre, entre, chegue-se à lareira.

Quase a puxou para dentro.

-Precisa de alguma coisa?

Ela respondeu:

-De nada.

-Que importa? Entre!

E ficou a olhá-la. Vestia uma gabardina usada, tinha o cabelo desalinhado, umas botas gastas e a expressão de susto ou de ansiedade.

-Venha! -e quase a puxou para dentro, agarrou-lhe as mãos geladas.

Ela resistiu, a tremer, presa a ele.

-Está sozinho?

-Estou.

-Então, entro.

Chegou-se à lareira, sentou-se no sofá que ficara livre e guardava, ainda, o calor do homem.

-Quer tomar qualquer coisa? Uma aguardente, um whisky? Lá fora chove.

-Um temporal.

-Está toda molhada, tire a gabardina, aqui não é precisa.

Ela sorriu, um sorriso amargo.

-Deixe lá, seca.

Encolheu os ombros, alheia. Era um bicho enrolado em si próprio.

-Perdeu alguma coisa?

-Tudo.

Foi buscar a garrafa e serviu-a.

-Não diga isso, é uma mulher bonita.

E calou-se, à espera que ela se explicasse.

A rapariga -era quase uma rapariga- fixava a lareira, impassível. O sorriso apagara-se.

-O que é que me quer?

-A senhora é que bateu à porta.

Depois, emendou:

-Quero que se recupere. Beba.

Ela esvaziou o copo de um golo e perguntou:

-E agora?

Serviu-lhe mais.

-Beba.

-Por que quer que eu beba?

-Que há-de fazer?

Ela levantou para ele os olhos tristes:

-Aquecer-me.

Sentou-se no sofá em frente ao dela.

-Como chegou até cá?

-A cavalo. No meu cavalo branco.

Ele sorriu, incrédulo:

-E onde o deixou?

-Anda por aí.

-Quer que o procure e o guarde no estábulo?

-Não pode, nunca o encontraria.

-Fugiu?

A mulher abanou a cabeça:

-Não pode. Anda dentro de mim. Como é que o agarrava?

Concordou.

-Sim, é impossível.

Foi espreitar à janela.

-Começou a nevar.

E virou-se de repente:

-Quer dormir aqui? Há um quarto livre.

Não sabia por que suportava aquela conversa mas sentia que a compreendia, que estava perto dela. Acendera-lhe qualquer coisa dentro. E ela retribuiu-lhe a ironia:

-Só um quarto? Mas não há mais ninguém, não vejo mais ninguém.

Ele respondeu, abruptamente:

-Que tem com isso?

O rosto dela envelheceu.

-Nada -e desviou os olhos.

Esfregou os braços, ajeitou a gabardina, e murmurou:

-A sua hospitalidade… a lareira… a noite cerrada… Bem haja!

Ele esboçou um gesto e ficou a meio. Mas queria salvá-la, sossegá-la:

-Que importa o cavalo?

Dessa vez, a mulher endureceu, fria, distante, talvez nunca mais lhe perdoasse. 

Agitou-se, bateu no peito, desesperada.

-Se ainda aqui estivesse!

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

Amanhã é outro dia e vai ter uma história inédita


Um poeta israelita que acontece ser um dos maiores poetas contemporâneos e que o Prémio Nobel vai esquecendo...

Nathan Zach

O pintor retrata

O pintor retrata, o escritor narra, o escultor modela,
mas o poeta não canta,
ele é um monte ao lado da estrada,
ou uma árvore, ou um cheiro,
qualquer coisa que foge
ou já não foge mais, aquilo que foi
e não voltará, como as estações,
o quente, o frio, o gelo e o riso
no coração, quando o coração ama,
ou mesmo água, qualquer coisa de vasto, de incompreendido
como o vento, o barco, a poesia,
qualquer coisa que dê

origem a qualquer coisa.

in Desfavorável ao adeus 

A palavra de Passos Coelho não é para levar a sério...

in Público de hoje

Lembrar um grande amor cuja tragédia resultou da sua autenticidade e força -paixão até à morte!

domingo, 9 de fevereiro de 2014

Viver como deve ser ou os alçapões da sociedade...

Retrato de Denis Diderot, por Louis_Michel Van Loo, 1767

O dia invernal, a chuva, o frio, tudo empurra para a lareira e para o gozo de ler e reler os clássicos… A lenha a crepitar, a manta escocesa a aquecer os joelhos, o vento que assobia lá fora, eis a delícia de um livrinho sobre o irreverente, independente, inclassificável Denis Diderot (Diderot par lui-même, Écrivains de Toujours, Éditions du Seuil, 1953). Nele encontrei este brevíssimo auto-perfil ou lamentação:

“Não sei se isto é verdade, mas certo é que -daqui a pouco já lá vão cinquenta anos- sou estrangeiro ao que faço; que vivo uma vida de imitação que não é a minha; que me submeto ao ritmo dos outros e sou como um cão que aprendesse a andar sobre duas patas… O que eu mostro não vale nunca o que se passa dentro de mim.”

No fim e ao cabo, trata-se de nos enfileirarmos ou abraçarmos a nossa singularidade. Reconheces-te no protesto de Diderot? Então, arrisca-te a seres tu e a recusar o convencionado. 

Um pouco mais sobre o grande génio

Feodor Dostoievski: o olhar de uma águia

E seguindo o ensaio magistral de Thomas Mann, cito este comentário de Merejkowski, contemporâneo e crítico de Dostoievski:


“Por vezes, quando o lemos, sentimos um calafrio ao embatermos com a argúcia que devassa a consciência dos outros. Nele, encontramos os pensamentos que guardamos, secretos, no nosso coração, aqueles que não só confessaríamos a um amigo mas também escondemos de nós próprios.”

  Dostoievski no esquife: conquistado o sossego?

Nota:

http://en.wikipedia.org/wiki/Dmitry_Merezhkovsky

O caso Dostoievski

Feodor Dostoievski

Ao reler Thomas Mann, topei, no livro Noblesse de L’Esprit (antologia de ensaios, publicado pelas Éditions Albin Michel, Paris, 1969, e comprado, precisamente, em Paris, 1978), este retrato/síntese que deixo à vossa consideração:


“a face de um santo marcada pelo crime”.


caricatura de David Levine***


***http://en.wikipedia.org/wiki/David_Levine

Juan Miró em Portugal... até quando?

"Nocturno", de Juan Miró

A questão não é se Juan Miró -um dos grande pintores do século XX- pode interessar à maioria dos portugueses; a questão é que o governo deve contribuir para que a maioria dos portugueses se interesse pela Arte: desenvolva e enriqueça a sua Cultura. Só um inculto, ou traficante sem escrúpulos nem cultura, ou um escriba interessado em dar nas vistas, é que não percebe isto.

Bom dia com Georges Braque

sábado, 8 de fevereiro de 2014

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Um governo analfabeto a fazer dinheiro (para ele) com o futuro do país

Winston Churchill


Tomo a liberdade de transcrever esta passagem de um mail, acerca do vergonhoso “caso Miró”, que me enviou o meu querido amigo José Luís Porfírio, e aponta para a gravidade do crime governamental (e não só!) a adensar-se no horizonte esburacado do futuro do nosso país:

Quando os ministros de Churchill, durante a guerra, lhe pediram para reduzir os gastos na cultura, ele recusou terminantemente declarando:


"Se o fizermos, então para que raio estamos nós a combater?"

Vermelho no horizonte

El Roto in El País de hoje

"O mar expressava-se com angustiada veemência mas os homens não o entendiam." 

Bom dia com musica veneziana do século XVI

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

O momento que vivemos...ou o poder confessa-se...

Erlich in El País de hoje


"-Que mal é que eu fiz?

"-Você, nada. Nós encarregamo-nos disso.

O amor e a beleza

As formas inefáveis: escultura de Pablo Atchugarry 

“Na verdade, o amor faz o trabalho dos matemáticos que mostram, às crianças de pouco talento, as imagens tangíveis das formas puras. Assim o deus, para tornar visível o abstracto, recorre de boa vontade à forma e à cor da juventude humana para a transformar num elemento de recordação envolvida com todo o esplendor da beleza e, ao ver, ardemos em dor e esperança. (…) a beleza, e só essa, é amável e visível ao mesmo tempo; ela é -nota bem- a única forma imaterial de que nos podemos aperceber através dos sentidos e que os nossos sentidos podem suportar”  

Thomas Mann in A morte em Veneza, traduzido da edição italiana, Einaudi, 1973

terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

domingo, 2 de fevereiro de 2014

Uma coisa evidente!

in Público de hoje

O estado da Cultura em Portugal


A Cultura é o alicerce de um país que queira sair da pobreza e conquistar um futuro onde a justiça social impere


É aqui que tudo começa: na iniciação de um povo na Cultura. Assim não pensa, muito pelo contrário, o actual governo que teme, e afasta de si a Cultura, e a sufoca. Exemplo concludente? O que estás a ver é o Teatro Municipal da Guarda -oásis precioso do Interior abandonado- que o actual presidente (PSD) da CMG, apenas empossado, colocou em quarentena…começando por demitir, pelo telefone, o director, Américo Rodrigues (politicamente independente) aos seus olhos culpado de… divulgar a Cultura… 


Le Nouvel Observateur: “A crise de 2008 fica para trás de nós, mas o mundo ainda não se recompôs completamente. Os países ricos estão condenados a um fraco crescimento?

Resposta de X: Antes de mais, seria necessário acordarmos sobre o significado da palavra “rico”. Julgamos a riqueza de um país pelo dinheiro de que dispões ou pela dimensão do seu saber? Deveríamos começar a medir o crescimento pelo potencial do progresso científico. Se queremos saber o que vai crescer, é necessário avaliar a semente e não a flor… E, hoje, a semente, está nos laboratórios de investigação. É tempo de começar a analisar uma nova idade da mundialização tecnológica com olhos inovadores. (…) A moeda mundial será o conhecimento.”


*****

Estas palavras são de um Presidente da República cujo nome revelarei amanhã -a fim de evitar, por agora tristes reacções racistas e permitir que medites, em paz, nessas palavras…que defendem, no fim e ao cabo, a imensa importância da Cultura. Investigação é Cultura e, em países cientificamente, muito mais avançados do que nós, a Cultura é rainha, por exemplo: nas Universidades da área científica, estuda-se Grego e Latim -em suma, não se atiram para o lixo as Humanidades. Assim se cria o chamado e fundamental background…     

sábado, 1 de fevereiro de 2014

Quem são os Metronomy



Metronomy em Londres


Lê:

http://en.wikipedia.org/wiki/Metronomy

Metronomy :música electrónica

Homenagem a um grande artista: Ângelo de Sousa


Notícia:

http://expresso.sapo.pt/angelo-de-sousa-foi-do-porto-quer-se-do-mundo=f853312