quinta-feira, 31 de julho de 2014

Que venha o riso amarelo, se é que alivia alguém...

in Público de hoje

A vida: agarra-a enquanto a tens!

Katherine Mansfield

“E se um homem deseja considerar a vida, no circuito completo que ela descreve, ver a sua imensa, extraordinária riqueza bela e úbere, depressa compreenderá por que razão nascemos.”

Katherine Mansfield in Journal, edição integral e definitiva, apresentada por John Middleton Murry, Editions Stock e Les Libraires Associés, 1956  

domingo, 20 de julho de 2014

sábado, 19 de julho de 2014

Um generoso percursor do impressionismo


"Regata em Argenteuil", 1883, óleo de Gustave Caillebotte


Notícias:

http://next.liberation.fr/arts/2014/07/16/dans-la-villegiature-du-peintre-caillebotte_1064758

http://pt.wikipedia.org/wiki/Gustave_Caillebotte

Uma pintora da Jamaica


Obra de Doloris Anglin

sexta-feira, 18 de julho de 2014

No limite


"DÁ-ME QUALQUER COISA"

Erlich in El País de hoje

Aves


Trabalho do brasileiro Antunys -com a sua graça e a sua blelza

Notícia:

http://antunysartistaplastico.blogspot.pt/

quinta-feira, 17 de julho de 2014

Homem a abater

António Costa

É escandaloso –para não dizer repugnante- a campanha anti-António Costa que a comunicação social e os seus opiniadores têm desenvolvido contra António Costa, candidato a secretário-geral do PS.

Os jornais e as televisões.

É preciso ser cego ou não ler os nossos jornais ou não seguir as nossas TVs, para não ver.


Jornais e TVs não conseguem esconder o seguinte: que marcham à ordem do poder, que trotam conforme o poder exige –porque o poder manda, porque o capital comanda.

Porque estão comprometidos com ambos.

Creio que já ninguém duvida: António Costa assusta-os.

António Costa estabeleceu o pânico no centro-direita e na direita, no capital, instalados no poder e no controlo da comunicação social.

Falta que o acusem de perigosíssimo anarquista, comunista, trotesquista, e por aí adiante até sei lá onde!

O medo dessa gente é suor cuja presença e o fedor se denuncia a centenas de quilómetros de distância.

Eis a democracia portuguesa.


Que vergonha e que descaramento; e que tristeza!

Costa abriu um debate no seio do PS –isso é absurdo!, gritam.

Todos devemos seguir o exemplo dos carneiro: não debater, não pensar...

Na guerra (na matança...) de 1914-1918


"Sepultura portuguesa na terra de ninguém", água forte, 1918, de Adriano de Sousa Lopes


Notícia:

http://pt.wikipedia.org/wiki/Adriano_de_Sousa_Lopes

Ricos em Portugal: o futuro abre-se para eles...

in Público de hoje

Haiti


"Furacão", s.d., obra de Guerdy J. Préval (1950-)


Notícia:

http://pt.wikipedia.org/wiki/Guerdy_J._Pr%C3%A9val

quarta-feira, 16 de julho de 2014

Tudo passa mas nada se apaga... Maria Schell (1925-2005)














Esta actriz admirável de uma beleza especial, doce, romântica, espontaneamente dramática, subtil, inteligente, vibrante encantou o adolescente que iniciava a carreira de romântico incurável –“o último romântico”-, tal qual o definiria, muitos anos depois, Nathan Zach, em Tel Aviv, quando da apresentação da long short story, traduzida para hebraico, A Mulher Nua.

Maria Schell arrebatou, muitas vezes, o adolescente de treze, catorze anos, de coração apertado, apaixonado, sentado na plateia do velho e desaparecido Cineteatro da Guarda.

Fez de mim um chafariz de lágrimas e trouxe-me o sonho; consolidou, definitivamente, o sonho que há muito fervia em mim.

“Tudo passa, mas, na memória nada se apaga.”, gostava de dizer minha Mãe.

E é verdade, nada se esquece.

Nada daquilo que ajudou a formar a alma de cada um. 

Nota:

http://en.wikipedia.org/wiki/Maria_Schell

Vindo do Equador...

Óleo de Enrique Tábara


Notícia:

http://pt.wikipedia.org/wiki/Enrique_T%C3%A1bara

Dizer adeus... sim, custa

A "juventude" de Passos & Cia

in Público de hoje

terça-feira, 15 de julho de 2014

Boa noite

Óleo, 1998, Aldo Zari

E viva o mercado: não há pai para ele!

in Público de hoje

Um pintor da Bolívia


Quadro do pintor boliviano Mamani Mamani

Notícia:

http://en.wikipedia.org/wiki/Roberto_Mamani_Mamani

segunda-feira, 14 de julho de 2014

Um pintor argentino


"O regresso de Rocha", óleo de Víctor Cúnsolo


Notícia:

http://es.wikipedia.org/wiki/V%C3%ADctor_C%C3%BAnsolo

domingo, 13 de julho de 2014

Um pintor do Chile


"Uma casa no campo", s.d., Israel Roa


Notícia:

http://es.wikipedia.org/wiki/Israel_Roa

sábado, 12 de julho de 2014

Se a vida não fosse o desastre que é...

"Jardim dos prazeres terrestres, pormenor", de Hieronymos Bosch


(Senti vontade de colocar, aqui, este post de há cerca de quatro anos...)

Escrevo estas linhas a ver a fotografia de Tony Blair e o seu cansaço. Pobre homem, que os outros homens mordem! Velho, antes do tempo; dizem-me que bem instalado. Que instalação é a dele? 

Thomas Hardy, Mestre, numa das obras-primas, escreveu mais do que uma, salva-o: ‘Essa gente não sabe o que perdeu.’

Mas (na fotografia) parece que alguns sabem: sofrem com o perdido.

Quem sabe das alminhas de cada um? Até das que pecam? Seguem caminhos especiais: os deles. E Deus que os guarde –que os entenda. O José Pires Sanches, homem do Rochoso e poeta contra vontade, dizia, há pouco e com pressa para ir almoçar: “Há gente que não pode lavar a cara porque o sabão não aguenta a porcaria”.

E volto a Burano: agora, sei: era a pureza que ia lá buscar. A transparência, o infinito da laguna, o retrato da bela mulher, assinado Moggioli, que sorte teve ele em conhecê-la!

Era o peixe fresco, no Da Romano.

Era a companhia do pintor mais pobre e mais puro de Veneza: Aldo Zari.

Ah!, meu Deus, se a o dia a dia não fosse esta porcaria; se os ladrões fossem presos; se aos pobres de espírito fosse dita a verdade e satisfeita a sede; se alguém, se Deus!, pegasse na Lorenza e em Andrea e os reunisse...

se o pecado original fosse anulado no Supremo Tribunal das Estrelas Livres,

se ao nosso cão Zac fosse permitido voltar à vida,

se a Camões fosse restituído o olho,

se a Sá-Carneiro lhe dessem Paris,

se a lareira fosse eleita Bem Universal,

se ao vivo (às galinhas, aos coelhos, à bicharada) se desse de comer,

se o homem não fosse humilhado...

se Dostoievski fosse votado santo,

se o deixassem falar com Camilo,

se o génio de João Navarro Hogan o levasse, morto como está, e esticadinho, com o exemplar do Patinhas, que sempre trazia no bolso, bem guardado, quando aparecia, aí pelas cinco da tarde (quase as do Lorca), na Brasileira, se o levasse Deus (se calhar já levou) para o pé do Principezinho de Saint-Exupéry, que trazia a Lua debaixo do braço, ou de Turner, ou de Van Gogh...

se a Beleza fosse consagrada,

se Benedetto Marcello tocasse, outra vez, o Anónimo Veneziano,

se a mulher de Bach o arrancasse à morte,

se Gauguin desinfectasse o ambiente que lhe impingiu a sífilis,

se Alexandre Dumas nos mandasse de volta os mosqueteiros,

se Santa Comba e Boliqueime tivessem sido expurgadas e o bicho da mediocridade fosse impedido de se representar a morder a franja do sonho, todos os dias que se baba,

se houvesse um Anjo Bom, com asas brancas e um retrato de gente no coração,

uma Anja, uma Mãe, uma daquelas quatro do Michelangelo, até a última, a Pietà de Milão,

capazes de nos enxugarem o suor,

se houvesse um sacristão, velhinho, com a roupa a cheirar à arca,

se houvesse uma tia Doroteia de Júlio Dinis,

ou uma Beatriz, que me compunha a cama, na Guarda, há 60 anos!,

se houvesse a Laura de Petrarca,

ou os nunca-amantes fossem capazes de amar como Florbela Espanca,

se nos deixassem ter a nossa terra,

Portugal,

e respeitá-la,

se não nos ensinassem a ser uns bandalhos,

se a nossa porta estivesse sempre aberta,

entre quem é!,

se um bucho de ossos fosse um bucho de ossos,

se o vinho do Redondo continuasse nos 14º graus,

se as mulheres do Minho ainda fossem clarinhas,

se em Montalegre a malta nunca deixasse de ser mais forte que os All Blacks da Nova Zelândia,

se ainda se vendessem jornais,

se ainda se fizessem descontos para amigos...

ou se oferecessem a bica...

se não tivessem as virgens medo -e só desejo- de serem desvirgadas,

se, no coração do dia, as coisas fossem tão simples como a flor,

se Bom Dia ainda fosse Bom Dia,

se avida não fosse a merda que aceitamos!,

isto que recomeça agora, hoje, aqui -a vida!- seria outra coisa!

Memória de um belíssimo filme de Chaplin...

sexta-feira, 11 de julho de 2014

As amigas


"Meninas à janela", s.d., Mily Possoz

Notícia:

http://pt.wikipedia.org/wiki/Mily_Possoz

Retrato da artista

quarta-feira, 9 de julho de 2014

Passam, hoje, 14 anos, sobre morte de António Lopes Cardoso, "a cara lavada do 25 de Abril" na opinião -certa- de Artur Portela

António Lopes Cardoso (1933-2000)

Estas palavra de Camus assentam como luva em António Lopes Cardoso: coragem, sinceridade e sacrifício pelo bem dos outros -pela viva viva: 

“Há um tempo para viver e um tempo para testemunharmos que vivemos. É suficiente, para mim, viver com todo o meu corpo e testemunhar com todo o meu coração.”

Albert Camus in Noces à Tipasa

A estrada


Par Ímpar, 1916, óleo de Amadeo de Souza Cardoso (1887-1916)

Destino

Irmão navegante,
a sereia que procuras –teu destino,
um dia,
saída em choro do teu sangue,
podes tê-la
música na onda em que ressurja o brilho do luar
e onde na água do escuro haja uma estrela!


Poemas de Edmundo de Bettencourt, Assírio & Alvim, 1999, com Introdução de Herberto Helder, datada de 1963 (já publicada pela Portugália Editora, nesse ano), e acrescentada com três magníficas páginas a completá-la   



Edmundo de Bettencourt 

terça-feira, 1 de julho de 2014

Oxigénio precisa-se!




Vou sair deste país!

Férias?

Até Setembro?

Nunca se sabe.

Deixo-vos o meu amor e a esperança: corram com esta canalha que já fez tanto mal!

Sabem qual é, não sabem?

De Belém a São Bento… o roubo organizado.

Vou respirar ar e alegria!

Até Setembro?

Quem sabe?

Isto é quase o Tarrafal!!!

Ninguém respira e todos se detestam.

Bem dizia Aquilino: “mordem-se como cães!”

Obviamente, mordem mal: urgente é correr com um bando de ladrões que nos chupa o dinheiro; quem faz isso?: o governo!

A riqueza conquistada e a riqueza roubada

"A casa", obra de Jozef Petrovsek (1861-1888), pintor esloveno

“Quem é rico? Aquele que é feliz com a sua parte, tal qual está escrito: “Quando te alimentas com o trabalho das tuas  mãos é uma alegria e um bem para ti” (Provérbios, 128:2)

in Pirqué Avot, Tratado dos Pais, Verdier, Paris, 1990



Banqueiro...
  

A simplicidade e a humanidade


"O quiosque de Neva Sha'anan", 1930, óleo de Nahum Gutman (!898-1930)


Notícia:

http://pt.wikipedia.org/wiki/Nahum_Gutman

http://en.wikipedia.org/wiki/Nachum_Gutman

Uma voz inesquecível de Israel