quarta-feira, 27 de junho de 2012

Vai fazer 70 anos (16/17 Julho de 1942), em Paris, aconteceu a vergonhosa e trágica "Rafle du Vel d'Hiv"

Imagem dos deportados que iriam morrer nos campos de extermínio nazis


http://fr.wikipedia.org/wiki/Rafle_du_V%C3%A9lodrome_d'Hiver

p.s. interrompo o meu silêncio porque crimes destes não podem ser esquecidos -e, precisamente, para que não se repitam, seja qual for  o argumento xenofóbico, racista, que se evoque: basta!

domingo, 24 de junho de 2012

A Itália elimina a Inglaterra e chega à semifinal do Euro 2012!

Resolvido a penaltis um jogo em que a Itália foi sempre superior e merecia ter  marcado mais de um golo

19h45m: todos com a squadra azzurra


Aproveita o domingo para não os ouvires...

Forges in El País de hoje


"-Pode saber-se o que estás aí a fazer?
"-É que estão a aparecer na televisão especialistas em economia...
"-Então, muda de canal...
"-Eles estão em todos, em todos...

O que os Irmão Muçulmanos ameaçam e os egípcios recusam

Em vésperas de saber os resultados das eleições para a presidência da república egípcia, a juventude teme pela sua liberdade 

Aqui vai:

Bom dia! A sinceridade e a beleza deste bocadinho denunciam a injustiça dos crimes a que estamos sujeitos

sábado, 23 de junho de 2012

E ele há tanta maneira de sufocar a gente...

"Houfleur", 1886, óleo de Georges Seurat (1859-1891)


"Sin la patria libre el mar no existe"

Juan Ramón Jiménez, 1936, já no desterro


Sobre o poeta:
http://es.wikipedia.org/wiki/Juan_Ram%C3%B3n_Jim%C3%A9nez

Uma poesia de Ana Akhmatova


"Ana Akmatova", 1914, óleo de Nathan Altman (1889-1970)


A noite

A noite no jardim
tinha dor inexplicável.
Um cheiro de maresia
vinha das ostras no gelo.
Ele disse. “Sou fiel!”
e tocou-me no vestido.
Tão diverso de um abraço
era o toque dessas mãos.
Como quem acaricia
um gato ou um passarinho,
sorria, com os olhos calmos,
sob o ouro das pestanas.
A voz triste dos violinos
cantava, em meio à névoa:
“Dá graças a Deus que enfim
estás a sós com o amado.”

(1913)


Nota: pedido emprestado ao blog "A moça do sonho"

Uma obra de arte

Obra da Serralharia Artística em Estremoz, Zona Industrial

Uma imprensa de má fé

David e Golias: vamos a ver como é que isto acaba

“Alemanha expulsa Grécia do Euro”


in Público de hoje

Este título é uma vergonha.

Desta vez, nem foi gramatical coisa a que a imprensa já nos habituou.

É uma vergonha pelo seguinte:
o país do Norte, que sabe trabalhar & etc, sobretudo que, depois de provocar uma guerra onde morrerem 50 milhões de pessoas e de gazearam outros milhões,

pôs no olho da rua do Europeu 2012 -em que o pontapé vale muito mais do que o raciocínio- um país pobre do pobre Sul (a que nós pertencemos), que, pelo visto não quer trabalhar.

Pobre país do Sul, onde os magnatas, mínima-minoria, os armadores, e a igreja ortodoxa, não pagam impostos nem declaram rendimentos!

Há imbecilidade neste título, mas há também, maldade.

É como se nos dissessem: para ganhares campeonatos, entra na linha: no ultra-liberalsimo que liberaliza o roubo. 

As tendências

Para onde nós tendemos

Para onde tende o governo

Bom dia!

"Composição", 19147, óleo de Eduardo Viana (1881-1967)

sexta-feira, 22 de junho de 2012

Grécia: um governo à beira do enfarte ao fim de dois dias...

Vasilis Rápanos [rapa-nos?...], o ministro das finanças grego do tal novo governo de direita, esquerda... provavelmente voltar..., um, dois dias...

"Hospitalizado o novo ministro das finanças grego"

in El País de hoje

Ora lê:

A Arte é um poço sem fundo

Vista do novo Museu da Acrópole, em Atenas


“A obra de arte tem de miraculoso transmitir-nos muito mais do que aquilo que o artista sonhara nela: proporciona, continuadamente, interpretações sempre diversas e enriquecedoras.”

André Gide in “Considérations sur la mythologie grecque”, in NRF de 12 de Setembro de 1919 

Laurent Grasso, artista mulmédio, presente em Paris, no Jeu de paume, até 23 de Setembro

"A profundidade da visão" 2009, instalação de Laurent Grasso


Ler:

Happy friday!


Ramón in El País de hoje

E chegou a sexta-feira!

Bom fim de semana para aqueles que o (mau) governo chutou para a emigração e para nós que ainda cá andamos, tolerados e espoliados…

"O desterrado", 1872, escultura de António Soares dos Reis (1847-1889)

quinta-feira, 21 de junho de 2012

Portugal: e lá vai mais um...

Vitória justíssima contra um "cheque" sem cobertura

Pegam fogo ao país e dizem que a culpa é nossa...

El Roto in El País de hoje


"-A culpa do incêndio é do bosque, dizem os pirómanos..." 

E chegou o Verão!

"Prazer de Verão", 1886, óleo de Andrés Zorn (1860-1920)

quarta-feira, 20 de junho de 2012

A Grécia não votou a continuidade da austeridade: votou a urgência da revisão das condições impostas pela Troika

Antonis Samarás (Nova Democracia) toma posse do cargo de primeiro ministro, num governo de coligação que junta à Nova Democracia (conservadores) dois partidos de esquerda

"Renegociação com a Troika das condições do resgate da Grécia"

in El País de hoje


Tal qual eu aqui escrevi: o eleitorado grego não votou na austeridade: optou por ficar na UE mas na condição de rever a negociação com a Troika.


Esta verdade evidente deve ser repetida, a fim de obstar à ambiguidade das interpretações tendenciosas, cultivadas pela maioria da nossa comunicação social.


Aliás, que a verdade seja distorcida, compreende-se: ela incomoda os poderes -políticos e financeiros- que nos sangram há mais de um ano. 
E nem toda a nossa comunicação social é independente; pelo contrário, depende, mais ou menos, desses poderes.  

Joana Vasconcelos e a critíca francesa

Joana Vasconcelos em Versailles


Instalação da artista no Palácio de Versailles

 Ler:

Os mistérios de Lisboa



E foi um artigo no El País, que me chamou a atenção para esse livro. É capaz de valer a pena.


Ler:
http://blogs.elpais.com/rua-lisboa/2012/06/cuando-lisboa-era-casablanca.html

Um grande poeta à mão de semear

Uma 1ª edição preciosa: como sempre acontece com os livros que nunca encontramos, na fabulosa Livraria Lumière: não o deixes fugir!

O modo de sair da crise, segundo os que comandam

Erlich in El País de hoje

"O sistema financeiro explicado às crianças"

O artigo do dia: o "Código da Escravatura", a UGT e o socialismo a fingir

O futuro dos nossos trabalhadores


Seis meses depois


Por Manuel António Pina

Seis meses depois de lhe ter dado o seu aval, aprovando despedimentos fáceis e baratos, menores indemnizações, subsídios de desemprego mais baixos e durante menos tempo, menor retribuição das horas de trabalho, menos dias de férias, menos feriados, limitação da acção sindical, etc., a UGT parece ter descoberto, agora que o Código dos Despedimentos (é um eufemismo continuar a chamar-lhe Código do Trabalho) foi promulgado, que tudo isso "é ma[u], nomeadamente por pôr em causa o valor dos salários e do trabalho extraordinário".

Entretanto, ficou para as calendas a viril ameaça feita há três meses pela mesma central de denúncia do Acordo de Concertação Social se o Governo, em vez de só se preocupar com "a desregulação laboral e a redução das prestações sociais", não activasse o previsto "Compromisso para a Competitividade, Crescimento e Emprego". Na altura, João Proença lamentava já que o Governo andasse a negociar "medidas no âmbito do memorando da troika que [iam] contra o Acordo".

E, contudo, João Proença não pode queixar-se de ter sido enganado. Passos Coelho avisara: "Temos que dar um passo atrás para dar dois à frente". O passo atrás oferecido a Proença em troca do seu acordo a 200 passos em frente no sentido da desregulação laboral foi ceder na meia hora de trabalho diário. O que, decerto por acaso, era uma exigência do patronato.

Transcrito, com a devida vénia, de Jornal de Notícias de hoje

A despedida da primavera

Óleo de Joaquin Sorolla (1863-1923)




Abrir:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Joaqu%C3%ADn_Sorolla

terça-feira, 19 de junho de 2012

20 poderosos estudam o futuro do Mundo e da Europa

Rascunho de um comunicado do G20


"-Heureca! Descobri agora mesmo um novo cliché para a Grécia!


in The Guardian de hoje 

O "caso" François Hollande: o homem que cria esperança nos humilhados e ofendidos e assusta os salteadores do ultra-liberalismo que nos pôs a todos de tanga

O homem que incomoda os tubarões 


Aí vem um poeta autêntico!


Ler:


Apontamento: Dostoievski em Portugal

Dostoievski (1821-1861)


António Patrício (1878-1930)


João Gaspar Simões (1903-1987)




Maria Amália Vaz de Carvalho (1847-1921)


Em 1920, António Patrício escrevia:

“-A incoerência instintiva, absolutamente sincera, tem uma lógica interior –a própria lógica da vida- que os psicólogos profissionais nunca auscultaram. Os personagens de Dostoievski, por exemplo, ganham tanto mais em unidade e em verdade, quanto mais, p’ra olhos vulgares, se contradizem.” (Serão Inquieto, Livrarias Aillaud e Bertrand, Paris-Lisboa, 1920)

Foi Gaspar Simões quem me lembrou (lera Serão Inquieto há alguns anos e esquecera o pormenor: ver citar um autor português Dostoievski no início dos anos 20), quando voltei à sua fundamental Perspectiva Histórica da Ficção Portuguesa (Publicações Dom Quixote, Lisboa, 1987), a fim de entender o esteticismo decadentista de Abel Salazar cuja Uma Primavera em Itália (Nunes de Carvalho Editor, 1934, Lisboa), ando a folhear, agradado.


Dostoievski seria apresentado por João Gaspar Simões (Depois de Dostoievski, in presença, nº 6, 18 de Julho de 1927).

Mas coube a Maria Amália Vaz de Carvalho falar de Dostoievski, pela primeira vez, em Portugal, num texto sobre Crime e Castigo, datado de 1890.

E a informação devo-a, mais uma vez, a Gaspar Simões na citada Perspectiva Histórica da Ficção Portuguesa

segunda-feira, 18 de junho de 2012

Um pintor português quase desconhecido

"Descanso na fuga para o Egipto", óleo de Baltazar Gomes Figueira (1604-1674)

Garota de Ipanema - Vinícius de Moraes e Toquinho.

A Garota de Ipanema-II

Garota de Ipanema - Vinícius de Moraes e Tom Jobim

Há 50 anos "nasceu" a garota de Ipanema

Eis Heloisa Eneida Menezes Paes Pinto, a famosissima Garota de Ipanema

A informação tendenciosa

O futuro de um povo está em jogo


“Partido pró-austeridade venceu as eleições gregas”

in Público de hoje

Este título é lamentável: distorce a realidade.

Basta que abras e leias o link constante do meu post sobre o assunto, em que cito a Editorial do El País que analisa as eleições gregas.

E, já agora:

Nova Democracia: 30%

Syriza (esquerda radical): 26,8%

Pasok: 12,3

Democracia de Esquerda: 6,2%

A ND (apesar de um bónus de 50 lugares, por ser o partido mais votado, não poderá governar sozinho) tentará uma coligação com o Pasok, que, aliás, já a recusou.

É provável que se chegue a uma coligação mais larga, isto é, que inclua partidos de esquerda.

Mas será sempre relativa.

Relativa a quê?

Ao programa que assinarem –e, obviamente, esse programa não poderá aceitar a política de austeridade que tem sido imposta à Grécia.

Obviamente, porquê?

Porque já, antes, outras coligações mais ou menos amplas deram com os burrinhos na água, ao aceitarem a brutal política de austeridade que tem sido imposta à Grécia.

Positivo, o resultado de ontem?

A sê-lo -evitaria a saída do euro-, é-o, sobretudo, porque traz consigo a imperatividade da revisão da política de austeridade que destrói a sociedade grega –como tem vindo a destruir a nossa.

Ou, daqui a meses, os gregos regressarão às urnas.

E, já agora: certamente, os gregos reconsideraram a saída da UE, olhando para o novo presidente e a nova assembleia franceses cuja existência condicionará o canibalismo Merkeliano-alemão.

Paul McCartney faz hoje 70 anos



Ora vê a história de uma vida:

Grécia: a caminho da solução? Sim... mas só ainda a caminho...

Partenon, Atenas


Para saberes:

França: a grande vitória socialista

A juventude diz NÃO! ao crime organizado: ao roubo sistemático das classes mais débeis em benefício da classe privilegiada -roubo comandado pelo neo-liberalismo sem escrúpulos

domingo, 17 de junho de 2012

França: o Partido Socialista ganha as eleições, com maioria absoluta

O Partido Socialista obteve 291 lugares

Um vigarista no mundo da Arte






"Caveira" e "Cabeça de vaca", obras de um oportunista sem escrúpulos, na linha do roubo sem castigo ou do tudo vale desde que dê dinheiro, no tempo dos homens vazios 

O meu amigo José Luís Porfírio aconselhou-e este artigo cuja leitura recomendo também: