“Partido pró-austeridade venceu as eleições gregas”
in
Público de hoje
Este título é
lamentável: distorce a realidade.
Basta que abras e leias
o link constante do meu post sobre o assunto, em que cito a Editorial do El
País que analisa as eleições gregas.
E, já agora:
Nova Democracia: 30%
Syriza (esquerda
radical): 26,8%
Pasok: 12,3
Democracia de Esquerda:
6,2%
A ND (apesar de um bónus de 50 lugares, por ser o partido mais votado, não poderá governar sozinho) tentará uma coligação
com o Pasok, que, aliás, já a recusou.
É provável que se
chegue a uma coligação mais larga, isto é, que inclua partidos de esquerda.
Mas será sempre
relativa.
Relativa a quê?
Ao programa que
assinarem –e, obviamente, esse programa não poderá aceitar a política de
austeridade que tem sido imposta à Grécia.
Obviamente, porquê?
Porque já, antes,
outras coligações mais ou menos amplas deram com os burrinhos na água, ao
aceitarem a brutal política de austeridade que tem sido imposta à Grécia.
Positivo, o resultado
de ontem?
A sê-lo -evitaria a
saída do euro-, é-o, sobretudo, porque traz consigo a imperatividade da revisão
da política de austeridade que destrói a sociedade grega –como tem vindo a
destruir a nossa.
Ou, daqui a meses, os
gregos regressarão às urnas.
E, já agora:
certamente, os gregos reconsideraram a saída da UE, olhando para o novo
presidente e a nova assembleia franceses cuja existência condicionará o
canibalismo Merkeliano-alemão.

É Syriza, certo?
ResponderEliminarPois eu acho que o resultado é mau. Faz-me lembrar na época em que o Sócrates se recandidatou e não obteve maioria. E os resultados que daí advieram foram os piores possíveis
Já corrigi.
ResponderEliminarSim, não vai ser nada fácil.