A noite
A noite no jardim
tinha dor inexplicável.
Um cheiro de maresia
vinha das ostras no
gelo.
Ele disse. “Sou fiel!”
e tocou-me no vestido.
Tão diverso de um
abraço
era o toque dessas
mãos.
Como quem acaricia
um gato ou um
passarinho,
sorria, com os olhos
calmos,
sob o ouro das
pestanas.
A voz triste dos
violinos
cantava, em meio à
névoa:
“Dá graças a Deus que
enfim
estás a sós com o
amado.”
(1913)
Nota: pedido emprestado ao blog "A moça do sonho"
Nota: pedido emprestado ao blog "A moça do sonho"

Olá Manuel Poppe, gostei tanto deste quadro que lho " roubei". Aprecio o seu bom gosto, e não me esqueço de Portugal, claro!
ResponderEliminarMuito bonito o poema e a pintura.
ResponderEliminarMaria José, também eu me lembro de Celorico...
ResponderEliminarAinda bem que gostou do quadro. A poesia pareceu-me muito bela e lamento não poder lê-la em russo, porque a poesia é intraduzível.
Um abraço.
Isabel, fico muito contente. Um grande abraço!
ResponderEliminarMaria José, roube à vontade!
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