segunda-feira, 30 de junho de 2014

Um crime repugnante e covarde: os corpos dos três jovens israelitas raptados foram encontrados abatidos a tiro


Os três jovens assassinados

“O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, convocou o gabinete de crise do Governo depois da descoberta dos corpos dos três estudantes israelita     desaparecidos há mais de duas semanas, e prometeu uma resposta dura contra o grupo islamista palestiniano Hamas, que responsabilizou pelo rapto e morte dos jovens. “O Hamas vai pagar”, jurou, à entrada do encontro.
Os corpos dos três adolescentes, que desapareceram a 12 de Junho nos arredores de Hebron, foram encontrados por voluntários civis que colaboravam com as forças de segurança de Israel em buscas num terreno aberto junto da localidade de Halhul, em território palestiniano. Eyal Yifrah, de 19 anos, Gilad Shaer, de 16 anos e Naftali Fraenkel, também de 16 anos e dupla nacionalidade israelo-americana, eram seminaristas e foram vistos pela última vez no colonato judaico de Gush Etzion, quando regressavam de um festival religioso.”

in Público de 30/06/14 

sábado, 28 de junho de 2014

A mais amada...


"Sophy Gray", a musa dos Pré-rafaelitas, 1857,  John Everett Millais


Notícias:

http://pt.wikipedia.org/wiki/John_Everett_Millais

http://en.wikipedia.org/wiki/Sophy_Gray_(Pre-Raphaelite_muse)


sexta-feira, 27 de junho de 2014

O papão


António Costa: o homem que pôs o governo e a direita a tremer

Hoje, penso que ninguém tem dúvidas: a actual coligação não sobreviverá às eleições legislativas de 2015.

A esmagadora maioria dos portugueses está farta, cansada e não vê a hora de assistir à partida do actual governo.

Durante três anos e meio, o grupo de Passos Coelho arrasou o país: desemprego, cortes de vencimentos, crise no Ensino e na Saúde –centenas de milhares de portugueses qualificados e capazes emigraram e a média, segundo a imprensa, é, agora, de 341 por mês de novos emigrantes.

A desinflação salta aos olhos.

A miséria e a descida demográfica, também.

A dívida externa aumenta.

A produção é mínima e obriga à importação cujos preços arruínam quem tenta satisfazer as necessidades elementares.

Provavelmente, quando as eleições legislativas de 2015 chegarem, serão ainda menos os portugueses a viverem em Portugal; não creio, porém, que mude a sua maneira de julgar o governo de Passos Coelho.

Eis senão quando o PS se agita e António Costa decide discutir a liderança do partido.

E, de imediato, eis o pânico e o ataque cerrado da comunicação social a António Costa e…, obviamente, ao PS, que se atreve a discutir política, e competências, programas e socialismo (como é natural, sendo o PS um partido socialista).

Já todos sabemos que a independência da comunicação social não existe: depende absolutamente de his master’s voice: das convicções de quem lhe paga –gente, todos sabemos, que nada tem a ver com tudo quanto se afaste do centro-direita e da direita pura e crua (o seu campo, a sua arena) e se chegue ao centro-esquerda ou à esquerda.

Mas por que raio tanto embirram eles -mandados pelos que neles mandam- com António Costa? Por que raio tanto temem Costa e um partido que pensa e debate o que pensa?

Dir-se-ia que Seguro os acalmava e… assegurava os seus privilégios.

Dir-se-ia que esta lhes parece uma preciosa oportunidade para malhar no maligno, herético, revolucionário Partido Socialista.

Francamente!

Ridículo, lastimável.

Voz de Israel

A manhã que tudo repõe


"Entre ruínas", 1904, Lawrence Alma-Tadema


Notícia:

http://pt.wikipedia.org/wiki/Lawrence_Alma-Tadema

quinta-feira, 26 de junho de 2014

A inesgotável África

O mistério do dia



"Amanhecer", óleo de Frank Bernard Dicksee


Noticia:

http://pt.wikipedia.org/wiki/Frank_Bernard_Dicksee

quarta-feira, 25 de junho de 2014

Arte liberdade livre


Obra de Riika Sormunen


Notícia:

http://www.dontpaniconline.com/magazine/arts/riikka-sormunen

terça-feira, 24 de junho de 2014

O abismo


Tela de Jackson Pollock

Redescubro, num post de há quatro anos, esta frase de Manuel António Pina, que transcrevi:

“a população com "baixas qualificações" intelectuais e culturais representa entre nós mais de dois terços (69,1%) da população activa total”.

O que mudou? Ao certo, não sei; mas, diante da vaga assustadora de emigração -descarada e imoralmente estimulada pelo governo-, diante do abandono que arrasta o melhor da nossa juventude e dos nossos actuais e futuros quadros, uma certeza tenho: piorou.

O culto do superficial, do efémero, do prazer breve e alienatório; a busca frenética da porta que abre o esquecimento de viver; uma sociedade feita de amoralidade, ganância, desprezo pelo outro, que este governo (este sistema universal: o capitalismo financeiro) semeia, desenvolve e impõe; um quotidiano em que não há lugar para a vida viva; a recusa de compreender e lutar, de reagir e construir, saber outros caminhos –eis o que eu sei que existe e destrói quanto de positivo resta.

Não vale a pena denunciar a pobreza (ou o cinismo) da comunicação social –é um mundo vendido.

Não vale a pena indignarmo-nos com os “opiniadores” (pensadores? não brinquem comigo…) escrevinhadores que se limitam a constatar, alvarmente o desastre em grande parte porque receiam não estar update, e aceitam uma juventude vítima da sua –e de nós todos…- covardia, indiferença, egoísmo… e ignorância…

Vale, porém, a pena insurgirmos-nos com este governo (com este sistema assassino) que se dedica à destruição da Cultura.

Porque é a Cultura que arranca o homem à bestialidade, à estupidez, à autodestruição.

Este governo recuperou, instalou, cultivou aquilo que, há séculos, deplorava o grande Ribeiro Sanches (outro emigrante forçado): Portugal o reino da estupidez.

Mas eis que topo no Diário de Thomas Mann (3/Abril/1938):

“…são de tal maneira incultos que a cultura é de novo possível.”

Sim, talvez o abismo atraia a criação que o transforme em terra úbere…   
   


Vidas são vidas


"Jovem mulher", óleo de John White Alexander (1856-1915)


Notícia:

http://pt.wikipedia.org/wiki/John_White_Alexander

segunda-feira, 23 de junho de 2014

Instante


"Pausa do modelo", 19125, óleo de Max Pechstein

Notícia:

https://pt.wikipedia.org/wiki/Max_Pechstein

Portugal no Mundial de 2014: o homem que não esteve lá!


Eusébio: este era o Rei!

domingo, 22 de junho de 2014

Horizonte ameaçado


Pintura abstracta,1919, obra de Kazimir Malevich


Notícia:

http://pt.wikipedia.org/wiki/Kazimir_Malevich

Movimento e fuga


"Composição", 1920, El Lissitzky


Notícia:

http://pt.wikipedia.org/wiki/El_Lissitzky

sábado, 21 de junho de 2014

Arte africana



Esta estatueta fang mabea, oriunda dos Camarões, foi vendida no passado dia 18 de Junho, pela Sotheby’s, em Paris.

Preço pago?


4,35 milhões de euros. 

Liberdade criadora


"Concerto de Jazz", obra de Jean-Michel Basquiat (1960-1988)


Notícia:

http://en.wikipedia.org/wiki/Jean-Michel_Basquiat

quinta-feira, 19 de junho de 2014

A simplicidade complexa


"Árvore", obra de Frank Stella


Notícia:
http://www.biografiasyvidas.com/biografia/s/stella.htm


Frank Stella

quarta-feira, 18 de junho de 2014

Na partida de um rei

Juan Carlos I

Republicano de raiz, descendente de republicanos –ao correr da pena, lembrarei que meu avô materno, Álvaro Poppe foi um dos conjurados do 5 de Outubro de 1010 e meu avô paterno, Acácio Lopes Cardoso, deputado republicano desde a primeira hora-, socialista humanista e democrático, talvez os valores morais que tal acarreta, me levem a expressar a minha admiração e o meu respeito por Juan Carlos I, rei de Espanha.

Juan Carlos I abdicou, hoje, o trono de Espanha, em favor de seu filho.

Dos 39 anos do seu reinado, recordo o gesto que salvou a democracia: quando, um golpe de estado de ultra-direita, uma tentativa terrível de repor o franquismo, levou à ocupação do congresso de deputados, pela Guarda Civil, comandada pelo tenente-coronel Tejero; quando o general Jaime Milan del Bosch, à frente da região terceira região militar, Valencia, ocupou as ruas da cidade com tanques; quando os estúdios da Televisão Espanhola, em Prado del Rey, Madrid, foram ocupados, Juan Carlos I assumiu condenar o golpe e impôs a sua presença na Televisão a expressá-lo.

Creio não me enganar se disser que esse gesto salvou a Espanha livre –e, muito provavelmente, e por ricochete, sofreríamos nós e a nossa jovem II República momentos bem difíceis.

Mais que não fosse, só por isso, que foi muitíssimo!, têm os espanhóis, seja qual seja a sua convicção política, uma dívida indelével para com um rei que jamais pediu lha pagassem.

Honra a um Homem corajoso, coerente e honrado!  


A resignação...


"Melancolia", 1894-1898, Edvard Munch

Notícia:

http://pt.wikipedia.org/wiki/Edvard_Munch

segunda-feira, 16 de junho de 2014

A dança, segundo Columbano, painéis admiráveis de um Mestre da pintura portuguesa, vai a leilão. A que mãos irão eles parar? O Estado, isto é, este governo que tem perseguido a Cultura –não a entende, despreza-a e ela assusta-o- irá deixá-los fugir? Não existem Museus, em Portugal? Ou só há dinheiro para aumentar a fortuna dos plutocratas nacionais e internacionais? Só há olho para o roubo?

A dança segundo Columbano, pormenor

“Um conjunto de cinco painéis que Columbano Bordalo Pinheiro (1857-1929) pintou para o antigo Palácio do Conde Valenças, agora Hotel Olissipo, em Lisboa, vai a leilão no final deste mês pela Veritas. Até agora em mãos privadas, estas cinco pinturas decorativas que são “uma espécie de revista histórica da dança”, como descreveu na época o escritor Fialho de Almeida, mostram-nos um outro lado de um dos nomes maiores da arte portuguesa do século XIX: Columbano foi o mestre do retrato mas deixou também uma obra importante na pintura decorativa. Estes painéis são disso exemplo e a serem arrematados poderão tornar-se na obra mais cara do artista vendida em leilão.


A venda está marcada para o dia 25 de Junho e a exposição dos lotes só estará disponível a partir de quinta-feira, dia 19, mas as obras de Columbano Bordalo Pinheiro, uma encomenda do Conde de Valenças para o salão de baile do seu palácio, já estão em destaque nas paredes da leiloeira e não passam despercebidas, em parte pela sua grande dimensão. São cinco painéis com 250 centímetros de altura e faziam conjunto na época com mais duas pinturas e também com um tecto, que continua a existir no palácio que deu lugar ao Hotel Olissipo.

in Público de hoje

Portugal: um país a reconstruir


Fotografia de Artur Pastor, 1954, in Jornal do Barreiro




"O almoço do trolha", 1946-1950, Júlio Pomar... ou "a sagrada família", acrescento eu...



Para esse mundo, para esses anos de miséria e fome -admiravelmente fixados pelo fotografo amador Artur Pastor e pelo pintor Júlio Pomar- nos atira este governo, retomando e aprofundando o abate social que representou o consulado de Cavaco, nos anos negros de 1985-1995.


É dessa grilheta que temos de nos libertar! 

domingo, 15 de junho de 2014

Quase Verão...


"Barcos em Colliure", óleo de André Derain


Notícia:

http://pt.wikipedia.org/wiki/Andr%C3%A9_Derain

Do amor

sábado, 14 de junho de 2014

O sorriso


"Retrato de Lydia Delectorskay (secretária do pintor), óleo de Henri Matisse


Amor

Amo-te muito, muito!
Reluz-me o paraíso
Num teu olhar fortuito,
Num teu fugaz sorriso!

Quando em silêncio finges
Que um beijo foi furtado,
E o rosto desmaiado
De cor de rosa tinges,

Dir-se-à que a rosa deve
Assim ficar com pejo
Quando a furtar-lhe um beijo
O zéfiro se atreve!

(…)

Amor, João de Deus, in Alma Minha Gentil, Antologia da Poesia de Amor Portuguesa, Organizada por José Régio e Alberto de Serpa, Portugália Editora, 1957


sexta-feira, 13 de junho de 2014

Enquanto não leio o novo livro...

Herberto Helder







A capa acima é a do novo livro de Herberto Helder, A Morte Sem Mestre (Porto Editora). Algures, espera-me um exemplar da obra que –espero- me será entregue amanhã. Entretanto, desenterrei do meu arquivo o apontamento já aqui publicado há cinco anos. Correm por aí vozes, alaridos: a feira literata elogia e condena, típico ser de um meio decadente, “mundo” do bláblá autopromocional…

Prometo voltar, sobre essa morte realmente sem mestre, obra de Mestre, porém.



O POETA CÓSMICO


1. Herberto Helder: entregue-se o leitor à obra que se lhe oferece (“Ofício Cantante, poesia completa”, Assírio & Alvim). Eis a viagem reparadora, num tempo de histriões. Malcolm Lowry escreveu, em “Under the Volcano”: “ele próprio estava no Inferno”. O Inferno obriga à luta e à queixa. A morte é certa e improvável porque no instante que passa brilha a eternidade. Herberto: “Cantar? Longamente cantar./ Uma mulher com quem beber e morrer.” A que veio Lowry? Aproxima-os o ferro em brasa diante do amor e da morte. O trágico modo de interpelar a vida. A autodestruição? Porque “a morte está tão atenta à tua força contra ela,/ enquanto ávido e acerbo cantas debaixo da água enviada,/ acaso contes adormecê-la com a música turva?”, interroga o poeta. E o amor, exaltado e agredido, quase inimigo necessário à liça eterna: o sexo? Origem de tudo? Armadilha de Deus? Que outra coisa Ele, Deus, não é senão o Juiz que faltou ao julgamento –e nos abandonou, nos deixou um sexo inútil e uma vulva que apodrece, enquanto se abre, vibra e nos atira para aqui -para a vida-, excrescências suas? Repete-se o sacrifício de Isaac, em que havia um filho e um pai. E Deus. Depois, o Anjo, o cordeiro e o sangue. Mas o sangue que jorrou é o nosso. “Dai-me uma jovem mulher com a sua harpa de sombra/ e o seu arbusto de sangue. Com ela/ encantarei a noite”. Ferve por dentro o poeta, “até que Deus é destruído pelo extremo exercício da beleza”. À volta, o silêncio do cosmos e o grito do homem.


2. É impossível definir (limitar) o génio de Helder. Pergunto: não deveria a Academia Sueca corrigir o erro de 1998, distinguir o poeta, honrando, finalmente, a Literatura Portuguesa?
(27 de Março de 2009)

Alfama conquista Santo António

A vencedora


Notícia:

http://www.publico.pt/local/noticia/alfama-vence-marchas-populares-de-lisboa-1639746#/0

quinta-feira, 12 de junho de 2014

terça-feira, 10 de junho de 2014

Ele aí está!

“Seguro diz que situação do país exige do Presidente acção”

in Público de ontem


Cavaco levado em braços


segunda-feira, 9 de junho de 2014

Um grande poeta, um novo livro

Herberto Helder

O livro é lançado hoje; notícia da Editora:

“(…) é publicado o mais recente livro de poemas inéditos de Herberto Helder, A Morte sem Mestre, numa edição única e com a chancela Porto Editora. «Tudo quanto neste livro possa parecer acidental é de facto intencional», adverte o autor, que nos diz ainda: «peço por isso que um qualquer erro de ortografia ou sentido / seja um grão de sal aberto na boca do bom leitor impuro.» O novo livro do autor traz, desta vez, uma novidade: um CD com 5 poemas, lidos pelo próprio.”

domingo, 8 de junho de 2014

Com uma pintora brasileira


O farol, 1915, Anita Malfatti 

Notícia:

http://pt.wikipedia.org/wiki/Anita_Malfatti

quinta-feira, 5 de junho de 2014

Notícias do governo ou o que prometem


Aldo Zari com Tiziano Vecellio


"Tarquinio e Lucrezia", 1570-1575, Tiziano Vecellio

Numa carta de Aldo Zari, acompanhada de um postal ilustrado –Tarquinio e Lucrezia, de Tiziano Vecellio- encontrei estas palavras, que transcrevo.

Este brevíssimo registo.

Aldo Zari admirava e respeitava Tiziano, para ele, uma espécie de deus… –foi com Zarie graças a Zari, correndo Veneza, que fiquei a conhecer o genial Vecellio.

Aqui vos deixo estas poucas linhas do meu Amigo e Mestre:

“Veneza, 16-05-210, depois de tanto tempo, escrevo-te, finalmente. Não sei o que dizer-te desta pintura… É forte e hábil. Retrata um homem um pouco louco e homérico. Há, nele, qualquer coisa de obsessivo que pode recordar Francisco Goya nos seus “Caprichos”. Tecnicamente é magnífico e reflecte uma grande e profunda interioridade.

Mas não é o género que prefiro… Eis tudo, desculpa.

(…) Aldo”  

quarta-feira, 4 de junho de 2014

Coelho indignado


A Constituição sou eu!

"PASSOS COELHO NÃO COMPREENDE AS INJUSTIÇAS DO TRIBUNAL CONSTITUCIONAL". dos jornais

Cidade e solidão


"Composição arquitectónica", Paul Camenisch (1890-1970)



Notícia:

http://pt.wikipedia.org/wiki/Paul_Camenisch

terça-feira, 3 de junho de 2014

Bom dia com um pintor florentino

"Músicos", óleo de Ottone Rosai




"Via Toscannella", Ottone Rosai

Notícia:

http://it.wikipedia.org/wiki/Ottone_Rosai



Ottone Rosai, 1895-1957

segunda-feira, 2 de junho de 2014

A feira das vaidades


Obra de James Ensor (1860-1949)


Notícia:

http://pt.wikipedia.org/wiki/James_Ensor

domingo, 1 de junho de 2014

Interioridade


"Na lagoa", obra de Max Pechstein (1881-1955)


Notícia:

https://pt.wikipedia.org/wiki/Max_Pechstein