António Costa: o homem que pôs o governo e a direita a tremer
Hoje, penso que ninguém
tem dúvidas: a actual coligação não sobreviverá às eleições legislativas de
2015.
A esmagadora maioria
dos portugueses está farta, cansada e não vê a hora de assistir à partida do
actual governo.
Durante três anos e
meio, o grupo de Passos Coelho arrasou o país: desemprego, cortes de
vencimentos, crise no Ensino e na Saúde –centenas de milhares de portugueses
qualificados e capazes emigraram e a média, segundo a imprensa, é, agora, de
341 por mês de novos emigrantes.
A desinflação salta aos
olhos.
A miséria e a descida
demográfica, também.
A dívida externa
aumenta.
A produção é mínima e
obriga à importação cujos preços arruínam quem tenta satisfazer as necessidades
elementares.
Provavelmente, quando
as eleições legislativas de 2015 chegarem, serão ainda menos os portugueses a
viverem em Portugal; não creio, porém, que mude a sua maneira de julgar o
governo de Passos Coelho.
Eis senão quando o PS
se agita e António Costa decide discutir a liderança do partido.
E, de imediato, eis o
pânico e o ataque cerrado da comunicação social a António Costa e…, obviamente,
ao PS, que se atreve a discutir política,
e competências, programas e socialismo (como é natural, sendo o PS um partido
socialista).
Já todos sabemos que a
independência da comunicação social não existe: depende absolutamente de his master’s voice: das convicções de
quem lhe paga –gente, todos sabemos, que nada tem a ver com tudo quanto se
afaste do centro-direita e da direita pura e crua (o seu campo, a sua arena) e se chegue ao centro-esquerda ou à esquerda.
Mas por que raio tanto
embirram eles -mandados pelos que neles mandam- com António Costa? Por que raio tanto temem Costa e um partido que pensa e debate o que pensa?
Dir-se-ia que Seguro os
acalmava e… assegurava os seus
privilégios.
Dir-se-ia que esta lhes parece uma preciosa oportunidade para malhar no maligno, herético, revolucionário Partido
Socialista.
Francamente!
Ridículo, lastimável.