Numa carta de Aldo
Zari, acompanhada de um postal ilustrado –Tarquinio
e Lucrezia, de Tiziano Vecellio- encontrei estas palavras, que transcrevo.
Este brevíssimo registo.
Aldo Zari admirava e
respeitava Tiziano, para ele, uma espécie de deus… –foi com Zarie graças a Zari, correndo Veneza, que fiquei a conhecer o genial Vecellio.
Aqui vos deixo estas
poucas linhas do meu Amigo e Mestre:
“Veneza, 16-05-210,
depois de tanto tempo, escrevo-te, finalmente. Não sei o que dizer-te desta
pintura… É forte e hábil. Retrata um homem um pouco louco e homérico. Há, nele,
qualquer coisa de obsessivo que pode recordar Francisco Goya nos seus “Caprichos”.
Tecnicamente é magnífico e reflecte uma grande e profunda interioridade.
Mas não é o género que
prefiro… Eis tudo, desculpa.
(…) Aldo”

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