Juan Carlos I
Republicano de raiz,
descendente de republicanos –ao correr da pena, lembrarei que meu avô materno,
Álvaro Poppe foi um dos conjurados do 5 de Outubro de 1010 e meu avô paterno,
Acácio Lopes Cardoso, deputado republicano desde a primeira hora-, socialista
humanista e democrático, talvez os valores morais que tal acarreta, me levem a expressar
a minha admiração e o meu respeito por Juan Carlos I, rei de Espanha.
Juan Carlos I abdicou,
hoje, o trono de Espanha, em favor de seu filho.
Dos 39 anos do seu
reinado, recordo o gesto que salvou a democracia: quando, um golpe de estado de
ultra-direita, uma tentativa terrível de repor o franquismo, levou à ocupação
do congresso de deputados, pela Guarda Civil, comandada pelo tenente-coronel
Tejero; quando o general Jaime Milan del Bosch, à frente da região terceira
região militar, Valencia, ocupou as ruas da cidade com tanques; quando os
estúdios da Televisão Espanhola, em Prado del Rey, Madrid, foram ocupados, Juan Carlos I assumiu
condenar o golpe e impôs a sua presença na Televisão a expressá-lo.
Creio não me enganar se
disser que esse gesto salvou a Espanha livre –e, muito provavelmente, e por ricochete,
sofreríamos nós e a nossa jovem II República momentos bem difíceis.
Mais que não fosse, só por
isso, que foi muitíssimo!, têm os espanhóis, seja qual seja a sua convicção política,
uma dívida indelével para com um rei que jamais pediu lha pagassem.
Honra a um Homem
corajoso, coerente e honrado!

Associo-me a esta homenagem.
ResponderEliminarÉ tão bom ser um homem lúcido, Manuel Poppe.
(Deve ter uma gralha na data.)
Bj.
Ana, fico contente por saber da sua atitude. Já corrigi o erro e muito lhe agradeço me tenha lembrado. Um abraço.
ResponderEliminar