sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

Bored - Destroy all Monsters: este grupo de música punk estava ligado a Mike Kelley

Agressividade apaixonada: Mike Keley

Instalação de Mike Kelley

"O dia foi-se", instalação de Mike Kelley

Instalação de Mike Kelley


Quem foi:

http://en.wikipedia.org/wiki/Mike_Kelley_(artist)

O governo prepara-se para não dar tolerância de ponto no dia de Carnaval



Este governo é ridículo?

É um governo de farsa?


É uma anedota?

É. 

Mas é muito pior do que isso:


é um governo de vampiros, sedento de nos chupar até ao osso, que, depois, e apesar de tudo, vai entreter-se a roer, enquanto não corrermos com ele.

A debandada

in Público de hoje

Acalma a tua justa indignação

quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

Um governo em defesa da família... ou não dividi-se o poder com o CDS... (a anedota espanhola abrange Portugal e quase toda Europa)


El Roto in El País de hoje

"-Nos meus tempos tive que atirar-me ao trabalho para empurrar para a frente a família.

"-Pois nos meus nem sequer podemos ter uma família.

Vamos lá ver e ouvir isto, antes que o governo venda o Alentejo!

Dificuldade que tem um reino velho para emendar-se

Manuel Laranjeira

Num momento tão difícil, que nos atira não só para a pobreza mas, também, para o desgosto de viver, para a atonia, apatia, calhou-me abrir as Cartas de Manuel Laranjeira, reeditadas pela estupenda editora Relógio d’Água, e 1ª edição, póstumas, de 1943 (Portugália Editora), com Prefácio de Miguel de Unamuno, e encontrei, destinado a Amadeu de Sousa Cardoso e datado de 21 de Março de 1908, este desabafo:

“Querido Amigo;
Perdoe-me. Este estúpido mal-estar que hoje se vive em Portugal rouba-nos o ânimo para tudo o que não seja imundície política.”

Hoje, 106 anos passados, sentimos o mesmo.

Sonhámos a revolução liberal de 1820; a Iª República; o 25 de Abril de 1974 -e o destino cruel foi cortando na raíz as nossas esperanças.

A tragédia de Manuel Laranjeira foi a nossa: ir, sempre, caindo nas mãos de carrascos, de reaccionários, apontados a amputar o progresso Cultural e a Justiça Social, neste país.

Creio que poucos conhecem Manuel Laranjeira e se me engano, ainda bem.

O seu Diário Íntimo, também postumamente editado pela Portugália Editora, com Introdução e Notas de Alberto de Serpa (1957) é uma das pérolas da nossa Literatura -um dos raríssimos Diários publicados após a morte dos seus autores e, por isso, íntimo e sem subterfúgios.

Procurem Manuel Laranjeira e leiam-no: a sua obra é o testemunho sangrento de um mal que se diria incurável: a incapacidade do povo português tomar as rédeas do seu próprio destino.

  Página do Diário Íntimo

Bom dia!

terça-feira, 28 de janeiro de 2014

Os pobres e os ricos

in Público de hoje

África

Pintura de Malangatana (Moçambique)

A má e incontornável realidade


Choca-te? Então tenta evitar que isso continue a acontecer...

Cada 30 segundos, morre uma criança de fome”

In Le monde de hoje

O artista é uma ave sem gaiola


Mão de David, escultura de Michelangelo di Ludovico Buonarroti Simoni

“Quem pode decifrar a natureza e o carácter do artista? Quem pode compreender a aliança instintiva da disciplina e do liberticídio, que é o alicerce da sua vocação?”


Thomas Mann in A morte em Veneza, (recorri a La morte a Venezia, excelentemente traduzido por Anita Rho, Einaudi, 3ª edição, 1973)      

segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

Um poeta caboverdiano que se vai: Aguinaldo da Fonseca

Mãe Negra
A mãe negra embala o filho.
Canta a remota canção
Que seus avós já cantavam
Em noites sem madrugada.
Canta, canta para o céu
Tão estrelado e festivo.
É para o céu que ela canta,
Que o céu
Às vezes também é negro.
No céu
Tão estrelado e festivo
Não há branco, não há preto,
Não há vermelho e amarelo.
- Todos são anjos e santos
Guardados por mãos divinas.
A mãe negra não tem casa
Nem carinhos de ninguém…
A mãe negra é triste, triste,
E tem um filho nos braços…
Mas olha o céu estrelado
E de repente sorri.
Parece-lhe que cada estrela
É uma mão acenando
Com simpatia e saudade…






Aguinaldo Fonseca (1922-2014)
Notícia:
http://www.jn.pt/PaginaInicial/Cultura/Interior.aspx?content_id=3651256


Morreu José Emílio Pacheco, um grande poeta mexicano


Contraelegía

Mi único tema es lo que ya no está
Y mi obsesión se llama lo perdido
Mi punzante estribillo es nunca más
Y sin embargo amo este cambio perpetuo
este variar segundo tras segundo
porque sin él lo que llamamos vida
           sería de piedra.





Sobre ele:

http://america-latina.blog.lemonde.fr/2014/01/27/jose-emilio-pacheco-immense-poete-est-mort-au-mexique/

http://www.biografiasyvidas.com/biografia/p/pacheco_jose.htm

Shoa: Dia das Vítimas do Holocausto

Auschwitz

Como foi

A caminho da morte

domingo, 26 de janeiro de 2014

E já agora, para dormires bem disposto...

Forges in El País de hoje

"-Vou deitar fora o lixo, antes que lhe preguem com o IVA.

"- Pois sim. mas não julgues que os enganas.

Amar o outro ou recusar o outro?

Estende-lhes a mão! Ou ousas recusá-la?

Nunca tantos emigrantes chegaram a tantos lugares, o que começa a ser mal aceitado e faz crescer a xenofobia e acentuar-se o desprezo pelo próximo, quando não a exclusão, o ódio ao outro -a alterofobia.

Serve essa recusa do estrangeiro, do outro, do imigrante, aos movimentos políticos de extrema direita os quais desenterram princípios e actos decalcados do nazismo e fascismo da primeira metade do século passado.

E essa doença espalha-se pela Europa, infiltra-se, pouco a pouco, em toda ela e onde menos se espera: França, Holanda, que foram berços da fraternidade e da tolerância…, Itália, Suiça… e talvez aqui… Talvez, entre nós.

Nada como abrir o Livro -a Bíblia- e ler:

“Se algum estrangeiro habitar na vossa terra e morar entre vós não o molestareis; será para vós como um de vós, o hóspede que vive convosco e amareis como a vós mesmos, porque também vós fostes hóspedes na terra do Egipto.”
Levítico, XIX, 33

Milhões de nós foram -e são e cada vez mais- "hóspedes na terra do Egipto", imigrantes, expatriados, por esse mundo além...

Um dia feliz!

sábado, 25 de janeiro de 2014

Um pintor inglês do século XX


Edward Seago (1910-1974)


Nota:

http://en.wikipedia.org/wiki/Edward_Seago




Ainda a Arte Bruta

Obra de Janko Domsic


Nota:

http://www.christianberst.com/en/creator/domsic.html

Um dia bom... que bem merecemos!

sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

Inverno em Paris

"Nevoeiro", fotografia de Brassäi, 1932


Ele e as suas fotografias:

http://www.atgetphotography.com/The-Photographers/BRASSAI.html

Um calmo fim de semana...

Arte Liberdade Livre



“É indiscutivelmente possível que uma obra de arte tenha consequências morais; exigir, porém, do artista intenções e metas equivale a estragar-lhe o seu ofício.”


Goethe, citado por Thomas Mann in O artista e a sociedade, traduzido da edição Grasset, Paris, 1973  

quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

O caso da Arte Bruta


"Concerto", obra exposta na Galeria Toto Picasso, Paris



"Em volta do piclel azul", na mesma Galeria

Obra de Henry Darger




Abrir:

http://www.lemonde.fr/culture/article/2014/01/23/l-inquietante-etrangete-de-l-art-brut-s-expose-a-sainte-anne_4352934_3246.html

O rico e o pobre

in Público de hoje

quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

SALGUEIRO MAIA NO PANTEÃO! JÁ!


Salgueiro Mais: o homem que libertou um país amordaçado há 48 anos. O homem que arriscou a vida, a carreira, arriscou acabar em Peniche ou em Caxias -e nunca recuou e nada pediu em troca. O homem que foi esquecido e nunca se fez lembrado. Um herói da nossa História.

25 de Abril de 1974

http://www.dn.pt/politica/interior.aspx?content_id=3646078

E não há remédio?


Imagem do povo da nação mais antiga da Europa, em vias de extinção

As balelas coelhais...



in Público de hoje

Bom dia com Jean-Michel Atlan

Óleo de Jean-Michel Atlan  (Argel, 1913-Paris, 1960)

Quem foi:

http://www.jean-michel-atlan.com/

terça-feira, 21 de janeiro de 2014

A beleza e a palavra




“A sua beleza era inexprimível e, como de outras vezes, Aschenbach sofreu reconhecer que a palavra pode celebrar a beleza, mas não é capaz de a expressar.”

Thomas Mann in A morte em Veneza (da tradução de Anita Rho para o italiano, La Morte a Venezia, Einaudi, 1973)

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Não percas esta obra-prima de Rosselini... e de Ingrid Bergman... de uma terrível, pungente, incrível realidade... 61 depois, eis o nosso martírio, hoje... E foi há 61 ou 62 anos que eu o vi e interiorizei -no velho e desaparecido Cine-Teatro da Guarda

Um pintor que sobreviveu, fantasticamente, ao holocausto

Obra de Pinchas Burstein Maryan (1927-1977)

Abre:

http://www.lemonde.fr/culture/article/2014/01/17/le-regard-feroce-de-maryan-peintre-survivant_4349664_3246.html

Claudio Abbado (1933-2014): morreu um grande maestro

A vida é aventura


"Luís de Camões", por Malhoa

“Eu creio que há ainda uma grande parte de lenda e romantismo na ideia que se faz da vida Camões, Camões foi mais um homem feliz do que um homem infeliz. A felicidade burguesa e tranquila não o seduzia; ele teve a vida de aventura e de fortes emoções, que serviam ao seu génio e todo o poeta preferirá sempre.”

Antero de Quental in Carta a Maxime Formont,*** datada de 10 de Janeiro de 1891, Cartas II, Universidade dos Açores, 1989

***em francês no original


"Antero de Quental", por Columbano

sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

A andar par trás, com a velocidade da luz ou: "acaba com eles que só te resta ano e meio" (pensamento governamental, cavacal, passal...)

in Público de hoje, 18/01/14

Angústia


"O dia da ansiedade", óleo de Giorgio de Chirico

“Só os mortos não voltam. Dava tudo no mundo para os tornar a ver, e não há lágrimas no mundo que os façam ressuscitar.”

Raul Brandão in Memórias, 1º Volume, p.12, Edição da “Renascença Portuguesa”, Porto, 1919

Ontem, na homenagem a António Lopes Cardoso (Fundação Mário Soares)


Intervenção de Mário Soares, à sua esquerda, Joel Hasse Ferreira, à direita de Mário Soares, este vosso amigo


Uma imagem da minha intervenção

Outra imagem da minha intervenção, ao lado de Mário Soares

O Ideal e a Utopia: alicerces da vida viva


Um Homem, um exemplo, uma saudade

De quanto disse, na homenagem a António Lopes Cardoso, aqui trago estas poucas linhas testemunho das minhas convicções e dos valores que me guiam: 

"O 25 de Abril foi informado por um sonho, por uma utopia, por um ideal.

E ainda bem!

Da palavra utopia faz-se mau, péssimo uso, que pretende justificar a traição à liberdade, à igualdade e à fraternidade.

Que procuram atraiçoar, liquidar a justiça social.

Ideal, sonho e utopia: são os construtores do mundo. 

Ao longo dos séculos, transformaram-se em realidade.

Contra ventos e marés -muitos ventos, muitas brutais reacções à luta pela justiça- realizaram a esperança.

A esperança que, hoje, neste país estranho e, dir-se-ia, perseguido por mau fado, vai sendo sufocada, enterrada, apagada.

E essa praga estende-se a milhões de portugueses os quais, diante do mau governo que aperta o garrote da injustiça social, se resignam ou se vão embora.

António Lopes Cardoso não era homem para resignações ou desistências; recusava abandonar o barco.

O seu exemplo, recordá-lo, citá-lo tem hoje, a contrário, um peso muito grande

Ouço dizer que nos faz muita falta.

 Salinger tem, num dos seus textos, a seguinte frase, que, frequentemente, me apraz lembrar:

“Todos nós crescemos, mas muitos limitam-se a envelhecer.”

Limitam-se a envelhecer, por fora e por dentro… desistentes da vida.

Afinal mortos vivos, que aceitam o comboio, que os leva da estação de partida à Estação Terminus, em que se cumpre uma vida sem sentido.

António Lopes Cardoso foi um lutador, fiel aos seus ideais.

Ardeu com eles."




quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

O Reino dos Céus

in Público de hoje

quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

domingo, 12 de janeiro de 2014

Lucian Freud inesperadamente em leilão


Este quadro de Lucian Freud (1922-2011), até agora na posse de uma família da nobreza inglesa, vai ser, em breve, leiloado.

Segundo dizem os críticos de Arte, esta obra marca uma viragem decisiva no seu estilo.

Nota: