segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

Até outro dia!



O Inverno chama e vou partir.

Deixo-vos, isolado dentro de mim, com livros e um romance que há que acabar.

Acenderei lareiras e espreitarei a neve.

E, noite após noite, escurecerei páginas e páginas.

Chegará o dia de nos reencontraremos.


Até lá, um abraço grande, um abraço forte.

domingo, 24 de janeiro de 2016

O tempo não pára e o dia de amanhã não será igual ao de hoje


25 de Janeiro de 2016, às 07 horas e 27 minutos:


Se o PS não retomar o espírito da bandeira e do PS de 1974, tem os dias contados:

seguirá a estrada do PSOE espanhol, do PASOK grego e do entalado PS francês.

Acordará dividido e desacreditado.


Lutar pelo socialismo não é usar o título de socialista –é praticar o ideal socialista.

quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

É já no domingo!




Não fujas à tuas responsabilidades de cidadão ou nunca mais sais do buraco! Vota! Ajuda o teu país a respirar! 

sábado, 16 de janeiro de 2016

O escritor que vos aconselho hoje: Manuel de Brito Camacho

Manuel de Brito Camacho




A mais recente reedição de uma obra sua

Cristovam Pavia e a genial simplicidade do que é profundo


Obra de Isaac Levitan (1861-1900)



Simples Apontamento


Entre vós, minhas árvores, me firmo

Neste chão, com íntima paciência.

Entre vós as palavras desgastadas

São raízes e pétalas lavradas…

…E a solidão deste silêncio é minha.


Cristovam Pavia in Poesia, Círculo de Poesia, Lisboa, 1982 (este 

livro é póstumo e estes versos datam de 1952)

quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

Um poeta maravilhoso que esconderam...


Obra de Espiga Pinto (1940-2014)




Subitamente ficas na paisagem
E olho os teus olhos quentes e antigos…
Tens sol e sede, tens brincos de cerejas
E a pele cheirosa e fresca como a água.

Subitamente sinto aquela sede
Dos sobreiros gretados, das estevas…
Mas perto, fonte ardente, dás frescura
À paisagem dormente e abrasada!

Cristovam Pavia (1933-1968) in 35 Poemas, Círculo de Poesia, Livraria Morais Editora, Lisboa, 1959

quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

SAMPAIO DA NÓVOA A PRESIDENTE

Dia 24... eleições...







Queres um parecido com este? Ah, não queres. Então põe-te a pau e não metas água quando fores votar no dia 24…

segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

Vamos por de pé a República!




O novo presidente

Não quero um Presidente carregado de manhas e de truques “políticos”.

Portugal não é uma Feira da Ladra.

Hoje, Portugal é um país pobre onde o desemprego, a miséria e a humilhação cresceram a olhos vistos.

E a emigração sempre a andar, os portugueses sempre em busca de trabalho e vida a que se possa chamar VIDA.

Portugal é um país a definhar e a esvaziar-se.

Um país que não é para jovens nem para velhos.

Eu não quero um presidente que nunca será um Presidente porque a sua especialidade é jogar à bisca falsificada.

Eu não quero voltar ao que sofri, ao que sofremos durante 4 anos e ½, negociados 
como coisas e não como pessoas –e em que Belém ajudou São Bento a dar cabo de nós.

Eu quero, pois, um Presidente livre da máfia “política”, um Presidente humano, Culto, Ciente dos direitos de todos nós e da neo-escravatura para que quiseram atirar-nos.

Naturalmente, eu votarei em António Sampaio da Nóvoa, Homem que ajudou a fazer Homens e quis e quer dar-nos a estatura que é a nossa e nos roubaram: a estatura de Homens.  




sábado, 9 de janeiro de 2016

Respeitar o Outro


in Público de hoje

Dia 24 de Abril: consolidar a Liberdade, a Igualdade e a Fraternidade

1º de Maio de 1974



Essa gente que assim se manifestou, no dia 1 de Maio de 1974, exigiu Liberdade, Igualdade e Fraternidade, deixou a semente e o sinal. Estamos à beira das eleições do novo Presidente da República e de nos vermos livres do pior PR da história da Republica portuguesa: Aníbal Cavaco. Não podemos falhar no próximo 24 deste mês! Há que votar em quem nos garanta Liberdade, Fraternidade e Igualdade: o Estado Social, o Estado Protector. Basta de fome, humilhação e ofensas!

E não escondo em quem vou votar: António Sampaio da Nóvoa.

sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

Quando o idiota usa brilhantina ou andas e bolandas da nossa língua


O espetador é in-espectável...


Andas e bolandas da nossa língua

A última descoberta dos nosso puristas é temível.

Vais ao cinema, ao teatro, ao futebol e és um… espetador...

Sim espetador!

Usas faca, agulha, alfinete?

Não… és um espetador: estás a espreitar o que acontece.

Ah, devias ser um espectador…

Mas não és! Ou, por outra, és as duas coisas: espetador e espectador.

É conforme te apetecer ou conforme por onde andares…

Sem faca nem agulha nem alfinete.

Claramente… é espectável…, como soi dizer-se

Apetece correr esses puristas arrivistas que dão ao rabo, espetadores do que impressiona e espectáveis  ansiosos por dar nas vistas -apetece dar-lhes com o saudável, autêntico, vernáculo e histórico pau de marmeleiro.

Basta de cretinice! 

Quando um homem que foi um Homem é invocado por um homem que foi um Homem

quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

terça-feira, 5 de janeiro de 2016

Bom dia com o génio de José Régio



"Nu", obra de Amedeo Modigliani





SONETO DE AMOR

Não me peças palavras, nem baladas, 
Nem expressões, nem alma... Abre-me o seio, 
Deixa cair as pálpebras pesadas, 
E entre os seios me apertes sem receio. 

Na tua boca sob a minha, ao meio, 
Nossas línguas se busquem, desvairadas... 
E que os meus flancos nus vibrem no enleio 
Das tuas pernas ágeis e delgadas. 

E em duas bocas uma língua..., — unidos, 
Nós trocaremos beijos e gemidos, 
Sentindo o nosso sangue misturar-se… 

Depois... — Abre os teus olhos, minha amada! 
Enterra-os bem nos meus; não digas nada... 
Deixa a Vida exprimir-se sem disfarce! 

José Régio in Biografia, 2ª edição, Arménio Amado-Editor, Porto, 1939

segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

A verdade e a mentira





Originalidade Verdadeira e Originalidade Falseada, segundo JOSÉ RÉGIO


"Em Arte, é vivo tudo o que é original. É original tudo o que provém da parte mais virgem, mais verdadeira e mais íntima duma personalidade artística. A primeira condição duma obra viva é pois ter uma personalidade e obedecer-lhe. Ora como o que personaliza um artista é, ao menos superficialmente, o que o diferencia dos demais, (artistas ou não) certa sinonímia nasceu entre o adjectivo original e muitos outros, ao menos superficialmente aparentados; por exemplo: o adjectivo excêntrico, estranho, extravagante, bizarro... Eis como é falsa toda a originalidade calculada e astuciosa. 

Eis como também pertence à literatura morta aquela em que um autor pretende ser original sem personalidade própria. A excentricidade, a extravagância e a bizarria podem ser poderosas - mas só quando naturais a um dado temperamento artístico. Sobre outras qualidades, o produto desses temperamentos terá o encanto do raro e do imprevisto. Afectadas, semelhantes qualidades não passarão dum truque literário."

domingo, 3 de janeiro de 2016

Um pintor uruguaio e bom dia!


Obra de J. A. Asfaduroff Nibes

sábado, 2 de janeiro de 2016

Um grande pintor israelita


"As romãs e a paisagem", obra de Reuven Rubin (Roménia, 1883-Israel, 1974)

Bom dia!

sexta-feira, 1 de janeiro de 2016

Léo Ferré - L'Amour Fou para sempre...

Um escritor esquecido a abrir 2016: Bernardo Santareno


Obra de Luís Dourdil



Eis outro esquecido: Bernardo Santareno, certamente, um doa maiores dramaturgos do século XX e da nossa dramaturgia.

É o preço que fazem pagar os literatos que devoram quem estava e são, dep+ois, devorados pelos que vêm vindo…

Fui buscar a um dos seus primeiros livros de poemas -arte que abandonou cedo-,  Romance do Mar,1955, Edição de Autor , e escolhi duas passagens de Rapariga da rosa encarnada:

Todos os dias sobe a pé
a ladeira
da Senhora da Nazaré:
Azul  a saia rodada,
no peito uma rosa encarnada…

Ai, amigo, quem me dera
pescar os dois peixes vivos
que ela leva cativos
no mar bravo onde navega
aquela rosa encarnada…
ai amigo, quem pudera!

É tempo de arrancar ao silêncio a sua esplêndida obra.


Bernardo Santareno (1920-1980)



2016: e lá vamos à procura do que em quatro anos nos roubaram e de reconquistar o direito de sermos Homens e Livres


Quixote e Sancho Pança, Obra de Pomar