domingo, 30 de novembro de 2014
sábado, 29 de novembro de 2014
sexta-feira, 28 de novembro de 2014
As coisas da vida ou um breve amor
Fotografia de Lélo Fiaux (á direita), provavelmente tirada por Alberto Moravia, e fotografia de Alberto Moravia (à esquerda), provavelmente tirada por Lélo Fiaux. Roma 1934
"No Bar", s. d., obra de Lélo Fiaux
"Lettres d'amour à Lélo Fiaux", de René de Ceccaty, 2014, Editora ZOE, Paris
Lélo (Hélène) Fiaux e
Alberto Moravia dividiram um grande amor.
Lélo, pintora suíça,
era uma jovem mulher de personalidade forte e carácter independente; Moravia, um
escritor a lançar-se na fama, homem complicado, prepotente, melindroso, e
misógino talvez sem o saber (ainda que transpareça em vários dos seus
romances).
A ligação entre os dois
não suportou as contradições e durou pouco.
Mas deixou marcas no
escritor italiano.
De 1934, ano da
ruptura, até 1947, trocaram cartas, correspondência de que restam, apenas, as de
Moravia, agora editadas em França.
Estas linhas de uma
delas denuncia a intensidade com que tudo foi vivido:
“Um
dia hás-de agradecer-me, histórias como a nossa são raras na vida.”
Nem por isso as paixões
de ambos deixaram de acontecer com outros.
As de Moravia sempre
agitadas e difíceis, quando não infelizes, violentas; as de Lélo não sei.
Interessou-te a história? Compra o livro e lê-o –vale a pena.
Talvez prove que o instante
é, sempre, único e irrepetível.
Notas:
http://fr.wikipedia.org/wiki/L%C3%A9lo_Fiaux
quinta-feira, 27 de novembro de 2014
Só falta isso… E admiravas-te?
Forges in El País de hoje, 28.11.14
"-Nestes tempos há que pensar que o melhor do presente é o futuro
"-...a não ser que o privatizem
"...e essa é outra...
E a Literatura no Alentejo? Eis 6 nomes que aconselho leiam, alguns conhecidos outros atirados para o esquecimento imperdoável…
Bernardim Ribeiro (1482?-1552?)
José Duro (!875-1899)
Brito Camacho (1862-1934)
Capa de um admirável romance: "Terra Campa", de Noel Teles (impossível a foto e as datas de nascimento e morte; certa a grandeza do autor)
Florbela Espanca (1862-1934)
Manuel da Fonseca (1911-1993)
O "Cante" alentejano reconhecido como pertence à humanidade
O Comité
intergovernamental da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e
Cultura (UNESCO) reconheceu hoje o cante alentejano como património cultural
imaterial da humanidade.
Declaração de José Sócrates à comunicação social: o arguido também tem direito a falar
Declaração de José Sócrates
Em 26 de Novembro de 2014
Há cinco dias “fora do mundo”,
tomo agora consciência de que, como é habitual, as
imputações e as “circunstâncias”
devidamente seleccionados contra mim pela acusação
ocupam os jornais e as
televisões. Essas “fugas” de informação são crime. Contra a
Justiça, é certo; mas também
contra mim.
Não espero que os jornais, a quem
elas aproveitam e ocupam, denunciem o crime e o
quanto ele põe em causa os
ditames da lealdade processual e os princípios do processo
justo.
Por isso, será em legítima defesa
que irei, conforme for entendendo, desmentir as
falsidades lançadas sobre mim e
responsabilizar os que as engendraram.
A minha detenção para
interrogatório foi um abuso e o espectáculo montado em torno
dela uma infâmia; as imputações
que me são dirigidas são absurdas, injustas e
infundamentadas; a decisão de me
colocar em prisão preventiva é injustificada e
constitui uma humilhação
gratuita.
Aqui está toda uma lição de vida:
aqui está o verdadeiro poder – de prender e de
libertar. Mas, em contrapartida,
não raro a prepotência atraiçoa o prepotente.
Defender-me-ei com as armas do
Estado de Direito – são as únicas em que acredito. Este
é um caso da Justiça e é com a
Justiça Democrática que será resolvido.
Não tenho dúvidas que este caso
tem também contornos políticos e sensibilizam-me as
manifestações de solidariedade de
tantos camaradas e amigos. Mas quero o que for
político à margem deste debate.
Este processo é comigo e só comigo. Qualquer
envolvimento do Partido
Socialista só me prejudicaria, prejudicaria o Partido e
prejudicaria a Democracia.
Este processo só agora começou.
Évora, 26 de Novembro de 2014
José Sócrates
Mais de e sobre António Berni.
O pintor argentino vem-me ter às mãos através de um artigo no
El País de hoje.
Segundo quem sabe, Berni afirmou-se no Novo Realismo da América latina, extensão do Social Realismo.
As suas obras não me parecem, infelizmente, “de outro tempo”;
a injustiça que denuncia é aquela que vivemos, neste país forçado, por um
governo lacaio do capitalismo financeiro, a regressar aos sofrimentos e aos
abusos sociais dos anos 40/50 do século XX.
Há, para mim, uma diferença profunda entre a arte comprometida, dependente de regras
externas à Arte, regras condicionantes, e o trabalho dos artistas que descrevem a realidade e, por
arrasto feliz, ou intencional, ou triste, denunciam as iniquidades.
quarta-feira, 26 de novembro de 2014
terça-feira, 25 de novembro de 2014
segunda-feira, 24 de novembro de 2014
domingo, 23 de novembro de 2014
Há esperança: a vigarice que rói Portugal não pode ser para sempre!
Coelho único
“Passos
Coelho diz que políticos não são todos iguais”
in Público de hoje
Ainda bem!
Com esta gracinha cheia de fel,
Coelho garante-nos um acontecimento extremamente importante:
o que vier depois dele
não será como ele.
Que alivio!
sábado, 22 de novembro de 2014
A detenção de José Sócrates
Toca à Justiça decidir:
julgar.
Neste momento e
enquanto a Justiça não decidir em contrário,
José Sócrates está
inocente.
Assim o entendo e assim
penso.
Um mestre de Umberto Moggioli
'Gondola na Laguna', 1881, Guglielmo Ciardi (Veneza, 1842-Veneza, 1917)
'Pôr do sol no Grande Canal", 1899, Guglielmo Ciardi
'Pôr do sol no Grande Canal", 1899, Guglielmo Ciardi
http://it.wikipedia.org/wiki/Guglielmo_Ciardi
http://en.wikipedia.org/wiki/Guglielmo_Ciardi
sexta-feira, 21 de novembro de 2014
Visas de oiro por dá cá cinco tostões eis a oferta do país mais pobre da União Europeia –o país que arde paulatinamente…
Portugal a arder
“Infelizmente, ninguém reparou na parte
vergonhosa desta história: os preços que o Estado pede pelo país, ou partes
dele, andam pelas ruas da amargura. Não acredito que a Suíça ou a Inglaterra
levem 500 mil euros por um visto de residência. Levam com certeza dez vezes
mais. Fora os que, para o povo os tolerar, se devem ao cuidado de financiar um
clube de futebol, um Mourinho qualquer e meia dúzia de jogadores. Aqui nem se
acharam na obrigação de ajudar o Sporting. Esta despromoção de Portugal a loja
barata não deixa de ofender um verdadeiro patriota. Os saldos, espero bem,
ainda não começaram. É preciso que o Governo estabeleça novas tabelas para os
vigaristas desse mundo turvo da globalização. Nós somos pequeninos, mas muito
bons.”
Vasco Pulido Valente in Público
de hoje
Se amas Veneza, se vais conhecer Veneza, se voltas a Veneza...
Eis aquele que me
parece o guia essencial de Veneza:
Venezia
e Il Suo Estuario, de Giulio Lorenzetti.
Aconselhou-mo Aldo Zari,
em Julho de 1976, data em que o adqueri… e nunca mais o larguei.
Procuro-o
frequentemente, mesmo longe de Veneza: é completíssimo, ensina a história artística
e social da cidade, descreve quanto devas ou queiras visitar.
Julgo que poderás
comprá-lo mesmo através da internet.
quinta-feira, 20 de novembro de 2014
Bom dia com Victor Pasmore (1908-1998)
Victor Pasmore, s.t., 1991
Victor Pasmore, s.t.
Victor >Pasmore, pormenor
Victor Pasmore
quarta-feira, 19 de novembro de 2014
"Maldita ideologia, mania de toda a gente!" -a srª Carioca diz que há ideologias a mais... mas a mais perigosa de todas é a dela...
Maria João Carioca, administradora da Caixa
Geral de Depósitos, considerou que o "Estado está refém de um sistema
político muito ideológico", adiantando que "há um caminho muito
grande a fazer na despesa, no como é gerida a máquina".
in Jornal de Notícias de hoje.
A sr.ª Carioca ou não sabe o que quer dizer ideologia ou tem
uma ideologia que pretende anular outras ideologias.
A sr.ª Carioca ignora que por detrás de cada gesto
governamental está uma ideologia.
Eu explico: está “uma ideia humana”; mais amplamente: está “um
conjunto de ideias presentes nos âmbitos teórico, cultural e institucional das
sociedades”; e terra à terra, talvez mais fácil e talvez, assim, a srª Carioca
perceba: “um entendimento dos deveres do governo para com os pensionistas”.
Claro que a srª Carioca tem uma ideologia, tem uma ideia!
No caso, as suas, dela, srª Carioca, estão presentes no modo
de olhar os aposentados:
a ideia, filha da ideologia da sr.ª Carioca, é cortar aos
pensionistas, aos aposentados, as vantagens que lhes são devidas e espremê-los
segundo o desejo premente do governo de esconder o terramoto que originou na
nossa sociedade.
A ideologia da srª Carioca é, pois, anti-social.
Memória
A rua e a casa onde viveu, longos anos, Tiziano, em Veneza
Era de visita
obrigatória, cada vez que íamos, eu e Aldo Zari, a Burano: ficava a caminho do
vaporetto que nos conduzia à ilha
maravilhosa.
Obra-prima de Tiziano
Pormenor de "Assunta", Convento dei Frari, Veneza, obra de Tiziano Vecelli
Naturalmente, foi Aldo
Zari quem me revelou Tiziano… Com ele corri Veneza, em busca das obras do
Mestre.
Ele me levou ai Frari, onde deparei com a
extraordinária Assunta.
Essa obra-prima faz
parte reveladora do meu romance O Pássaro de Vidro.
Descrevo-a e sei
porquê. Tu compreenderás, se leres.
Mas seria um milagre:
não encontras o livro em parte nenhuma –talvez numa biblioteca pública.
O melhor é ires a
Veneza, aos Frari, contemplar um
trabalho único e riquíssimo.
terça-feira, 18 de novembro de 2014
Graça Pina de Morais: a sua obra extraordinária marcou o nosso século XX e tem lugar invejável na Literatura Portuguesa
Dois romances que não podes deixar de ler: não são comparáveis a 99% dos romances que se publicam entre nós: ultrapassam-nos, gigantescamente
E aqui deixo as palavras, datadas de 1958, de João Gaspar Simões -o maior crítico literário português:
“Com o romance A
Origem, Graça Pina de Morais entra, com o
pé direito, na história da literatura portuguesa. Sejam quais forem as
restrições que venham a fazer-se a este romance, é fora de toda a dúvida que
A Origem pertence ao número das obras
excepcionais da nossa ficção contemporânea.”
O que veio depois, Jerónimo e Eulália e outros livros,
provaram quanto disse o Mestre.
A obra de Graça Pina de Morais é escassa,
mas A Origem (1958) e Jerónimo e Eulália
(1969) garantiram a sua perenidade.
Breves dados:
http://www.antigona.pt/autores/graca-pina-de-morais/
segunda-feira, 17 de novembro de 2014
O estranho caso de Marilyn Monroe: ela era uma apaixonada pela leitura
O link abaixo conta o
que talvez não esperasses…
http://elpais.com/elpais/2014/11/17/eps/1416222276_076944.html
http://elpais.com/elpais/2014/11/17/eps/1416222276_076944.html
Portugal em leilão
Toca a vender tudo que a mama acaba em Novembro 2015...
Não vou condenar nenhum
daqueles que se diz estarem implicados
na imensa vigarice do inconcebível gold
visa, e, em breve (?), serão submetidos a juízo.
Respeito um princípio que,
infelizmente, quase por regra, se desrespeita em Portugal:
ao juiz cabe condenar o
arguido, inocente até que se prove a sua culpa.
Mas há um réu cuja
culpa, evidentíssima, justifica -mais que justificar, impõe- imediata condenação:
o governo.
Aplicado na venda de
todas as fontes de lucro para o Estado, decidiu, agora, vender as terras de
Portugal.
Basta-lhe gastar meio
milhão de euros, em terrenos portugueses (mesmo as casas arrastam consigo
terrenos e há casas dentro de terrenos enormes…), para que o estrangeiro goze de um especial gold visa.
Depois, fará o que entender, tomará posse de outros bens de terra alheia.
Bens dos
que não têm casas, nem dinheiro para as comprar ou alugar, nem trabalho, nem, dinheiro para sobreviver -os que estão à rasca (e são milhões) e precisam de dinheiro: entregam, por tuta e meia, o que ainda tiverem.
Já se venderam entre
1000 a 2000 golds visa.
Já se vendeu a nossa
terra.
Em breve deixará de ser
nossa.
E isso é criminoso: é roubar, aos cidadãos, a terra em que nasceram.
A vida à tua frente
"Banho", 1907, Pierre Bonnard
Colha-se
o pomo do Amor
Inda
em árvore proibida.
Olhe-se,
palpe-se, morda-se,
Na
comunhão dos sentidos.
E
prazer sem penitência.
Perpetuada
Esta
aventura da vida.
Arquimedes da Silva
Santos, in Voz Velada, Coimbra, 1958,
textos Vértice
domingo, 16 de novembro de 2014
Cada momento é único
" A rosa ninfa", 1888, obra de Claude Monet
'Uma só rosa vale o roseiral.
Porque me escreves longo o teu poema?
O inspirado instante sem igual
Acaso não será a hora suprema?'
Afonso Duarte
sexta-feira, 14 de novembro de 2014
Quem é este homem que vende as suas obras por milhões de dólares?
Impôs-se nos Estados Unidos, expôs em Versailhes, agita leilões, galerias e agentes de arte, os seus trabalhos são pagos a peso de oiro.
Na última edição, L’OBS, título de capa de Le Nouvel Observateur, dedica-lhe um pormenorizado artigo.
E interroga:
E interroga:
“Escroque ou génio? Para os aplicados estudiosos da arte contemporânea, Jeff Koons, é o diabo, encarnaria todos os valores da de cadência: dinheiro, sexo e glória mediática.”
Tu que pensas?
Jeff Koons
Mais obras:
quinta-feira, 13 de novembro de 2014
Cristovam Pavia
Cristovam Pavia
Cruzei-me com Cristovam
Pavia uma vez única.
Há 51 anos, na redacção
d’ O Tempo e Modo, onde colaborei
brevemente e desde o primeiro número.
Foi-me apresentado no
gabinete de Pedro Tamen.
Éramos muito jovens. Ficámos
pelo tradicional aperto de mão e ele, olhos baixos, murmurou qualquer coisa.
Depois, eu via-o, para
lá, e para cá, inquieto, insatisfeito, apertado pelas palavras de que não se libertava.
Disse-as nos poemas
admiráveis, belos e verdadeiros, que deixou.
Sim, era uma pessoa
autêntica. Todo ele: dos pés à cabeça.
Sincero a viver a vida.
Sincero consigo e com os outros.
Tem um preço.
Pagou-o.
Foi direito a ele e
desafiou-o.
Óleo de Chagal
Notícia:
http://www.infopedia.pt/$cristovam-pavia
Notícia:
http://www.infopedia.pt/$cristovam-pavia
quarta-feira, 12 de novembro de 2014
Subscrever:
Mensagens (Atom)
















































