Obra de Marc Chagal
João Gaspar Simões
tornou-se em escritor maldito.
São ódios herdados e
sem fundo, inveja, pressa em enterrar eventuais rivais e sacar-lhes o lugar.
Gaspar Simões foi o
maior e mais lúcido crítico da nossa Literatura –mas quem procura as suas
obras? Praticamente, ninguém.
É proibido nomeá-lo.
Além de crítico
exemplar e único na nossa História, JGS escreveu e publicou obras de ficção
narrativa e de teatro.
Mais escondida, ainda,
essa sua actividade…
Que importa? Ficou,
para sempre e só a mediocridade ou imbecilidade o poderão ignorar.
Não é isso, porém, que
me volta a trazê-lo aqui: é esta frase de um dos seus mais ricos contos/novela,
Eduarda (1939), parte de A Unha Quebrada,
Edições Casa do Livro, Lisboa, s.d., esgotado:
“Quando
o tempo mata em nós o amor, tudo parece pequenino e ridículo, mas a verdade é
que o amor é dos poucos sentimentos que libertam o homem da sua triste condição
vegetativa.”
João Gaspar Simões, nos anos finais da vida