...um português alegre... O PSD fará uma campanha alegre. Vai mostrar ao povo que se pode ser pobre... mas honesto! Mas feliz! Sem necessidade de ir assaltar a mercearia, de ir roubar bicicletas, de bater na autoridade.
Quando o PSD, o nosso partido pseudosocialdemocrata, for autoridade... ah!, então, o nosso povo, será ainda mais feliz e beneficiará das mordomias de que beneficiou, quando dos 10 anos do governo Cavaco, dos meses dos governos Durão/Santana Lopes! E vai passar a dar beijinhos nos senhores donos dos bancos, a lavar os Ferrari, sem pedir esmola, a aplaudir quem o salvou: o PSD, o nosso partidinho dos pseudosociaisdemocratazinhos...
Isto é, o nosso povo vai ter, outra vez, boas pensões, reformas d'oiro, assistência médica gratuita, ensino básico, secundário e superior à disposição, empregos a saldo (que o subsídio de desemprego é coisa para se rever, talvez para extinguir, porque é a mina dos mandriões!), etc., etc., etc., nem é preciso dizer mais porque já se sabe, já se conhece e não se esqueceu o maravilhoso exemplo desses anos cavaquistas, duranistas, santanistas e, acima de tudo, ninguém esqueceu a competentíssima ministra das finanças, Manuela Ferreira Leite!
Porém, a felicidade dos portugueses não será feita de loucuras, de excessos, de mudanças faraónicas! Não! Lá isso não! Será à medida da nossa pobreza –uma coisinha de remediados da fome. Porque assim é que é governar com tino!
E o exemplo aí estará ou já está: a caravana dos modestos, dos sem ambições (eh! eh! eh!), dos escravos do dever da solidariedade (hi! hi! hi!) a confraternizar com o povo que não aguenta com um gato pelo rabo... a caravana do PSDêzinho, do partidinho dos pseudodemocratazinhos (um querido), a piscar o olho à miséria e a aconselhar: ‘nem de mais, nem de menos, vista-se com a roupinha que tem..., se está rota, cosa!”












































