sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Se não leres hoje, lê amanhã de manhã... ficas mais bem disposto...


Cortes justificáveis...


O português, cheio de esperança, agradece ao governo: vai viver muitos anos, com muito dinheiro, uma bela casa, filhos educados e empregados, assistência social cinco estrelas e serviço nacional de saúde de fazer inveja ao mundo



“Quem se reformar em 2013 terá corte de 4,78% na pensão

A redução resulta do aumento da esperança média de vida.”

in Público de hoje 

Mas a vida é outra coisa!

O Governo não exige: estende a mão à esmola, vende os bens do Estado, assalta a carteira dos cidadãos e arrecada porque o futuro dele, deste governo, é incerto (que os patrões não sabem agradecer...)




“Governo exige dividendos e comissão sobre receitas ao comprador da ANA”

in Público de hoje

A "Carta Aberta" e o silêncio de Cavaco que é o silêncio dele que vais ouvir




“… que podem os Portugueses esperar do dr. Cavaco Silva? Nas horas difíceis, a fraqueza dos desertores, nas horas fáceis, a arrogância dos inseguros.”

António Lopes Cardoso, in Diário de Notícias, 22/12/1995

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Carta aberta a Passos Coelho pedindo a sua demissão

E agora? Coelho vai dizer que se lixa para cartas, mesmo identificadas?


A CARTA:

"Exmo. Senhor Primeiro-Ministro,

Os signatários estão muito preocupados com as consequências da
política seguida pelo Governo.

À data das últimas eleições legislativas já estava  em vigor o Memorando de Entendimento com a Troika, de que foram também outorgantes os líderes dos dois Partidos que hoje fazem parte da Coligação governamental.

O País foi então inventariado à exaustão. Nenhum candidato à liderança do Governo podia invocar desconhecimento  sobre a situação existente. 

O Programa eleitoral sufragado pelos Portugueses e o Programa de Governo aprovado na Assembleia da República, foram em muito excedidos coma política que se passou a aplicar. As consequências das medidas não anunciadas têm um impacto gravíssimo sobre os Portugueses e há uma contradição, nunca antes vista, entre o que foi prometido e o que está a ser levado à prática.

Os eleitores foram intencionalmente defraudados. Nenhuma circunstância conjuntural pode justificar o embuste.

Daí também a rejeição que de norte a sul do País existe contra o Governo. O caso não é para menos. Este clamor é fundamentado no interesse nacional e na necessidade imperiosa de se recriar a esperança no futuro. O Governo não hesita porém em afirmar, contra ventos e marés, que prosseguirá esta política - custe o que custar - e até recusa qualquer ideia da renegociação do Memorando.

Ao embuste, sustentado no cumprimento cego da austeridade queempobrece o País e é levado a efeito a qualquer preço, soma-se o desmantelamento de funções essenciais do Estado e a alienação imponderada de empresas estratégicas, os cortes impiedosos nas  pensões e nas reformasdos que descontaram para a Segurança Social uma vida inteira, confiando no Estado, as reduções dos salários que não poupam sequer os mais baixos, o incentivo à emigração, o crescimento do desemprego  com níveis incomportáveis e a postura de seguidismo e capitulação à lógica neoliberal dos mercados.  

Perdeu-se toda e qualquer esperança. 

No meio deste vendaval, as previsões que o Governo  temapresentado quanto ao PIB, ao emprego, ao consumo,  ao investimento, ao défice, à dívida pública e ao mais que se sabe, têm sido, porque erróneas, reiteradamente revistas em baixa.

O Governo, num fanatismo cego que recusa a evidência, está a fazer caminhar o País para o abismo. 

A recente aprovação de um Orçamento de Estado iníquo, injusto, socialmente condenável, que não será cumprido e que aprofundará em 2013 a recessão, é de uma enorme gravidade, para além de conter disposições de
duvidosa constitucionalidade. O agravamento incomportável da situação social, económica, financeira e política, será uma realidade se não se puser termo à política seguida.

Perante estes factos, os signatários interpretam – e justamente – o crescente clamor que contra o Governo se ergue, como uma exigência, para que o Senhor Primeiro-Ministro altere, urgentemente, as opções políticas que vem
seguindo, sob pena de, pelo interesse nacional, ser seu dever retirar as consequências políticas que se impõem, apresentando a demissão ao Senhor
Presidente da República, poupando assim o País e os Portugueses ainda a mais graves e imprevisíveis consequências. 
  
É indispensável mudar de política para que os Portugueses retomem confiança e esperança no futuro.

PS: da presente os signatários darão conhecimento ao Senhor Presidente da República.

Lisboa, 29 de Novembro de 2012

MÁRIO SOARES 
ADELINO MALTEZ  (Professor Universitário-Lisboa) 
ALFREDO BRUTO DA COSTA (Sociólogo)ALICE VIEIRA (Escritora)
ÁLVARO SIZA VIEIRA (Arquiteto)
AMÉRICO FIGUEIREDO (Médico) 
ANA PAULA ARNAUT (Professora Universitária-Coimbra)
ANA SOUSA DIAS (Jornalista)
ANDRÉ LETRIA (Ilustrador)
ANTERO RIBEIRO DA SILVA (Militar Reformado)
ANTÓNIO ARNAUT (Advogado)
ANTÓNIO BAPTISTA BASTOS (Jornalista e Escritor)
ANTÓNIO DIAS DA CUNHA (Empresário)
ANTÓNIO PIRES VELOSO (Militar Reformado)
ANTÓNIO REIS (Professor Universitário-Lisboa)
ARTUR PITA ALVES (Militar reformado)
BOAVENTURA SOUSA SANTOS (Professor Universitário-Coimbra)
CARLOS ANDRÉ (Professor Universitário-Coimbra) 
CARLOS SÁ FURTADO (Professor Universitário-Coimbra)
CARLOS TRINDADE (Sindicalista)
CESÁRIO BORGA (Jornalista)
CIPRIANO JUSTO (Médico)
CLARA FERREIRA ALVES (Jornalista e Escritora)
CONSTANTINO ALVES (Sacerdote)
CORÁLIA VICENTE (Professora Universitária-Porto)
DANIEL OLIVEIRA (Jornalista) DUARTE CORDEIRO (Deputado)
EDUARDO FERRO RODRIGUES (Deputado)
EDUARDO LOURENÇO (Professor Universitário)
EUGÉNIO FERREIRA ALVES (Jornalista)
FERNANDO GOMES (Sindicalista) 
FERNANDO ROSAS (Professor Universitário-Lisboa)
FERNANDO TORDO (Músico)
FRANCISCO SIMÕES (Escultor)
FREI BENTO DOMINGUES (Teólogo)
HELENA PINTO (Deputada)
HENRIQUE BOTELHO (Médico)
INES DE MEDEIROS (Deputada)
INÊS PEDROSA (Escritora)
JAIME RAMOS (Médico)
JOANA AMARAL DIAS (Professora Universitária-Lisboa)
JOÃO CUTILEIRO (Escultor)
JOÃO FERREIRA DO AMARAL (Professor Universitário-Lisboa)
JOÃO GALAMBA (Deputado)
JOÃO TORRES (Secretário-Geral da Juventude Socialista)
JOSÉ BARATA-MOURA (Professor Universitário-Lisboa)
JOSÉ DE FARIA COSTA (Professor Universitário-Coimbra) 
JOSÉ JORGE LETRIA (Escritor)
JOSÉ LEMOS FERREIRA (Militar Reformado)JOSÉ MEDEIROS FERREIRA (Professor Universitário-Lisboa)
JÚLIO POMAR (Pintor) 
LÍDIA JORGE (Escritora)
LUÍS REIS TORGAL (Professor Universitário-Coimbra)
MANUEL CARVALHO DA SILVA (Professor Universitário-Lisboa)
MANUEL DA SILVA (Sindicalista)
MANUEL MARIA CARRILHO (Professor Universitário)
MANUEL MONGE (Militar Reformado)
MANUELA MORGADO (Economista)
MARGARIDA LAGARTO (Pintora)
MARIA BELO (Psicanalista)
MARIA DE MEDEIROS (Realizadora de Cinema e Atriz)
MARIA TERESA HORTA (Escritora)
MÁRIO JORGE NEVES (Médico)
MIGUEL OLIVEIRA DA SILVA (Professor Universitário-Lisboa)
NUNO ARTUR SILVA (Autor e Produtor)
ÓSCAR ANTUNES (Sindicalista)
PAULO MORAIS (Professor Universitário-Porto)
PEDRO ABRUNHOSA (Músico)
PEDRO BACELAR VASCONCELOS (Professor Universitário-Braga)
PEDRO DELGADO ALVES (Deputado)
PEDRO NUNO SANTOS (Deputado)
PILAR DEL RIO SARAMAGO (Jornalista) SÉRGIO MONTE (Sindicalista)
TERESA PIZARRO BELEZA (Professora Universitária-Lisboa)
TERESA VILLAVERDE (Realizadora de Cinema)
VALTER HUGO MÃE (Escritor)
VITOR HUGO SEQUEIRA (Sindicalista)
VITOR RAMALHO (Jurista) - que assina por si e em representação de todos os signatários)

E bem precisamos...

terça-feira, 27 de novembro de 2012

Bom dia!

"Homenagem aos professores", quadro de Norman Rockwell

Quem é:

http://pt.wikipedia.org/wiki/Norman_Rockwell

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Woody Allen, os USA e a Europa


Um artista sempre em busca de uma resposta à própria inquietação

“Nos últimos quinze anos [expressa-se em 2004], a Europa salvou-me a vida. Se não fosse a Europa, provavelmente não teria realizado filmes. Os filmes que não tiveram sucesso comercial neste país [USA] fizeram dinheiro na Europa, ou, pelo menos, o bastante para minimizar as perdas económicas.”

Woody Allen in Eu, Woody e Allen, Um realizador confessa-se, entrevista de Stig Björkman, minimum fax, Roma, 2005

domingo, 25 de novembro de 2012

Eça faria, hoje, 167 anos...

Eça de Queirós, por João Abel Manta

Memória de um dia de anos


"Cantigas, Para Minha Mãe No dia dos seus anos, José Maria dos Reis Pereira, 6 de Junho de 1925"

O nº 4-5, Junho-Dezembro de 1999, boletim do Centro de estudos regianos, editado pela Câmara Municipal de Vila do Conde, intitula-se Trinta Anos, José Régio (1901-1969) e apensa o caderninho cuja capa reproduzo acima.

Aqui te deixo as seis quadras manuscritas que o poeta de Cântico Negro ofereceu a sua mãe:


1.

Ser poeta é achar deleite
Nas suas próprias feridas.
Ai dos seios que* dão leite
As bocas tão iludidas!

2.

Que o filho lhe mal pagava
Queixou-se-me certa mãe.
-Nem a vida lhes chegava,
Se os filhos pagassem bem!...

3.

Quem tem um filho apartado,
Sofre com dois corações:
Um, tem-no em si bem fechado;
Outro… lá longe aos baldões.

4.

Se me lembro de morrer,
Certa voz me apazigua:
Ouço minha mãe dizer:
“-Essa vida não é tua…”

5.

Cria uma mãe seu menino:
Cresceu… seguiu novos trilhos.
-E é para êsse destino
Que as mães dão azas aos filhos!

6.

Minha mãe, se eu te perder,
Farei de branco o meu luto:
Que é Santa toda a mulher
Que dá poetas por fruto!

Coimbra, 1925
José Régio ainda jovem

*no original manuscrito, Régio coloca um til sobre a letra q; o meu computador esquivou-se a fazê-lo.

Vivemos mal... quem nos ajuda?

Erlich in El País de hoje

Bom dia com esperança que é coragem!

sábado, 24 de novembro de 2012

Da superficialidade e oportunismo nas letras em geral



A obra-prima: "Nossa Senhora e os anjos", 1429, obra de Fra Angelico (1395-1455)

“Para te agitar e te ocupar um instante, gostaria de te dizer que aceito, inteiramente, a frase de Stendhal, citada pela Nouvelle Revue:

“Bem-aventurada a literatura, se ela não estiver na moda e se as pessoas a quem se dirige quiserem interessar-se por ela.”

Jacques Rivière, em carta a Alain Fournier, datada de 29 de Abril de 1909 in Correspondance de Jacques Rivière a Alain-Founier, Gallimard, 1928

***

A frase de Stendhal que me citas desperta, em mim, uma velha inquietação, uma questão muitas vezes evocada, e jamais resolvida: a da aristocracia em arte. Lembras-te de uma vez eu te escrever “tornei-me num aristocrata em literatura”. E sabes bem que se trata de uma coisa que nada tem a ver com as “assembleias literárias”.

Alain-Fournier, em carta a Jacques Rivière, datada de 2 de Maio de 1909, o.c.

A migração para o mar: o fenómeno não tem nem poesia nem mistério: os portugueses estão a ser expulsos do Interior pela inexistência de meios de subsistência; e, junto ao mar, não buscam nem a paisagem nem a indústria piscatória, também ela inexistente, buscam saída para o desemprego, para a pobreza, para a fome –é pena o articulista não ter reparado nisso, não ter denunciado essa tragédia, que já não é desastre: é tragédia

Marinha de William Turner


“Portugueses vivem cada vez mais perto do mar”

in Público de hoje


http://www.publico.pt/ecosfera/noticia/freguesias-junto-ao-mar-tem-cada-vez-mais-habitantes-1574828

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Esta noite: Julião Sarmento em Serralves

Obra de Julião Sarmento

http://ipsilon.publico.pt/artes/texto.aspx?id=313278

E as árvores, Deus meu?!

Enquanto os candidatos à liderança da direita francesa se esmurram, Le Monde informa que 66% das árvores do mundo estão feridas de morte pela seca

http://www.lemonde.fr/planete/article/2012/11/23/les-deux-tiers-des-arbres-menaces-de-deperissement_1795160_3244.html

A revolta da vida

Obra de Maurice Vlaminck

“Quando tempo ainda vai passar até que milhares de cidadãos deste país estejam, olhos arregalados e cérebro entorpecido, diante duma televisão ou no gabinete de um psicanalista?

(…)

A solidão é uma das maiores verdades deste mundo e uma das que mais tememos. E, no entanto, quando sofremos ou morremos, estamos sempre sozinhos. Os prazeres da vida civilizada, no fim e ao cabo, não passam de prazeres de um mundo envelhecido e gasto que a vida simples não satisfaz.

Quanto mais perto da humanidade me sinto junto de um camponês, de um vagabundo da estrada real, do que de um representante da classe privilegiada!”

Maurice Vlaminck in Paysages et Personnages, Flammarion Éditeur, 1953   

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Pergunta: o homem será do governo?


"-Profissão?
"-Amargador de vidas.

Forges in El País de hoje


Resposta do bloguista: não pode deixar de ser...

Bom dia, com amor

"Nu reclinado", óleo de Zinaida Serebriakova

Simpatia

Olhas-me tu
Constantemente:
D’aí  concluo
Que essa alma sente!...
Que ama, não zomba,
Como é vulgar;
Que é uma pomba
Que busca o par!...

Pois ouve; eu gemo
de te não ver!
E em vendo, tremo,
Mas de prazer!...
Foge-me a vista…
falta-me o ar…
Vê quanto dista
D’aqui a amar!

João de Deus in Folhas Soltas, Livraria Universal de Magalhães & Moniz Editores,  Porto, 1876

(em um volume da 1ª edição, que descobri num alfarrabista, escreveu o autor a seguinte curiosa dedicatória: “Ao meu muito estimado am.g Jose Zamonero, o único republicano espanhol meu conhecido, Off João de Deus”)

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

A solidão do humilhado

"A roupa da tempestade", 1927, óleo de René Magritte

Além da ruína crescente, da desertificação -humana- crescente, da pobreza galopante, da má fé e incompetência de quem nos governa, há outra infelicidade que abre portas à quadrilha no poder.

É o fosso aberto entre aqueles que nos deveriam representar -os políticos, dentro e fora da Assembleia da República- e os eleitores, o povo, a arraia-miúda, cada vez mais indefesa e humilhada.

Porque a “classe” -eles nos obrigaram a considera-los, absurda e tristemente, “classe- política existe num Olimpo, num lugar qualquer, à margem do brutal quotidiano e a que só ele tem acesso.

E politica.

Olho no próprio futuro.

Olho que já não vê o povo senão para lhe arrancar votos.

Este é um momento histórico, que poderá ser o caminho de novas escravaturas, de continuada acumulação de riquezas, de crescimento em flecha da miséria.

De regresso.

Ao quê?

Ao medievalismo criminoso dos anos 40, 50, 60.

O lugar dos políticos -aliás o que acontece na maioria dos países democráticos- é na rua.

No diálogo com quem os elege.

Para lhes explicar o que, segundo cada um deles, está bem ou está mal.

Para não os deixar sozinhos e à mão de vendedores da banha da cobra.

terça-feira, 20 de novembro de 2012

Um país a caminho da agonia

O que nos promete este governo: a ruína 


“Portugal arrisca perder uma geração qualificada, avisa o FMI”

in Público de hoje


http://economia.publico.pt/Noticia/fmi-retoma-arrisca-ser-demasiado-lenta-para-baixar-desemprego-e-travar-emigracao-1573245

A meio deste genocídio, diz que não aceitas que te roubem a vida!




"Se estás vivo, vive!"!, William Saroyan

domingo, 18 de novembro de 2012

Que é feito dele, do português de espinha direita?

i
Francisco de Sá de Miranda (1481-1558)


“Homem dum só parecer,
dum só rosto e d’uma fé,
d’antes quebrar que volver [torcer],
outra cousa pode ser,
mas de corte homem não é.”

Francisco de Sá de Miranda, in A el-rei D. João, Obras Completas, Texto Fixado, Notas e Prefácio pelo Prof. M. Rodrigues Lapa, Volume II, Livraria Sá da Costa Editora, 1943

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Bom dia!

"Lua cheia no Dnieper", 1880, óleo de Arkhip Kuindji



Agua, dónde vas?

Riyendo voy por el rio
a las orillas del mar.

Mar, adónde vas?

Río arriba voy buscando
fuente donde descansar.

Chopo, y tu que harás?

No quiero decirte nada.
Yo… temblar!

Qué deseo, qué no deseo,
por el río y por el mar?

(Cuatro pájaros sin rumbo
en el alto chopo están.)

Federico Garcia Lorca in Canciones, Aguilar, Madrid, 1957

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Do depois


Aquele pontinho ao meio, se fosse eu, depois da morte, mais valia apagar-se, que sem amor e os amados, nada vale nada

Se, depois da morte, a vida eterna existisse sem aqueles que amamos, seria uma desilusão, um deserto doloroso, insuportável, que o sem limite do tempo nos obrigaria a viver, no sofrimento da saudade. A essa eternidade, preferiria o nada, e parte dele eu.

Um leilão rendoso


Franz Kline (1910-1962): uma obra sua, que não esta, valeu 31, 6 milhões de euros

http://www.publico.pt/Cultura/christies-e-sothebys-com-os-melhores-leiloes-de-sempre-de-arte-do-posguerra-e-contemporanea-1572579


http://pt.wikipedia.org/wiki/Franz_Kline

Com este presidente do conselho e este governo, só lá para o dia do Juízo Final...


in Público de hoje

Camilo julga Eça

Camilo Castelo Branco



Eça de Queirós


“Já leste o Crime do Padre Amaro do Eça de Queiroz? Li alguns capítulos na Revista do Ocidente (sic), e achei-os excelentes. Vi anunciado agora o romance em livro. Esse rapaz vem tomar a vanguarda a todos os romancistas. É um admirável observador; e, conquanto faça pouco caso das imunidades da língua, tem artes de fazer adoráveis os defeitos.”

Camilo Castelo Branco in Camilo Íntimo, Cartas Inéditas de Camilo Castelo Branco ao Visconde de Ouguela, Clube do Autor, 2012, Lisboa ***

***este livro, recente e cheio de novidades sobre Camilo, foi-me oferecido, em boa hora, pela amiga generosa Isabel Vaz, autora do blog Palavras Daqui e Dali. Obrigado! 

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

terça-feira, 13 de novembro de 2012

Bom dia!

A vida e a aventura

Óleo de J. M. W. Turner



“Sempre tive uma gulodice espantosa: preciso que cada dia traga uma descoberta, uma nova emoção, me obrigue a arriscar outra vez –ou o tédio esmaga-me e sufoca-me. (…) Tenho necessidade da insatisfação. Prefiro qualquer dor à banalidade.”

Jean-René Huguenin in Journal, Aux Éditions du Seuil, 1964