"Os quatro cavaleiros da Apocalipse", 1498, desenho sobre madeira de Albert Dürer
O que acontece em
Chipre, e, disfarçadamente, já começou a acontecer por outros lados, é sinal de
guerra incontrolável.
O que se passa em
Chipre: às cegas e com a ganância de agarrar o dinheiro, congelam-se e
assaltam-se contas de inocentes. Atingem-se pequenas, insignificantes poupanças
que, apesar de irrelevantes, são essenciais para a classe média alta e baixa e
para os que nem à classe média pertencem.
Corta-se, saca-se,
rouba-se, a torto e a direito.
De cabeça perdida.
É o capitalismo
financeiro está á arder e entrou em pânico.
Perdeu a vergonha e os escrúpulos,
se alguma vez os teve, que a moral, essa desconheceu-a sempre.
O capitalismo
financeiro tem medo.
Está aterrorizado: por
mais que esfole, não consegue recompor-se nem relançar o sistema que o
alimentou e engordou durante as últimas décadas –e agora, falha.
Faliu.
Os cavaleiros do Apocalipse –as terríveis figuras do Novo Testamento- galopam na sua direcção.
E eles -os agiotas do
capitalismo financeiro- sabem-no.
Reconhecem os quatro
cavaleiros do Apocalipse, e ao que vêm.
Isso aterroriza-os,
gela-os –e, em pleno estertor da agonia, os usurários espadeiram, assassinam,
rasgam.
Vingam-se nos fracos,
nos indefesos, suas vítimas, da morte que se aproxima pronta a ceifá-los.