sexta-feira, 14 de julho de 2017

quarta-feira, 12 de julho de 2017

A poesia de um poeta (1922-1976) nascido em Junça, freguesia de Almeida, concelho da Guarda




Vieste com rosto de virgem georgiana


Trazida nos ventos que o mar soprou
Vieste na Lua nas pedras nos dentes brancos
Das crianças e no arco
Do sonho que a distância não matou
Vieste na ilha de fogo destes e mil versos
Criados para dar-te corpo –forma humana
Vieste na fome dos meus olhos
Nos dedos da miséria e nas gaivotas
Emergindo do rio
Onde o Sol se purificou


Vasco Miranda, “Dizer, Amar”, Portugália Editora, 1971

sexta-feira, 7 de julho de 2017

Era uma vez Umberto Saba disse...








O livro “Il cerchio imperfetto”, correspondência entre Umberto Saba e Vittorio Sereni, excelentemente organizado por Cecilia Gibellini, Archinto, Milão, 2010, fecha com uma entrevista de Vittorio Sereni, em 1978.

Segundo Serenni:

“Sabba afferma che per fare e comprendere l’arte é necessário “avere conservato in noi la nostra infanzia.”

+


“Saba afirma que para criar e compreender a arte é necessário conservar em nós a nossa infância”

Bom dia!