terça-feira, 31 de janeiro de 2017
segunda-feira, 30 de janeiro de 2017
domingo, 29 de janeiro de 2017
sexta-feira, 27 de janeiro de 2017
quinta-feira, 26 de janeiro de 2017
quarta-feira, 25 de janeiro de 2017
terça-feira, 24 de janeiro de 2017
sábado, 21 de janeiro de 2017
sexta-feira, 20 de janeiro de 2017
quinta-feira, 19 de janeiro de 2017
Já não somos nós... a máquina vai-nos papando...
Quando Claude Bernard (1813-1878), há tantos anos e num tempo
bem diferente do nosso, afirma que adaptarmo-nos ao ambiente em que nos
encontramos envolvidos é morrer e que a vida, ao contrário, consiste na nossa
capacidade de preservar o nosso ambiente íntimo –aponta-nos o caminho da salvação
da nossa personalidade.
Realmente, não vivemos: aceitamos e imitamos formas de vida
que nos impõem de fora. O nosso tempo é o da máquina a comandar o homem
castrado e a quem, tal qual escreveu José Gomes Ferreira, chuparam o cérebro
por uma palhinha.
Acorda!
de "Tempos Modernos", de Charlie Chaplin
https://en.wikipedia.org/wiki/Claude_Bernard
quarta-feira, 18 de janeiro de 2017
terça-feira, 17 de janeiro de 2017
domingo, 15 de janeiro de 2017
Sussurros...: .
Sussurros...: .: De tanto olhar pelo olho de vidro da dor secaram-se-me os olhos. Faço-me e desfaço-me em pele por vestir um olhar apagado no passar dos ...
Nunca mais soube de si... mande notícia! Bom ano!
Nunca mais soube de si... mande notícia! Bom ano!
sexta-feira, 13 de janeiro de 2017
O amor a Umberto Saba, a amizade aos meus amigos/camarada do Blogue, a paixão pela juventude -por aqueles que ainda não chegaram aos mortíferos vinte aos..-venderam a incómoda invasão desta gripe… Aqui vos deixo uma obra-prima:
"Retrato de uma jovem", de Mary Cassatt
Ammalata d’un intimo malore
ha gli occhi grandi e
neri.
Reggere sogna fieri
interminati gli assalti
d’amore.
Forse è vergine ancora,
forse solo
pensò, pensa quel bene.
Forse in deserte arene,
tornata fiera, uccise il
suo figliolo.
Eppur bella è cosi,
fiori di spina,
che, se il male tace,
toglie a te la tua pace
col franco riso de
buona bambina.
Ma se piange spettacolo
si tocca
di sconvolta natura,
e se parla hai paura:
dice cose confuse la
sua bocca.
Umberto Saba in Fanciulle,
ll Canzoniere
quinta-feira, 12 de janeiro de 2017
Um autor e um livro que não se podem esquecer
Se eu quisesse distinguir um dos mais importantes neo-realistas,
traria aqui Soeiro Pereira Gomes (1909-1949) e o seu “ Esteiros”, único livro publicado em
vida, obra-prima de que sentes a força, a humanidade e, imagina, a poesia… A
trágica poesia, sempre a sobrevoar a vida daqueles que a atravessaram, violados
por um regime sinistro –o de Salazar.
quarta-feira, 11 de janeiro de 2017
E mais uma vez recordo um grande poeta: Afonso Duarte (1884-1958)
Humana Condição
Um sonhar-me distante, um longe incrível
É agora o meu estado: Eu sonho o Espaço
Que se fixa no mundo ao invisível
Como se o mundo andasse por meu braço,
Existo além: Sou o animal temível
De Jesus com o mundo-Deus na mão.
Sou para além do mundo concebível
Onde morre e começa a criação.
Eu, homem, sondo e meço o Infinito;
Sou corpo e espírito, esse corpo oculto,
E é só na mão de Deus que ressuscito.
E chamam a isto humana condição ...
Um nada, e tudo: — Vivo e me sepulto
Dentro e fora do próprio coração.
Afonso Duarte, in “Ossadas”
É agora o meu estado: Eu sonho o Espaço
Que se fixa no mundo ao invisível
Como se o mundo andasse por meu braço,
Existo além: Sou o animal temível
De Jesus com o mundo-Deus na mão.
Sou para além do mundo concebível
Onde morre e começa a criação.
Eu, homem, sondo e meço o Infinito;
Sou corpo e espírito, esse corpo oculto,
E é só na mão de Deus que ressuscito.
E chamam a isto humana condição ...
Um nada, e tudo: — Vivo e me sepulto
Dentro e fora do próprio coração.
Afonso Duarte, in “Ossadas”
terça-feira, 10 de janeiro de 2017
O regresso de Sidarta
Organizando um bocadinho -poderia lá ser uma organização ‘decente’,
os milhares de livros que enchem a nossa casa são rebeldes e mudam de lugar a toda a hora!…- mudei volumes e eis
que topo “Siddharta” (assim está na capa), de Hermann Hesse.
É uma edição da Frassinelli, datada de 1973; na página
interior de título, escrevi: “Roma, 12 de Abril de 1975, no fio da navalha”.
Porquê no fio da navalha? Julgo saber porquê mas fica comigo.
Chegara a Itália no
dia 9 de Janeiro do mesmo ano e já muitas coisas haviam acontecido.
Muitas boas coisas.
Por que comprara “Sidarta” –assim aparecera escrito em Portugal-?
Porque a oferecera antes da viagem, tal qual ofereci muitos outros exemplares e apetecia-me relê-lo.
Creio que esse romance (?) de Herman Hesse nos tocou a todos,
sobretudo a juventude.
Passados tantos anos, quase 42…, espreitei as folhas, cheias
de sublinhados; escolhi estas palavras:
“…agora és um homem, escolhe a tua estrada. Oxalá possas
segui-la até ao fim, meu amigo. Oxalá encontres a tua liberdade!”
segunda-feira, 9 de janeiro de 2017
domingo, 8 de janeiro de 2017
Será que também este grande poeta -António Nobre- também já se pôs de parte, com uma etiqueta de 'romancista', ele que abre a estrada da psique?
António Nobre
Poveiro
Poveirinhos! meus velhos pescadores!
Na Agoa quizera com vocês morar:
Trazer o lindo gorro de trez cores,
Mestre da lancha Deixem-nos passar!
Far-me-ia outro, que os vossos interiores
De ha tantos tempos, devem já estar
Calafetados pelo breu das dores,
Como esses pongos em que andaes no mar!
Ó meu Pae, não ser eu dos poveirinhos!
Não seres tu, para eu o ser, poveiro,
Mail-Irmão do «Senhor de Mattozinhos»!
No alto mar, ás trovoadas, entre gritos,
Promettermos, si o barco fôri intieiro,
Nossa bela á Sinhora dos Afflictos!
António Nobre, in 'Só’
Na Agoa quizera com vocês morar:
Trazer o lindo gorro de trez cores,
Mestre da lancha Deixem-nos passar!
Far-me-ia outro, que os vossos interiores
De ha tantos tempos, devem já estar
Calafetados pelo breu das dores,
Como esses pongos em que andaes no mar!
Ó meu Pae, não ser eu dos poveirinhos!
Não seres tu, para eu o ser, poveiro,
Mail-Irmão do «Senhor de Mattozinhos»!
No alto mar, ás trovoadas, entre gritos,
Promettermos, si o barco fôri intieiro,
Nossa bela á Sinhora dos Afflictos!
António Nobre, in 'Só’
A jovem mulher que espera o regresso daqueles que desafiaram o mar (quadro de Silva Porto)
sábado, 7 de janeiro de 2017
sexta-feira, 6 de janeiro de 2017
terça-feira, 3 de janeiro de 2017
segunda-feira, 2 de janeiro de 2017
domingo, 1 de janeiro de 2017
O Ano Novo e a aflição da Terra
Tenho muita pena mas compreendo-a: a Terra entra em novo ano
-2017- assustada.
Interroga-se: “será que eles vão continuar a dar cabo de
mim?”
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