quarta-feira, 12 de julho de 2017

A poesia de um poeta (1922-1976) nascido em Junça, freguesia de Almeida, concelho da Guarda




Vieste com rosto de virgem georgiana


Trazida nos ventos que o mar soprou
Vieste na Lua nas pedras nos dentes brancos
Das crianças e no arco
Do sonho que a distância não matou
Vieste na ilha de fogo destes e mil versos
Criados para dar-te corpo –forma humana
Vieste na fome dos meus olhos
Nos dedos da miséria e nas gaivotas
Emergindo do rio
Onde o Sol se purificou


Vasco Miranda, “Dizer, Amar”, Portugália Editora, 1971

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