terça-feira, 19 de junho de 2012

Apontamento: Dostoievski em Portugal

Dostoievski (1821-1861)


António Patrício (1878-1930)


João Gaspar Simões (1903-1987)




Maria Amália Vaz de Carvalho (1847-1921)


Em 1920, António Patrício escrevia:

“-A incoerência instintiva, absolutamente sincera, tem uma lógica interior –a própria lógica da vida- que os psicólogos profissionais nunca auscultaram. Os personagens de Dostoievski, por exemplo, ganham tanto mais em unidade e em verdade, quanto mais, p’ra olhos vulgares, se contradizem.” (Serão Inquieto, Livrarias Aillaud e Bertrand, Paris-Lisboa, 1920)

Foi Gaspar Simões quem me lembrou (lera Serão Inquieto há alguns anos e esquecera o pormenor: ver citar um autor português Dostoievski no início dos anos 20), quando voltei à sua fundamental Perspectiva Histórica da Ficção Portuguesa (Publicações Dom Quixote, Lisboa, 1987), a fim de entender o esteticismo decadentista de Abel Salazar cuja Uma Primavera em Itália (Nunes de Carvalho Editor, 1934, Lisboa), ando a folhear, agradado.


Dostoievski seria apresentado por João Gaspar Simões (Depois de Dostoievski, in presença, nº 6, 18 de Julho de 1927).

Mas coube a Maria Amália Vaz de Carvalho falar de Dostoievski, pela primeira vez, em Portugal, num texto sobre Crime e Castigo, datado de 1890.

E a informação devo-a, mais uma vez, a Gaspar Simões na citada Perspectiva Histórica da Ficção Portuguesa

2 comentários:

  1. Comprei este livro (na Lumière) porque o referiu aqui e deve ser muito interessante. Mas apenas o folheei. Ainda não houve tempo para a leitura completa.
    Um bom dia para si.

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  2. Olá Isabel! É mais um livro para ler conforme os nossos interesses, um livro de consulta. Um grande livro! Bom dia, querida amiga!

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