António Patrício (1878-1930)
João Gaspar Simões (1903-1987)
Maria Amália Vaz de Carvalho (1847-1921)
Em 1920, António Patrício escrevia:
“-A incoerência instintiva, absolutamente sincera, tem uma
lógica interior –a própria lógica da vida- que os psicólogos profissionais
nunca auscultaram. Os personagens de Dostoievski, por exemplo, ganham tanto
mais em unidade e em verdade, quanto mais, p’ra olhos vulgares, se contradizem.”
(Serão Inquieto, Livrarias Aillaud e
Bertrand, Paris-Lisboa, 1920)
Foi Gaspar Simões quem me lembrou (lera Serão Inquieto há alguns anos e esquecera o pormenor: ver citar um
autor português Dostoievski no início dos anos 20), quando voltei à sua
fundamental Perspectiva Histórica da
Ficção Portuguesa (Publicações Dom Quixote, Lisboa, 1987), a fim de entender
o esteticismo decadentista de Abel Salazar cuja Uma Primavera em Itália (Nunes de Carvalho Editor, 1934, Lisboa),
ando a folhear, agradado.
Dostoievski seria apresentado por João Gaspar Simões (Depois de Dostoievski, in presença, nº 6, 18 de Julho de 1927).
Mas coube a Maria Amália Vaz de Carvalho falar de
Dostoievski, pela primeira vez, em Portugal, num texto sobre Crime e Castigo, datado de 1890.
E a informação devo-a, mais uma vez, a Gaspar Simões na citada Perspectiva Histórica da Ficção Portuguesa.




Comprei este livro (na Lumière) porque o referiu aqui e deve ser muito interessante. Mas apenas o folheei. Ainda não houve tempo para a leitura completa.
ResponderEliminarUm bom dia para si.
Olá Isabel! É mais um livro para ler conforme os nossos interesses, um livro de consulta. Um grande livro! Bom dia, querida amiga!
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