'O baloiço', óleo de Jean-Honoré Fragonard (1732-1806)AMOR
Antes que seu perfil me aparecesse,
Eu tinha gasto o coração a vê-la...
E erguendo aos céus as minhas mãos em prece,
O meu amor foi só reconhecê-la.
Como graça de Deus que me atendesse,
Sou seu amor, posso dizer-me de Ela...
Chamar-lhe minha, assim que o pudesse,
Na noite da minh’alma única estrela!
P’ra meu amor é que Ela ao mundo veio:
E, assim outro amando-a, era parti-la,
Que alguma coisa de Ela há no meu seio,
Não será minha? Isso que tem para a Arte?
Estatuário que sou, hei-de esculpi-la;
Dá-la em beleza é o meu amor em parte.
Antes que seu perfil me aparecesse,
Eu tinha gasto o coração a vê-la...
E erguendo aos céus as minhas mãos em prece,
O meu amor foi só reconhecê-la.
Como graça de Deus que me atendesse,
Sou seu amor, posso dizer-me de Ela...
Chamar-lhe minha, assim que o pudesse,
Na noite da minh’alma única estrela!
P’ra meu amor é que Ela ao mundo veio:
E, assim outro amando-a, era parti-la,
Que alguma coisa de Ela há no meu seio,
Não será minha? Isso que tem para a Arte?
Estatuário que sou, hei-de esculpi-la;
Dá-la em beleza é o meu amor em parte.
Belo o poema e grande poeta! E é lindo o quadro do Fragonard.
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anónimo (não) veneziano