quinta-feira, 9 de abril de 2009

O osso


O osso é o âmago, o imo, a raiz –a verdade profunda de cada um. Os grandes artistas atingem-no e expressam-no. Exemplos: a harmonia simples de Miró, a candura maravilhosa de certos versos de Eugénio de Andrade, a sensualidade preciosa da escultura de Henry Moore... O contrário: os farfalhudos nadas que servem de manto aos reis que vão nus. Não vale a pena apontá-los; basta entrar numa livraria ou numa galeria de arte, folhear as páginas de cultura, telecomandadas pelos parceiros da feira literata. E a verdade é que essa multidão de autores desnecessários e invasores, chatos como pulgas, não merece a publicidade que lhe faria. Uma perda de tempo...

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