Comprei o quadrinho, na Ismailova, feira da ladra de Moscovo, onde se topa tudo: pinturas, móveis, jóias, cartas que foram enviadas, postais de namorados, flores, manequins, roupas abandonadas, soldadinhos de chumbo, bonecas mutiladas. Fantasmas. O quadro estava ali, anónimo, discreto, radiante. Cabia na palma da mão. Exposto e habitado. Por quem?
domingo, 5 de abril de 2009
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