Cristãos ou não, celebramos hoje uma vitória: a do Espírito sobre a morte da alma. Porque é nesse deserto onde gelam os sentimentos, as paixões e o amor ao outro e se sufoca a esperança e se renuncia à aventura e à assunção do risco, deixando que se apague a luz de dentro, que se acende no acidente fantástico e difícil de nascer –é nesse glaciar que gelamos, sobreviventes esquecidos da vida, órfãos dela e de nós próprios. Hoje é só um dia, afinal tão eterno como todos os dias. Se o assumirmos e ousarmos descer fundo, talvez se reacenda -nem que só neste dia, já tanto!- a tal luz perdida, que, afinal, nunca se apagou.
domingo, 12 de abril de 2009
O dia de hoje...
Cristãos ou não, celebramos hoje uma vitória: a do Espírito sobre a morte da alma. Porque é nesse deserto onde gelam os sentimentos, as paixões e o amor ao outro e se sufoca a esperança e se renuncia à aventura e à assunção do risco, deixando que se apague a luz de dentro, que se acende no acidente fantástico e difícil de nascer –é nesse glaciar que gelamos, sobreviventes esquecidos da vida, órfãos dela e de nós próprios. Hoje é só um dia, afinal tão eterno como todos os dias. Se o assumirmos e ousarmos descer fundo, talvez se reacenda -nem que só neste dia, já tanto!- a tal luz perdida, que, afinal, nunca se apagou.
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Tão curto e tão belo!
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