quinta-feira, 16 de abril de 2009

O dia de hoje...


Ao ler, num jornal desta manhã, um opiniador reclamar contra o excesso de Estado e defender o liberalismo (ele omite o termo neo-liberalismo..., ele lá sabe porquê...), mais uma vez constatei o medo que têm os beneficiários desse neo-liberalismo -que nos pôs de tanga- de ver o sistema “saneado”. Tremem, protestam, agitam-se, exaltam-se. Excesso de Estado..., francamente! Nos últimos vinte anos (e desde o desastroso “consulado" cavaquista, que durou 10 pesados e cinzentos anos), o Estado tem levado pancada, tem sido desacreditado e o seu poder de intervenção sistematicamente limitado. O seu papel -indispensável- de fiscal e protector (a grande inovação do após-guerra de 1945) tem sido escondido ou boicotado. Defende o referido opiniador a "liberdade" liberal; penso que confunde liberdade com roubo. O que ele defende é a recomposição e a continuação de um sistema social em que os salteadores pilham à vontade.

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