segunda-feira, 13 de abril de 2009

Economias, ideologias, democracia e moral...


Sarsfield Cabral constatou que 'o crescimento económico, na China, não trouxe a democracia'. Sarsfield Cabral é um homem honesto e informado. Sabe, certamente, que há crescimento económico e crescimento económico. Que há economia e economia. Em suma: sabe que, por trás da economia de cada economista, está uma ideologia e, consequentemente, uma ética, uma moral. A economia não é uma ciência pura como a matemática ou a biologia. Os sistemas económicos correspondem a sistemas sociais, correspondem a uma moral social. E, quando, agora, damos connosco à rasca e com uma megacrise em cima –concluímos que há um sistema que errou e que esse sistema tem de ser mudado, completamente. Esse sistema chama-se neo-liberalismo. É tempo de chamar as coisas pelos nomes. A China comunista é uma realidade que parece não tender para a democracia. Mas o neo-liberalismo e a democracia também parecem incompatíveis -porque o neo-liberalismo serve uma minoria e explora uma maioria.

p.s. não me surpreende que os promotores e agentes desse sistema -do neo-liberalismo- recusem o seu (do sistema) afastamento porque isso acarretaria a perda dos seus (deles, promotores e agentes) benefícios.
E, diante dessa tal megacrise, pergunto o que é que este governo fez, até hoje, para nos ajudar a vencê-la e a sobreviver-lhe? Parece-me que assistimos a uma campanha eleitoral e não ao combate contra a situação dramática em que vivemos. Corrijam-me, se erro!

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