emigrantes portugueses nos anos 60...Ai que bom que seria a banda aventureira e criadora do Zé Jacinto, os famosos artistas da Marcha de Almadanim, a dirigir o ME, em vez da banda cinzenta e de cérebros de amendoim, a dos três, Lurdes & Lemos & Pedreira, Sociedade de Irresponsabilidade Ilimitada! Haveria sensibilidade, imaginação, abertura de espírito, generosidade!
As “novas do meu país” falam de mais um desastre pedagógico: de alunos a tropeçarem -e que trambolhões!- em matemática, português, física, química, biologia, geologia, na segunda fase de exames do ensino secundário. Lá continuamos nós a marcar passo e uma geração condenada à ignorância e à incompetência, que é como quem diz, a fazer as malas e pôr-se a mexer, a emigrar, se quiser ser gente e ganhar o sustento. Não há dúvida: o PAC (Processo de Analfabetização em Curso) avança –e ninguém o pára?
E como não o param -e a reforçá-lo, cresce o PIC (Processo de Imbecilização em Curso), que sentou o rabo na convicção neo-liberal: “a cultura é um produto de venda no mercado”-, foi essa, a da retoma (não a retoma do ministro Teixeira, jamais entrevista) da emigração dos anos 60, a solução pela qual jovens e maduros, ávidos de modo de vida e trabalho, optaram.
Nós sabemos, amigos, que Cultura não é um “produto” a lançar no mercado e só “útil” caso rentável. Sabemos que Portugal foi um dos mais ricos países do mundo, senão o mais rico, nos anos de Manuel I; foi um país riquíssimo, nos tempos de João V; foi um país que recebeu subsídios da UE (milhões de euros), durante os dez anos do consulado de Cavaco –e que, hoje, é um país nas lonas. E sabemos que foi a incultura, a ignorância de direitos e deveres cívicos, o mau ensino, em suma, o mau governo, que deram cabo de nós.
O PS, em 4 anos, não podia endireitar o barco. Com certeza que não podia. E a doentia responsabilização-perseguição de José Sócrates pelo mau estado da nação –é isso mesmo: doentia e, frequentemente, safada e mal intencionada, porque a promovem os que, ainda ontem ou há vinte anos, nos enterraram.
Porém, o trio referido acima, ah!, essa firma Lurdes & Lemos & Pedreira, Sociedade de Irresponsabilidade Ilimitada, essa, sim, ajudou muitíssimo a criar uma situação desastrosa: a do marcar-passo (ou retrocesso?) do ensino e, porque a ignorância é a mãe de todos os vícios, criou, também, outa siuação desastrosa: a de ser possível a “revalorização” dos liberais de Ferreira Leite & Cia., que onde nos levará todos sabemos –deveríamos saber: à consolidação da crise em que vivemos. A outro ‘processo’: o da recuperação do capital, sobre o desemprego e a miséria estabilizados.
Sem comentários:
Enviar um comentário