... gado resignado...Pois é: a companhia irlandesa Ryanair propõe-se vender bilhetes a metade do preço... a quem aceitar viajar de pé... Se bem entendi, a quem aceitar viajar com metade do traseiro sentado, apoiado num espaldar ‘reconfortante’, coisa estilo de banco alto de bar, a que acrescentam costas...
Há quem diga que não passa, de publicidade à companhia, que chama as atenções, graças ao inconcebível da oferta.
Mas será inconcebível? Não é assim, ou pior ainda, que andamos, todos os dias? Gado de fila de autoestrada, gado da colmeia/vespeiro de metropolitano, gado de fila, à espera de autocarro, gado de fila, à espera de emprego, gado de fila, à espera de sopas...
Numa palavra: não vivemos gadalmente? E não aceitamos essa animalidade, essa condição de bicho rebaixado, maltratado, humilhado?
Aliás, não nos limitamos a salivar como o celebérrimo cão de Pavlov? O anúncio diz: ‘vai ali!’, e nós vamos... mesmo de gatas (projecto de lugar aéreo ou de transporte público ainda não divulgado)...
Aliás, não nos limitamos a salivar como o celebérrimo cão de Pavlov? O anúncio diz: ‘vai ali!’, e nós vamos... mesmo de gatas (projecto de lugar aéreo ou de transporte público ainda não divulgado)...
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