terça-feira, 7 de julho de 2009

O dia de hoje: a treta do "fim da crise" ou a mentira imperdoável porque de paleio não vive o homem

à procura de emprego...


Sobre a verdade do “fim da crise, que andam a apregoar para aí, convém reparar nestas duas notícias:

A OCDE (Organização para Cooperação e Desenvolvimento Económico) informa: de Abril de 2008 a Abril de 2009, o desemprego aumentou de 40% nos países ricos (sublinhe-se e medite-se: nos países ricos... nos pobres, nem valerá a pena contabilizar: advinham-se os -vergonhosos e aterradores números -se os pobres não forem "coisas" para deitar para o lado...);

E mais diz a OCDE: de 2007 a 2010, deverá atingir-se a cifra de 26 milhões de desempregados, um aumento, sem precedentes, de 80%.

Segunda notícia: a própria banca reconhece que os empregos perdidos não serão recuperados e que ninguém sabe quais serão os empregos de amanhã” (Natixis, Brasil).

Ainda: Jean-Claude Trichet, presidente da Banca Central Europeia, confessa: “Criámos uma entidade nova, a economia mundializada, cuja fragilidade desconhecemos. Neste momento, o futuro não está escrito em nenhum sítio”.

E volto a perguntar: a apregoada recuperação em curso (chamam-lhe “fim da crise") não será o reequilíbrio do capital, à custa do sacrifício de milhões de trabalhadores, coisas descartáveis?

(outra pergunta: usar a palavra “trabalhadores” será pecado de esquerdismo radical?...
).

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