sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Uma poesia de Ruy Cinatti (1915-1986)




“Ali, onde as rosas...”

Ali, onde as rosas se doavam
A quem, pousando a mão, se debruçasse,
Ficou uma saudade sem história
Nem dor... Só de alegria
O sentimento pleno a quem ousasse
Colhê-las na memória.

Ninguém perceberá morta a distância,
Nem o aroma breve que evolavam.

Só a saudade de uma luz perfeita,
Descendo na minha alma a minha vida,
Descobre, junto a uma pétala desfeita,
O teu olhar puríssimo.

in Anoitecendo, a Vida Recomeça

1 comentário:

  1. Eis outro poeta de grande qualidade silenciado por esta vaga de sucessos ridículos e sustentados pela publicidade de mercado e a incultura crescente.

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