domingo, 13 de fevereiro de 2011

No fio da navalha: o Egipto



Para o conseguir [a libertação do Egipto] é imperioso continuar a exigir não só a cabeça de Mubarak mas, também, o desmembramento do seu regime e do seu sistema corruptos, baseados no clientelismo, na tortura e no roubo sistemático.

As mulheres e os homens, líderes políticos, intelectuais ou ainda os representantes de organizações da sociedade civil ou da oposição (da esquerda aos islamistas, tais como aos Irmão Muçulmanos) encontram-se diante de uma escolha histórica, quer cheguem a entender-se, criando uma oposição que respeite a vontade de liberdade do povo, quer tentem aproveitar-se do movimento popular e, assim, arriscarem-se à divisão e a empurrarem a revolução para um falhanço programado

Porque, no fim e ao cabo, nem a esquerda, nem os sindicatos, nem os Irmãos Muçulmanos, podem arrogar-se o direito de representarem exclusivamente um movimento de massa que os ultrapassa e devem servir”.

Tariq Ramadan, professor de estudos islâmicos contemporâneos no St. Antony’s College, Oxford

in Le Monde, 12/02/2011

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