Retrato de Leão Tolstoi, por Ilya RepinNo livro Confissão (1882), Tolstoi pergunta:
“Haverá, na vida, um sentido que não seja eliminado pela morte que, inevitavelmente, me espera?”
Desde muito cedo, essa dúvida o obcecou. E até ao fim.
Ainda que tenha escolhido a resposta da fé.
“A fé é a força da vida”, escreveu.
Mas uma fé tolstoiana, cristã, socializante, sem igreja, com laivos bastantes (e contraditórios?) de panteísmo.
Morreu rejeitado pela Igreja Ortodoxa, vigiado pela polícia do czar, seguido por multidões, e sozinho, no apeadeiro de Astapovo.
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