quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Água pura

'Quatro choupos", 1891, Claude Monet




Quadra anónima

Tu chamas-me tua vida
Tua alma quero eu ser,
Que a vida morre com o corpo
E a alma eterna há de ser!




in As cem melhores poesia (líricas) da Língua Portuguesa, escolhidas por Carolina Michaëlis de Vasconcellos

6 comentários:

  1. Será que a alma é mesmo eterna?
    Ambos lindíssimos:o quadro e a quadra.
    Isabel

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  2. Isabel, desculpe só agora responder-lhe que... não sei responder. Nada sei da alma.

    Sei, apenas, que não se vive sem ela.

    Sem este ardor dentro, esta ânsia de absoluta e esta sensibilidade á beleza, em que acalmamos, para logo voltar a inquietação.

    A esse movimeto que chamaria alma.

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  3. Não há uma resposta.
    Mas deu-a como ninguém.
    Boa noite
    Isabel

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  4. Manuel Poppe,
    Os "Quatro Choupos" de um azul água de Monet são encantadores, harmoniosos e repousantes, em nada inquietantes.
    A procura da beleza como alimento - da harmonia à inquietude - é para mim o sentido da vida!
    Da alma nada sei mas a alma de alguns será eterna porque a obra criada velará por ela, tal como Osíris espalhado foi reunido por Ísis e tornou-se eterno.
    Agora sou eu que peço desculpa pelas divagações no teclado.
    Boa noite!

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  5. Ana: se a procura da beleza é, para si, o sentido da vida, nisso está o movimento da sua alma. Quanto á eternidade da obra criada...: obra criada é, também, um gesto de amor e esse gesto, porque determinará gestos de quem o recebeu e, depois, os gestos dos receptores de amor determinarão os dos que eles amarem a seguir... Um gesto de amor vale tanto, ou se calhar, mais do que obra criada.
    Obra quye, aliás, é um gesto de amor.

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